segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A GUERRA AMBIENTAL .

A guerra ambiental aplica-se a todos os 
níveis de projectos .

Sempre que se pretende construir ou edificar algo de positivo
para o nosso País, surgem logo os profetas da desgraça, com
ameaças e avisos dos perigos que o pobre ambiente pode vir
a ser alvo . 

Há até uma listagem tipo e um procedimento para travar todo
e qualquer progresso, logo que se conhece a pretensão de avan-
çar com qualquer projecto .

Não sou ingénuo, nem inocente, sei que é preciso respeitar todo
um complicado quadro legal, a nível nacional e internacional .

Tudo bem .

O que acontece é que os intermediários por parte do Ministério 
do Ambientalistas, de tão maximalistas, que em regra se perfi-
lam, são sempre mais papistas do que o Papa,
o que leva a que muitos dos projectos apresentem tantas dificul-
dades, que muitas vezes nunca conseguirão passar  da fase de 
concretização .

Outras vezes, o grau de exigência visado é tão grande, que aca-
ba por se traduzir na destruição da possibilidade de rentabilida-
de do investimento previsto .

É como se os dois dados de uma equação, atingissem parâmetros
tão exagerados, que destruíssem a possibilidade de encontrar um
compromisso razoável .

Irei acompanhar esta minha lenga lenga, com exemplos do que
venho exprimindo .
.


domingo, 18 de dezembro de 2016

OS COGUMELOS VENENOSOS .

Com o estalar da crise financeira, os ecologistas entraram 
em profunda hibernação .
Alguns, poucos, até rejubilaram, porque o consumo ener-
gético baixou drasticamente .

Agora, com o orvalho e com as primeiras chuvas, os cogu-
melos da desgraça começaram a desa brochar, e já come-
çaram de novo a exigir novos proveitos para a causa .

O ambiente foi um tema que me acompanhou durante toda 
a minha vida profissional .

É um complexo paradoxo .

Como desenvolver o planeta, aumentando o nível de satisfa-
ção das necessidades básicas das pessoas, sem causar gran-
des inconvenientes ao ambiente ?

Ora o progresso da Humanidade sempre foi um combate leal
contra a Natureza .
O combate continua, e não é possível recuar à época do Paraí-
so Terreal, aos tempos do Éden de Adão e Eva .

Pelo meio surgiram 6,5 Biliões de seres humanos .

Como conseguir viver (repartir) 
melhor,  os recursos de que dispomos ?.

É aí que está o bruxedo ...
.



sábado, 17 de dezembro de 2016

O DOM DA UBIQUIDADE .

Vai lá dentro, ver se eu estou aqui .

Houve  várias situações na vida em já que estive a repre-
sentar mais do que um papel na minha história .
Como se estivesse com um pé dentro e outro fora .
Se estivesse cá e lá, ao mesmo tempo .
Ou a viver a realidade e o sonho ao mesmo tempo .
Ou na Terra e na Lua .

Sou do signo Gémeos, mesmo no centro 
da quadratura,13 de Junho, dia de Santo 
António, o santo casamenteiro .
Talvez isso ajude a explicar a minha am-
bivalência .

Durante os meus estudos,
consegui tirar dois cursos ao mesmo tempo .

Andava a tirar o curso liceal, durante o dia, e de noite estu-
dava para Debuxador, curso industrial dedicado aos têxteis,
na escola da noite .
No último ano desse curso, ainda tinha uns bocados para 
realizar o estágio desse curso .

Perguntar-me-hão o que fazia durante 
o resto do tempo ...

Mais tarde, enquanto cumpria o Serviço Militar, depois de
terminar a recruta e as duas especialidades, arranjei duas
ocupações em part-time, como analista têxtil e  outra, escre-
vendo artigos sobre têxteis, numa revista da especialidade .

Foi por ter sido censurado por razões de ordem técnica 
(1972), que acabei por ser chamado a ocupar-me de assuntos
na área da poluição das refinarias, na Direcção Geral dos Com-
bustíveis ( mais tarte, D.G. da ENERGIA ) .

Rapidamente retomei a minha dualidade, 
pois fui nomeado Chefe de Divisão de 
Energia/Ambiente .

O destino veio bater-me à porta, pois mais uma vez, navegava
entre duas realidades diferentes e opostas, defendia o ambiente,
contra a energia, e a energia, contra o ambiente , quer a nível
nacional, quer no teatro internacional .

Vivi sempre no compromisso e na borrasca,
quantas vezes defendendo o indefensável,
contra tudo e contra todos .

Pedi algumas batalhas, mas orgulho-me de ter ganho a maioria
delas .

Como devem perceber, não deve ter sido nada fácil a minha vida .

Mas foi uma vida saborosa 
e cheia de aventuras .
.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O DI AGNÓSTICO .

Estava na clínica para ser operado à vesícula ( início de uma
das minhas grandes aventuras da vida ), em conversa com o
meu médico pessoal, me atira, à queima roupa :

 - Bolas, que a você não se lhe aproveita 
    nada .
    Só talvez os miolos, 
    e mesmo assim, tenho muitas dúvidas ...

É preciso coragem, para aguentar uma estocada destas .

Se já estava completamente em baixo, então é que fiquei comple-
tamente de rastos .

Há dias assim .

Esta brincadeira  veio-me à memória .

Afanado física e psicologicamente, sem força para seguir em 
frente, em que tudo me parece mais sombrio .

O tempo também não ajuda muito .
É de um negrume de cortar à faca .
.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

GATUNAGEM .

No tempo da outra senhora,
contava-se que Salazar tinha procedido à desertificação
de Portugal :

Metade da população tinha emigrado para o estrangeiro,
a outra metade tinha morrido nas guerras coloniais .

Mal comparado, aplica-se agora um raciocínio semelhante :

Metade da população anda a gamar o próximo, a outra me-
tade é roubada de toda a maneira e feitio .

Metade anda cá fora à solta,
a outra metade está na cadeia .

A bandalheira está instalada, de há muito tempo,
e abrange todos os sectores sociais e profissionais,
desde o pessoal do pé descalço,
até às mais altas instâncias do poder .

FALTA SÓ PRENDER 
OS POLÍCIAS ...
.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O DONO DA BOLA .

Aqui ninguém joga mais .

Eu é que sou o dono da bola .

Era assim, quando jogávamos à bola, onde quer que
calhasse .
Naquele tempo, a bola era um instrumento de poder,
já patente nos putos com menos posses .

Ficávamos horas à espera que alguém aparecesse com
aquele objecto de desejo .

Vem isto a propósito das idiotas guerras que se eterni-
zam no Oriente Médio .
Todos as partes  se degladiam umas às outras, a maior 
parte delas, por interpostos parceiros .

O poder neste caso são os brinquedos de guerra, aviões, 
mísseis, espingardas, morteiros, etc., distribuídos (pagos 
com os dinheiros e os favores das grandes potências) e 
funcionam como os donos da bola ou dos jogos de guerra  .

Se alguém recolher a bola, o jogo acaba .

Os donos da bola são agora, (para além 
de Assad), Trump e Putin,

cada um a jogar em lados opostos da Síria, mas numa 
acção concertada .

Com a chegada do CEO da EXXON MOBIL a Secretário de
Estado americano, por escolha do presidente dos Usa, um part-
ner do presidente russo, os ventos da jogatana alteraram-se
drasticamente .

Foi um severo míssil arremessado contra os parvos europeus,
que há muito brincam com os brinquedos que não lhes perten-
cem .

Resultado :

Um porta aviões francês ao fundo .
.




terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Dos brandos costumes .

O grande mito dos brandos costumes 
está a desmoronar-se .

O abuso sexual e físico indiscriminado de crianças, adoles-
centes, idosos, mulheres  e outros grupos desprotegidos, foi
regra durante décadas a fio, com a conivência da sociedade
em geral, incluindo as famílias, as escolas, as igrejas,  os colé-
gios de elite e as instalações de solidariedade social .

Viu-se no que isso deu, 
e a missa ainda está agora a começar . 

A violência doméstica, especialmente praticada sobre mulhe-
res, mas também sobre crianças, idosos, deficientes físicos e
mentais, é também praticada por muito, ao abrigo do silêncio, 
do poder económico e da chantagem emocional .

Muito se tem feito, nos últimos tempos, para combater tais crimes
sociais, mas muito existe ainda  para tentar erradicar essas graves 
feridas, de um tecido humano permissivo e atentatório dos nossos
principais direitos humanos .

Brandos costumes,
afinal onde estão, que não os vejo ?
.

A DIVERSIDADE HUMANA .

O livre arbítrio .

Deus (?) criou Adão e Eva,

por sinal, bem diferentes um do outro, digamos suple-
mentares ou complementares, e lá tinha as suas razões .

Depois foram criados (?) muitos mais, gente de toda a
espécie, sem qualquer critério aparente .

As alterações climáticas (já naquele tempo, vejam só...)
alinharam-nos por grandes categorias, de acordo com
a geografia e o clima, uns na África, outros na Europa,
outros ainda da Ásia, e por aí fora .

Foi então que entraram se serviço as religiões, que ten-
taram, sem sucesso ( como na União Europeia) dividir 
o mundo em classes ainda mais restritivas, e quiseram 
classificar as pessoas, com normas mais rígidas e seve-
ras .

Não matarás ( como tudo está mu
dado ...),

Não cobiçarás a mulher do próximo, 
( próximo, homem, mulher, ou assim, 
assim ...) .

Já tinha sido inventado o Trabalho, mas a coisa ainda não
se tinha espalhado tão drasticamente  e surgiu a dicotomia
entre senhores e servos, patrões e operários, ricos e pobres .

Então não é que queriam ser todos iguais .
Queriam ter uma casa, um automóvel, uma casa na praia,
ir passear ao estrangeiro .

É a grande bagunçada,

com greves, polícia, porrada, canhões de água, gás lacrino-
mogénio, e todo um arsenal sofisticado .

Claro que desde tempos imemoriais tinham inventado as
prisões com serviço completo ...

Não podia ser ...

Até eu, que tenho alguma linhagem, não estava disposto a 
prescindir das minhas diferenças, que diabo ...

Tenham maneiras ,

então já não se respeitam as hierarquias ?!...

.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

UMA PARÁBOLA .

Parece tratar-se duas árvores parecidas, mas no fundo, 
são muito diferentes .
Ambas costumam ladear os cursos de água, por isso são
espécies de crescimento rápido .

Têm folhas diferenciadas, o Salgueiro de folha caduca, 
de cor amarelada :
O Choupo, de folha branca cinza, e de folha perene .

Mas a grande diferença entre elas, reside no carácter
e temperamento de cada uma delas .

O Choupo é uma árvore orgulhosa, com um troco forte, ere-
cto, com imensa ramagem, de antes quebrar do que torcer .

O Salgueiro, de ramos nus, vai-se adaptando com grande
facilidade às torrentes de água que se formam durante
o Inverno .

Acontece que, quando os rios e ribeiros enchem e a torrente 
corre forte,o Salgueiro adapta-se perfeitamente ao poder da
água, e escapa à invernia .

Já o Chopuo altivo e determinado, luta desesperadamente com 
o temporal, e acaba por sucumbir à  enxurrada .

Também as pessoas, como as árvores, divergem muito de caso
para caso, como acontece com o choupo e o salgueiro .
.


domingo, 11 de dezembro de 2016

À BOLEIA DE MARCELO .

A língua portuguesa é muito viva .

Mas a nossa imaginação não tem 
limites .

Sou um grande entusiasta dos jogos de palavras,
dos trocadilhos, dos subentendidos .

Décadas de Ditadura a fechar a boca, que não a 
inteligência, mais o nosso ADN, forjado pelas imensas
misturas de povos, de raças, religiões ( o chamado melting
point cultural ), produziram, desde sempre, uma maneira 
de estar e pensar  inteligente, mas ao mesmo tempo matrei-
ra, transformando uma gente macambúzia, mas com gran-
de sentido de humor .

Vem isto, a propósito do lançamento do novo modelo de au-
tomóvel da Wolksvagner,  a produzir em Palmela, numa ses-
são em que estiveram presentes o PR e o PM .

Após o encontro , os dois Presidentes saíram juntos, e, como
por acaso, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu emprestado uma 
viatura de série, sentou-se ao volante, chamou António Costa 
a sentar-se ao seu lado, e com grande descontracção, foram
dar uma voltinha .

Uma coisa assim, nunca vista,  só seria possível num País co
mo Portugal .

FELIZMENTE ...
.

sábado, 10 de dezembro de 2016

DEZEMBRO .

O Mês de todas as tempestades .

Nada me faz aquecer o coração,

neste Dezembro gélido e sombrio, em que o Sol 
se apagou e a Lua  aparece envergonhada .

Que me importa a sequência dos dias e das horas, 
se o relógio está parado  há tanto tempo .

Que me interessa o mistério do Big Bang,  
a origem da Terra e das estrelas,
a velocidade da luz e a estrutura da matéria,
ou como a vida é gerada no ventre das mães .

Que me interessam os disparates do Trump,
e as jogadas do Putin, as guerras que vão pelo 
mundo .

Não quero saber de quem casa e descasa 
a cada dia que passa, 
como gira a montanha russa da Bolsa de Nova 
Yorque, Londres ou Paris,
nem ouvir as patacoadas dos nossos medíocres polí-
ticos, mastigando o lixo da política  .

Não me importa o tempo que faz, se chove ou se faz
sol, se está frio ou um calos de rachar .

Já nada me interessa de importante  .

Nada me traz um pouco de Alegria ou de Paz,
à minha alma descarnada .

A minha Grande Guerra

foi com a vida e com a morte .

Uma guerra sem quartel, 
com todas as armas que consegui esgrimir,
trespassando com todos os inimigos à volta,
partindo sempre para novas batalhas que travámos .

Agora, que me importa ...
.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A IDEIA DE PÁTRIA .

Portugal foi talvez o primeiro País do Mundo
a interiorizar a ideia de Pátria .
o que não era fácil, nem usual para a época, em
plena Idade Média, em que dominavam os sen-
hores feudais, com forte preponderância do uso
do poder absoluto e completamente discricionário.

Mas foi assim, na nossa História,

sempre em luta com inimigos externos poderosos,
mas com o Amén do Papado, e como aliados a Grâ-
-Bretanha e a ajuda inestimável do glorioso Vinho
do Porto .

Que venham agora os bárbaros do Norte e do Leste 
europeu, tentar ditar as regras que nós criámos há
9 Séculos, até da vontade de rir .

Que sabem eles ?.

Não sabem nada, de nada .

Só roubar,

dividir para reinar,

encher as tulhas de vinho novo,

impor o pensamento único,

subjugar os mais fracos económica-
mente,

calcar tudo e todos,

fixar o tamanho das cuecas e dos preservativos .



São piratas a soldo,

está-lhes no sangue .

Mas jamais passarão ...
.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

UMA HARPIA CHAMADA LUÍSA .

Como é que uma espia ao serviço do capital internacional,
uma víbora traiçoeira, que tem vindo a lixar o País, conti-
tinua e impunemente a executar o papel de serpente perigo-
sa, abocanhando os interesses de Portugal, inculcando ve-
neno em barda nas coitadas vítimas, que nem sequer sabem
que estão a ser picadas, e não existe nenhum antídoto que,
à cacetada lhe parta a espinha e lhe esmague a cabeça .

Eu sei, de há muito, que o capital não 
tem Pátria,

mas é sadismo doentio, deixar entrar e viver entre nós, tão
horripilante monstro .

Devia ser importante criar  um passaporte especial para 
barrar este tipo de bandidos .
.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O CALOIRO .

Tantas vezes que atravessei a Europa .
Tomei contacto com vários e diferentes povos,
em muitos dos quais nunca deixou de imperar um nacio-
nalismo serôdio .

Foi importante tentar descortinar as suas diferenças e as
suas semelhanças .

Nas primeiras vezes que viajava, Portugal era olhado de 
lado, com uma certa condescendência, tratado como um
país de 2ª. classe, pelos chamados países civilizados, ou
tidos como mais avançados .

Portugal era colocado entre os povos em transição, como 
se tivessem de atravessar uma certa adolescência, até atin-
gir a maturidades social e política, ao lado da Grécia, Tur-
quia, Jugoslávia, da Polónia e da Albânia .

A entrada na CEE veio alterar um 
pouco esse estado de coisas .

Passei ao estatuto de caloiro bem comportado, com acesso
a bolsas de estudo e a fundos comunitários .
Tinha voto igual aos demais, exercia a regra da unanimida-
de, mas seria fortemente criticado se alguma vez ousasse 
votar contra qualquer coisa .

Foi o 25 de Abrir que viria pôr Portugal, 
a pouco e pouco, no mapa, 

Tinha-se transformado num caso para estudo,  de toda aque-
inteligência, que vinha  estudar como foi possível fazer 
uma Revolução com cravos, e ainda protagonizada por 
militares.

Só então os bárbaros do Norte começaram 
a bater a bola mais baixinho .

Jamais  lhes passaria pela cabeça, 
que um dia viríamos a ser 
CAMPEÕES DA EUROPA ...

.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

CONVERSA DE BÊBADOS .

É lastimável e ridículo o papel que os pretensos líderes 
da direita portuguesa continuam a representar na cena 
política nacional e internacional .

Não querem, não podem ou não sabem apresentar uma 
visão minimamente actualizada da realidade, 
e arriscam-se a ir deteriorando o capital político angari-
ado pela mentira social democrata, encenada nos últimos 
40 anos .

Ainda bem que assim é, 

A Democracia agradece, 
reconhecida .
.

Questão de tempo .

As catedrais levavam séculos a erigir .
Era esse o relógio que marcava o tempo nas sociedades 
pré-industriais . O ritmo da vida era demasiado lento para
acudir às grandes transformações sociais e políticas já que 
se adivinhavam . 

Era como se o tempo tivesse parado .

Hoje em dia, tudo acontece à velocidade da luz . e numa 
realidade virtual estonteante .
É impossível travar os acontecimentos quotidianos .
Antes de acordarmos, já o destino de milhões de pessoas es-
tá determinado, para o bem e para o mal .

O domínio do mundo é cada vez mais de quem possui os ins-
trumentos que condicionam a informação e os meios da sua 
difusão, mais ainda do que a posse dos vectores tecnológicos .

A adaptação às novas realidades não acompanha ritmo do res-
surgimento e ampliação das tecnologias sempre em evolução .
O tempo de mudança das novas plataformas, mal chega para 
se processar o completo uso de uma nova aplicação .

Recordo-me  dos anos 50/60, em que as grandes firmas de ma-
terial fotográfico, aguardavam o fim do uso generalizado da 
película a preto e branco, para ser espalhado no mercado, da 
fotografia a cores .

A concorrência e a espionagem tecnológica, sempre à espreita,
destruiram por completo tal facto .

Hoje em dia, quem se atrasar um segundo que seja, está liqui-
dado .
.

Os estilhaços da Europa .

Mais uma bomba de grande potência 
atingiu a Europa .

Caiu em cheio, com enorme estrondo na Itália, atingin-
do o coração do país .
Há quem tenha ficado feliz pela explosão .
Os fanáticos do quanto pior, melhor, rejubilam .
A grande maioria está-se nas tintas .
Outros cheiram o perigo, mas não entendem muito bem
o que está a acontecer .

Os Berlusconnis estão à espreita .

Fico muito triste por observar que a Pátria da Arte e do Re-
nascimento se esteja a esvair à vista de toda a gente, e a as-
sistir impotente à lenta agonia de um mundo que me é tão 
querido, de onde irradiou a civilização, tal como a conhece-
mos hoje .

Juntamente com a Grécia, outro país em estado de coma, fo-
ram os arautos de um tempo que descobriu a beleza e a feli-
cidade, ainda que temporária e parcialmente .

Os preconceitos economicistas que vêm prevalecendo nos
dias que correm, irão conduzir o Mundo a uma situação de
trevas, que levaram séculos a a iluminar .
.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

UMA QUESTÃO DE ADN .

Tenho muita dificuldade em fazer amigos, bons amigos,
amigos verdadeiros e duráveis .
Que possam atender aos meus anseios .

Não sou daqueles que conseguem entrar com facilidade
no chamado discurso correctamente correcto, nem usar
tiques de novela cor de rosa .

Sou seco, áspero, duro, directo e sem subterfúgios,
o que me leva, por veze a ultrapassar os limites do razoá-
vel .

Gosto de provoca as pessoas, para ver se elas deitam algum
sumo, mas em regra, não ganho nada com isso .

Com a minha inabilidade, 
consigo afugentar muita gente, que me encara como uma 
entidade ameaçadora .

Tudo isso é verdade, mas como as pessoas se enganam .

Usam e abusam da palavra EU,
mas raramente utilizam a palavra TU .

É tudo malta respeitadora do próximo, de Deus e das insti-
tuições, do seu orgulho e do seu património .

Mas eu ainda tenho direito à diferença .

É um questão de ADN ...
.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A FOTO DA PGA .

Tenho andado a vasculhar a pente fino a minha casa 
da Che TECTO, que tem estado um pouco abando-
nada há vários anos, e nela tenho juntado o lixo de
uma vida .
O lixo, o pó e milhares de papéis, que tenho guar-
dado, para memória futura .
Papéis que vinha juntando, como de um tesouro 
precioso se tratasse .

De quando em vez, tenho que ir reciclando essa tral-
ha, por razões de segurança e falta de espaço .

Como no romance de Humberto Ecco, A Maravi-
lhosa Aventura da Princesa Luana,

estou separando os documentos os documentos encon-
trados pelo protagonista do romance , num velho sótão 
da família, começando por tirar as camadas exteriores 
do espólio .

Ao folhear os papéis do Mário Pedro, num molho da-
tado de 1987, encontrei um artigo publicado no Expre-
sso, com data de 13 de Junho ( que coincidência), onde
eram mostradas algumas fotografias da manif junto à
Av. 5 de Outubro, em frente ao Ministério da Educação .

Numa dela lá estava o Mário Pedro, gesticulando forte-
mente, na cabeça da Manifestação contra a Prova Geral 
de Acesso `Universidade .

Em regra, não sou pessoa de chorar,
mas hoje, ao rever a fotografia,
as lágrimas correram rosto abaixo .
E chorei que nem uma Madalena  .

Deixei soltar o pranto, 
armazenado tantos segundos, minutos, horas, dias e anos, 
e assim fiquei, recolhido, recordando e revisitando  o meu 
filho .
.

A MAGIA DO TEMPO .

Coisa estranha o tempo .

Curiosa abstracção que dá que pensar, e que domina tão 
marcadamente a nossa vida .Ontem 

Ontem era Novembro, hoje é Dezembro .

Como a nossa vida era regida por ciclos, uns maiores, ou-
tros mais pequenos,  um que  que ia do nascimento, até à 
morte de um a pessoa, e era Deus que marcava o compas-
so, outro , mais regular, que nos indicava o movimento do
Sol, atrás da Lua, o aparecimento do dia, alternando sem-
pre com a escuridão, como se os astros andassem a brincar
à apanhada .

Como devia ter sido confuso viver no 
mundo das trevas, emque nunca sabíamos
a quantas andávamos .

E no entanto, o tempo não existe .

O que existe, é a nossa capacidade de ir pontuando os factos 
que nos acontecem e que decidem a nossa vida, uns agradá-
veis, outros de dor e sofrimento, uns que nos pontificam a 
nossa alegria e a nossa felicidade, outros que nos dão conta dos
factos  pesares e desgraças . .

É a Vida.
Deus lá sabe .
O que tem que ser, tem muita força .
Veremos o que acontece .
Sabe-se lá quando .
O futuro não se conhece .

Até que inventámos o calendário ...

Invenção poderosa, decisiva, que hoje nos faz sorrir, porque 
as coisas mais importantes, nos parecem insignificantes .

Os homens, seres pensantes, senhores dos seus poderes,
talvez devessem parar algum tempo para reflectir um pouco
sobre estas ninharias .
.