O PS foi o teu primeiro amor leal
e verdadeiro,
mas o Benfica foi a tua
grande e dolorosa paixão .
Desde que começaste a acertar com o pé na bola, que desataste
a jogar futebol.
Coisas de família, coisas do ADN .
O Avô Plácido foi um jogador semi-profissional nos campeona-
tos regionais . Quando foi trabalhar para Lisboa, vinha a Seia
às festas da Cidade, que incluíam sempre uma espécie de jogo
solteiros contra casados, ou melhor , os senenses locais, contra
os que viviam na capital .
Pela minha parte, o futebol era a disciplina mais importante da
minha escola, com jogos diários organizados pelo nosso profes-
sor primário .
Não admira, pois, que tenhas corrido todos os escalões do jogo,
desde o Jardim das Amoreiras, Colégio Bensaúde, Escola Mar-
quesa de Alorna, Colégio Moderno e Faculdade de Economia,
mais o que jogavas em qualquer parte onde houvesse um bola e
pelo menos um adversário .
Foi quando viemos morar para Telheiras que começaste a levar
as coisas mais à séria, com o equipamento integral do teu grande
ídolo de sempre,
o grande Nené, um jogador que se exibia tão
limpinho, que nunca sujava os calções .
Bom de pés, bom de cabeça, Nené marcou
uma época e influeniou várias gerações de
benfiquistas .
Depois veio a selecção nacional, uma outra loucura, pois que era o
nome de Portugal que passou a estar também nas tuas ambições e,
além disso, incluía sempre grandes jogadores do Benfica, como
Chalana, Diamantino, Rui Costa, Humberto
Coelho, Bento, Luisão, Mantorras, Enke, Pro-
boski, Ricardo, e tantos e tantos outros, que
defenderam as cores nacionais .
Mais tarde deixaste um pouco o jogo para, te afeiçoares perdidamen-
te pelos jogos no grandioso
Estádio da Luz, a imensa Catedral,
onde não falhavas uma partida, especialmente se se tratasse de noites
dos Campeões Europeus .
Cada desafio era combinado ao pormenor com os teus amigos, nada
faltava na decisão, na vontade, no apoio, no equipamento ou nos ca-
checóis .
Tudo parava, não se podia perder pitada do espectáculo .
Quando o jogo era no estrangeiro, tocava a rebate para se organizar
a festa com toda a dignidade, vinha a malta do costume, compravam-
-as pizzas e as bebidas e era uma algazarra ruidosa, que durava várias
horas depois da partida .
Por vezes, tinha que servir-se o fel da derrota,
mas na maioria dos casos, jubilava-se com a vitória, que durava dias a
fio, sorvendo cada lance, cada golo, cada defesa .
.
.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
domingo, 26 de fevereiro de 2017
AS VACINAS .
O PS e o BENFICA .
Dizíamos às vezes, por brincadeira, que o Pedro tinha sido
vacinado em pequenino, com as vacinas do PS e do Benfica .
Não que alguma vez tivéssemos tentado influenciá-lo de qual-
quer maneira .
Desde sempre que a família ia votar diferentemente uns dos
outros e partilhávamos sempre juntos, todas as manifesta-
ções a que assistíamos .
Foi a Júlia, ao tempo, a nossa empregada e sobretudo o namo-
rado desta, o Rodrigues, que se encarregou de fazer uma mar
cacação cerrada à criança, e assim ficou para sempre com es-
tas imagens de marca .
O seu amor às duas camisolas chegava a raiar a loucura, o PS
de uma maneira mais racional, o Benfica de um modo quase
desvairado .
Cresceu com estas afinidades desde sedo, sempre de uma ma-
neira incondicional .
Digamos que o Pedro e o 25 de Abril são
contemporâneos .
Começou por admirar Mário Soares e mais tarde participou em
todos os órgãos e actividades do PS, nas eleições locais, regionais
e nacionais, de todo o tipo e feitio .
Era respeitado por amigos e correligionários e temido pelos seus
adversários, sempre num combate puro e duro, mas sempre leal .
Chegou a candidatar-se contra António Costa e foi um apoiante
da primeira hora do seu grande amigo António José Seguro, com
quem ajudou a formar um grupo de opinião, com outros camara-
das .
A degradação política do 2º governo Sócrates, e as traições labora-
das por Cavaco e seus mandantes, viriam a derrubar a sua pericli-
tante acção, consubstanciada numa lenta e penosa travessia do de-
serto .
.
Dizíamos às vezes, por brincadeira, que o Pedro tinha sido
vacinado em pequenino, com as vacinas do PS e do Benfica .
Não que alguma vez tivéssemos tentado influenciá-lo de qual-
quer maneira .
Desde sempre que a família ia votar diferentemente uns dos
outros e partilhávamos sempre juntos, todas as manifesta-
ções a que assistíamos .
Foi a Júlia, ao tempo, a nossa empregada e sobretudo o namo-
rado desta, o Rodrigues, que se encarregou de fazer uma mar
cacação cerrada à criança, e assim ficou para sempre com es-
tas imagens de marca .
O seu amor às duas camisolas chegava a raiar a loucura, o PS
de uma maneira mais racional, o Benfica de um modo quase
desvairado .
Cresceu com estas afinidades desde sedo, sempre de uma ma-
neira incondicional .
Digamos que o Pedro e o 25 de Abril são
contemporâneos .
Começou por admirar Mário Soares e mais tarde participou em
todos os órgãos e actividades do PS, nas eleições locais, regionais
e nacionais, de todo o tipo e feitio .
Era respeitado por amigos e correligionários e temido pelos seus
adversários, sempre num combate puro e duro, mas sempre leal .
Chegou a candidatar-se contra António Costa e foi um apoiante
da primeira hora do seu grande amigo António José Seguro, com
quem ajudou a formar um grupo de opinião, com outros camara-
das .
A degradação política do 2º governo Sócrates, e as traições labora-
das por Cavaco e seus mandantes, viriam a derrubar a sua pericli-
tante acção, consubstanciada numa lenta e penosa travessia do de-
serto .
.
O 25 de Abril de 1974 .
O primeiro alerta foi-nos dados pelo nosso vizinho do lado, que
tinha o irmão a fazer serviço militar, mesmo junto ao Rádio Clu-
pe Português .
Não se sabiam pormenores, suspeitava-se de um golpe de Estado,
tinha havido movimentações militares por parte da extrema direita,
e as pessoas estavam desconfiadas .
O 16 de Março tinha abortado, com vários deportados para os Açô-
res, entre eles o meu amigo Vasco Lourenço .
Aguardávamos, pois, nervosamente .
Ligámos a RTP, que abriu com um comunicado aos portugueses,
maso texto era pouco explícito, assinado por um tal tal Movimen-
to das Forças Armadas, seguido de música marcial .
A pouco e pouco, começaram a comunicar e a contar episódios, ain-
da sem confirmação, do que se estava a passar .
O que é certo é que as gentes foram para a rua, apesar de avisadas
do eventual perigo . Consciente ou inconscientemente, o Povo foi-se
juntando às colunas militares, respaldando e apoiando os Militares .
Só mais tarde, viríamos a ter conhecimento de alguns acontecimentos
mais dramáticos, designadamente o confronto entre as forças da Polí-
cia Militar e as forças leais ao Movimento e do papel decisivo de Salg-
ueiro Maia e dos seus soldados
Foi o dia da libertação do Pedro, abandonado por nós, não teve outra
solução, senão comer a papa sòzinho .
As pessoas correram às lojas para se abastecerem de géneros alimen-
tares, pois não se podia saber o rumo dos acontecimentos .
Fomos ao Sr. Eduardo, as loja estava a esvaziar-se rapidamente,mas
nos abastecemos com o mínimo de coisas .
Durante essas horas estive a desenhar, fazendo uma aguarela que me
pareceu adequada ao acontecimento .
.
tinha o irmão a fazer serviço militar, mesmo junto ao Rádio Clu-
pe Português .
Não se sabiam pormenores, suspeitava-se de um golpe de Estado,
tinha havido movimentações militares por parte da extrema direita,
e as pessoas estavam desconfiadas .
O 16 de Março tinha abortado, com vários deportados para os Açô-
res, entre eles o meu amigo Vasco Lourenço .
Aguardávamos, pois, nervosamente .
Ligámos a RTP, que abriu com um comunicado aos portugueses,
maso texto era pouco explícito, assinado por um tal tal Movimen-
to das Forças Armadas, seguido de música marcial .
A pouco e pouco, começaram a comunicar e a contar episódios, ain-
da sem confirmação, do que se estava a passar .
O que é certo é que as gentes foram para a rua, apesar de avisadas
do eventual perigo . Consciente ou inconscientemente, o Povo foi-se
juntando às colunas militares, respaldando e apoiando os Militares .
Só mais tarde, viríamos a ter conhecimento de alguns acontecimentos
mais dramáticos, designadamente o confronto entre as forças da Polí-
cia Militar e as forças leais ao Movimento e do papel decisivo de Salg-
ueiro Maia e dos seus soldados
Foi o dia da libertação do Pedro, abandonado por nós, não teve outra
solução, senão comer a papa sòzinho .
As pessoas correram às lojas para se abastecerem de géneros alimen-
tares, pois não se podia saber o rumo dos acontecimentos .
Fomos ao Sr. Eduardo, as loja estava a esvaziar-se rapidamente,mas
nos abastecemos com o mínimo de coisas .
Durante essas horas estive a desenhar, fazendo uma aguarela que me
pareceu adequada ao acontecimento .
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O 7 de Outubro de 1971 .
Começaste a fazer corridas de táxi, na barriga da Mãe,
na busca aflita de encontrar uma clínica para nasceres .
Tinhas muita pressa em vir ao mundo .
Passamos pela Maternidade Alfredo da Costa, que não
estava de turno .
Indicaram-nos a Maternidade Magalhães Coutinho, nem
o condutor sabia onde é que isso ficava .
Acabámos no Hospital de D. Estefânia, onde havia um
anexo provisório do Hospital de São José .
Como se pode medir a aflição de uma
mãe ...
Tudo muito à pressa, só houve tempo para juntar alguma
roupa, preencher o papel e correr para a sala de partos .
E ali ficámos à espera .
Foi rápido, passadas pouco mais de 3 horas, veio uma enfer-
meira à portaria, que nos nos disse :
É um menino,
é parecido com o Pai,
até tem a covinha no queixo .
Eram 5 e 40 da manhã .
.
na busca aflita de encontrar uma clínica para nasceres .
Tinhas muita pressa em vir ao mundo .
Passamos pela Maternidade Alfredo da Costa, que não
estava de turno .
Indicaram-nos a Maternidade Magalhães Coutinho, nem
o condutor sabia onde é que isso ficava .
Acabámos no Hospital de D. Estefânia, onde havia um
anexo provisório do Hospital de São José .
Como se pode medir a aflição de uma
mãe ...
Tudo muito à pressa, só houve tempo para juntar alguma
roupa, preencher o papel e correr para a sala de partos .
E ali ficámos à espera .
Foi rápido, passadas pouco mais de 3 horas, veio uma enfer-
meira à portaria, que nos nos disse :
É um menino,
é parecido com o Pai,
até tem a covinha no queixo .
Eram 5 e 40 da manhã .
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sábado, 25 de fevereiro de 2017
Há dias assim .
Nem apetece a gente mexer-se . Nem sair para a rua .
Temos agora uma gata muito bonita e que até parece que obedece
aos donos . Nunca tivemos um animal como este .
Devia dar-se bem contigo .
Lembras-te do teu primeiro gato, que veio atrás de ti, desde o Jardim
das Amoreiras, a Avó ralhou contigo, porque sabia que eu não queria
animais em casa, mas foi entrando e ficando à consignação, pequeni-
no, se calhar abandonado .
E logo se tornou uma companhia indispensável, nas tuas brincadeiras
e nas malandrices do bicho .
E quando uma das tuas amigas trazia um gato emprestado para passar
o fim de semana em nossa casa, tudo estratagemas para o deixar em
tua casa .
E lá ficou, que eu condescendi .
Mais tarde, foi a Kita que te fez companhia durante anos a fio, gata es-
tranha e fugidia, mas que tinha uma grande empatia contigo .
Acompanhou-te até ao fim .
Quando ela morreu, e tinha já 19 anos de idade, não queríamos mais ga-
tos cá em casa, e fui eu, um pouco à revelia que trouxe a gata viver conos-
co .
A Mãe estava nos Estados Unidos, o Zé e a Paula tinham uma ninhada
no quintal, eu queria um gato, mas o que veio à rede, literalmente falando,
foi uma fêmea, atrevida que depressa caiu na ratoeira do camaroeiro .
Tinha 2 ou 3 meses, e dormia ao meu pescoço .
É uma Red Point, era branca como a neve, e foi ganhando umas manchas
nas extremidades, acastanhadas .
Tornou-se uma companhia inseparável .
Devias gostar muito dela .
Senta-se e deita-se na copiadora enquanto escrevo no computador, assiste
curiosa à preparação da sopa, fica quieta ao meu lado quando estou a tra-
balhar, todos os dias quer é brincadeira, e só depois vai comer as bolachas .
Espera à porta, para ir passear no átrio, quando eu visto o casaco para ir
à rua.
Só tem um contra, tem as unhas bem afiadas e usa-as sem qualquer respei-
to e moderação .
A Mãe acha que tem que ser a gata a adaptar-se à dona, quando é sempre
o contrário . Então fazem birras e amuam, como 2 crianças .
.
Nem apetece a gente mexer-se . Nem sair para a rua .
Temos agora uma gata muito bonita e que até parece que obedece
aos donos . Nunca tivemos um animal como este .
Devia dar-se bem contigo .
Lembras-te do teu primeiro gato, que veio atrás de ti, desde o Jardim
das Amoreiras, a Avó ralhou contigo, porque sabia que eu não queria
animais em casa, mas foi entrando e ficando à consignação, pequeni-
no, se calhar abandonado .
E logo se tornou uma companhia indispensável, nas tuas brincadeiras
e nas malandrices do bicho .
E quando uma das tuas amigas trazia um gato emprestado para passar
o fim de semana em nossa casa, tudo estratagemas para o deixar em
tua casa .
E lá ficou, que eu condescendi .
Mais tarde, foi a Kita que te fez companhia durante anos a fio, gata es-
tranha e fugidia, mas que tinha uma grande empatia contigo .
Acompanhou-te até ao fim .
Quando ela morreu, e tinha já 19 anos de idade, não queríamos mais ga-
tos cá em casa, e fui eu, um pouco à revelia que trouxe a gata viver conos-
co .
A Mãe estava nos Estados Unidos, o Zé e a Paula tinham uma ninhada
no quintal, eu queria um gato, mas o que veio à rede, literalmente falando,
foi uma fêmea, atrevida que depressa caiu na ratoeira do camaroeiro .
Tinha 2 ou 3 meses, e dormia ao meu pescoço .
É uma Red Point, era branca como a neve, e foi ganhando umas manchas
nas extremidades, acastanhadas .
Tornou-se uma companhia inseparável .
Devias gostar muito dela .
Senta-se e deita-se na copiadora enquanto escrevo no computador, assiste
curiosa à preparação da sopa, fica quieta ao meu lado quando estou a tra-
balhar, todos os dias quer é brincadeira, e só depois vai comer as bolachas .
Espera à porta, para ir passear no átrio, quando eu visto o casaco para ir
à rua.
Só tem um contra, tem as unhas bem afiadas e usa-as sem qualquer respei-
to e moderação .
A Mãe acha que tem que ser a gata a adaptar-se à dona, quando é sempre
o contrário . Então fazem birras e amuam, como 2 crianças .
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Alucinação .
Por onde tens andado,
que nunca mais te encontrei .
Corro tudo à tua procura, numa busca desvairada, mas
nada, nem sinal de ti, percorro os sítios habituais onde
seria normal ir ao teu encontro, mas nunca estás onde
queria ver-te .
Às vezes, sonho com a tua presença, parece mesmo que
é verdade, mas depois acordo e desapareces-me de re-
pente .
Outras vezes, quase em delírio, levanto-me e vou ao teu
quarto, parece-me ouvir a tua voz, sentir-te virar na cama
ou a mexer em qualquer coisa que tenhas à mesinha de ca-
beceira .
Outras vezes ainda, ao deambular ao acaso pelas ruas da
cidade, que tu amavas como ninguém. parece que te vejo
numa esquina, à mesa de um café, num canto do jardim,
onde corrias de lés a lés, atrás da bicharada, e o jardineiro
corria atrás de ti, pedindo a todos os santinhos que eu te
levasse brincar para outro sítio .
São mais fortes as recordações de infância, das Escolas, do
Colégio Moderno, da Faculdade, do Partido Socialista, do
Benfica e das tuas viagens .
Passo a tua vida a pente fino, as férias grandes com a Avó
Rosa, os passeios com os amigos, um pouco por todo o País,
mas em especial, os passeios a caminho da Ilha de Faro, as
horas infindáveis dos banhos de mar, as tardes mornas pas-
sadas no Havana, os pôr de sol ao fim da tarde, até o ver-
melho do céu quase sangrar, e só então se arrumavas a trou-
xa para o regresso para o jantar .
E as sortidas ao Alentejo adentro, contando pés de girassol,
e arranjando o bilhete de identidade para os animais, as ovel-
has, as cabras, preparando o cadastro nacional, trabalho do
teu projecto IDEA, integrado nos trabalhos da União Euro-
peia .
E agora já não consigo escrever-te mais, porque as lágrimas
não me deixam ver as letras, mas prometo-te que amanhã vou
continuar à tua espera .
que nunca mais te encontrei .
Corro tudo à tua procura, numa busca desvairada, mas
nada, nem sinal de ti, percorro os sítios habituais onde
seria normal ir ao teu encontro, mas nunca estás onde
queria ver-te .
Às vezes, sonho com a tua presença, parece mesmo que
é verdade, mas depois acordo e desapareces-me de re-
pente .
Outras vezes, quase em delírio, levanto-me e vou ao teu
quarto, parece-me ouvir a tua voz, sentir-te virar na cama
ou a mexer em qualquer coisa que tenhas à mesinha de ca-
beceira .
Outras vezes ainda, ao deambular ao acaso pelas ruas da
cidade, que tu amavas como ninguém. parece que te vejo
numa esquina, à mesa de um café, num canto do jardim,
onde corrias de lés a lés, atrás da bicharada, e o jardineiro
corria atrás de ti, pedindo a todos os santinhos que eu te
levasse brincar para outro sítio .
São mais fortes as recordações de infância, das Escolas, do
Colégio Moderno, da Faculdade, do Partido Socialista, do
Benfica e das tuas viagens .
Passo a tua vida a pente fino, as férias grandes com a Avó
Rosa, os passeios com os amigos, um pouco por todo o País,
mas em especial, os passeios a caminho da Ilha de Faro, as
horas infindáveis dos banhos de mar, as tardes mornas pas-
sadas no Havana, os pôr de sol ao fim da tarde, até o ver-
melho do céu quase sangrar, e só então se arrumavas a trou-
xa para o regresso para o jantar .
E as sortidas ao Alentejo adentro, contando pés de girassol,
e arranjando o bilhete de identidade para os animais, as ovel-
has, as cabras, preparando o cadastro nacional, trabalho do
teu projecto IDEA, integrado nos trabalhos da União Euro-
peia .
E agora já não consigo escrever-te mais, porque as lágrimas
não me deixam ver as letras, mas prometo-te que amanhã vou
continuar à tua espera .
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
O CIRCO AMERICANO .
Continua o Carnaval Circo de Trump,
o Rei Momo da América .
Antigamente, aparecia nas feiras e romarias o circo de sal-
tibancos, em que as principais atracções era a mulher bar-
bada . os macacos enfezados, o urso com falta de pelo, as co-
bras arrepiantes, e as raparigas contorcionistas magricelas
e meio despidas, para dar um certo tom à palhaçada .
Por norma, o circo era uma empresa familiar, onde todos
os membros do agregado participavam, de uma ou de outra
maneira, com os respectivos papéis distribuídos a preceito .
O Rei da Festa era o Palhaço,
com muitas parvoíces e palavreado bacoco, que chocava a
assistência, mas que conseguia fazer rir a pequenada e os
mais tolos .
O Circo Americano continua em exibição com grande suces-
so, na Casa Branca, em Washinton, sempre com casa esgota
da,
Pode também ser visto, em qualquer televisão, perto de si .
.
o Rei Momo da América .
Antigamente, aparecia nas feiras e romarias o circo de sal-
tibancos, em que as principais atracções era a mulher bar-
bada . os macacos enfezados, o urso com falta de pelo, as co-
bras arrepiantes, e as raparigas contorcionistas magricelas
e meio despidas, para dar um certo tom à palhaçada .
Por norma, o circo era uma empresa familiar, onde todos
os membros do agregado participavam, de uma ou de outra
maneira, com os respectivos papéis distribuídos a preceito .
O Rei da Festa era o Palhaço,
com muitas parvoíces e palavreado bacoco, que chocava a
assistência, mas que conseguia fazer rir a pequenada e os
mais tolos .
O Circo Americano continua em exibição com grande suces-
so, na Casa Branca, em Washinton, sempre com casa esgota
da,
Pode também ser visto, em qualquer televisão, perto de si .
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O TARTUFO .
Sempre fui um péssimo actor .
Quando me expunha nos palcos de feira, qual macaquinho
amestrado, que dá saltos e piruetas desengonçadas, só con-
seguia arrancar umas palmas ridículas e alguns sorrisos
amarelos .
Quando tocava numa pantomima mais a sério, apelando ao
sentimalismo doentio e à tragédia, era então que que as gentes
se riam às bandeiras despregadas .
Um cómico falhado e um trágico fingido .
Se falava de coisa sérias, daquelas que eu pensava cativa-
rem as pessoas para a vida difícil e magoada , o auditório
olhava de lado, de passagem, e pirava-se de repente, como
se tivesse visto bicho .
Então quando o tema nos toca mais de perto, tudo desapa-
rece a seta pés, jamais se aproximando do espelho da vida .
Não pensem que me afastam assim tão facilmente .
Haja o que houver, não vou desistir .
.
Quando me expunha nos palcos de feira, qual macaquinho
amestrado, que dá saltos e piruetas desengonçadas, só con-
seguia arrancar umas palmas ridículas e alguns sorrisos
amarelos .
Quando tocava numa pantomima mais a sério, apelando ao
sentimalismo doentio e à tragédia, era então que que as gentes
se riam às bandeiras despregadas .
Um cómico falhado e um trágico fingido .
Se falava de coisa sérias, daquelas que eu pensava cativa-
rem as pessoas para a vida difícil e magoada , o auditório
olhava de lado, de passagem, e pirava-se de repente, como
se tivesse visto bicho .
Então quando o tema nos toca mais de perto, tudo desapa-
rece a seta pés, jamais se aproximando do espelho da vida .
Não pensem que me afastam assim tão facilmente .
Haja o que houver, não vou desistir .
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domingo, 19 de fevereiro de 2017
A ESPIRAL RECESSIVA .
O CÃO QUE MORDE
A MÃO DO DONO .
E andamos nisto, vai para seis anos .
No princípio era a bancarrota
e o défice excessivo .
Depois era a desorçamentação .
O desequilíbrio das contas públicas .
Gastar acima das nossas possibilidades,
numa fabulosa
espiral recessiva .
Eis quando, branca e leve, branca e pura,
chega até nos a Troika,
de tão má memória .
Os tão amados FMI, o BCE e UE .
Entra em campo o famoso ajustamento .
Passados 4 anos, o Coelho ganho as eleições,
mas perdeu o governo .
Mas a facharia não desarma .
Agora temos o menor défice da União Europeia ( ou,
mais correcto, da Zona Euro ) .
Berram agora por causa da dívida pública, que aumenta
na razão inversa do défice .
Vamos lá malta,
A correr baixar a DÍVIDA ...
CARAGO .
.
A MÃO DO DONO .
E andamos nisto, vai para seis anos .
No princípio era a bancarrota
e o défice excessivo .
Depois era a desorçamentação .
O desequilíbrio das contas públicas .
Gastar acima das nossas possibilidades,
numa fabulosa
espiral recessiva .
Eis quando, branca e leve, branca e pura,
chega até nos a Troika,
de tão má memória .
Os tão amados FMI, o BCE e UE .
Entra em campo o famoso ajustamento .
Passados 4 anos, o Coelho ganho as eleições,
mas perdeu o governo .
Mas a facharia não desarma .
Agora temos o menor défice da União Europeia ( ou,
mais correcto, da Zona Euro ) .
Berram agora por causa da dívida pública, que aumenta
na razão inversa do défice .
Vamos lá malta,
A correr baixar a DÍVIDA ...
CARAGO .
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sábado, 18 de fevereiro de 2017
O MORTO VIVO .
Consegue-se enganar uma pessoa
durante toda a vida .
Conseguem enganar-se todas as pessoas,
pelo menos uma vez na vida .
Mas não será possível enganarem-se todas
as pessoas, durante toda a vida .
.
Passava um homem por um cemitério, quando a certa altura ouviu
uma voz, saindo das profundezas de uma campa, que dizia :
Acudam, que ainda estou vivo .
Acudam que ainda estou vivo .
Aproximou-se assustado, calcou a terra com força e respondeu :
Tu estás é mal morto .
Tu estás é mal morto .
.
A loucura espreita quanto menos se espera .
Há pessoas tidas por muito distintas e muito inteligentes, mas, por
vezes comportam-se como crianças pequenas, ou ainda menos, como
bichos com reflexos pavlovianos, agindo de forma irracional, instinti-
va e primária, não se apercebendo do ridículo e do disparate em que
se metem .
E há também outros que empurram os pobres de espíritos para situa-
ções embaraçosas, na ânsia de colher frutos fora de época, de um modo
mesquinho e traiçoeiro .
O que faz esta gente gananciosa e vingativa, que devia , pelo seu passa-
do, pelos cargos ocupados, e por um mínimo de decência, vir a terrei-
do, arrotar gratuitamente, lautas postas de pescada .
.
durante toda a vida .
Conseguem enganar-se todas as pessoas,
pelo menos uma vez na vida .
Mas não será possível enganarem-se todas
as pessoas, durante toda a vida .
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Passava um homem por um cemitério, quando a certa altura ouviu
uma voz, saindo das profundezas de uma campa, que dizia :
Acudam, que ainda estou vivo .
Acudam que ainda estou vivo .
Aproximou-se assustado, calcou a terra com força e respondeu :
Tu estás é mal morto .
Tu estás é mal morto .
.
A loucura espreita quanto menos se espera .
Há pessoas tidas por muito distintas e muito inteligentes, mas, por
vezes comportam-se como crianças pequenas, ou ainda menos, como
bichos com reflexos pavlovianos, agindo de forma irracional, instinti-
va e primária, não se apercebendo do ridículo e do disparate em que
se metem .
E há também outros que empurram os pobres de espíritos para situa-
ções embaraçosas, na ânsia de colher frutos fora de época, de um modo
mesquinho e traiçoeiro .
O que faz esta gente gananciosa e vingativa, que devia , pelo seu passa-
do, pelos cargos ocupados, e por um mínimo de decência, vir a terrei-
do, arrotar gratuitamente, lautas postas de pescada .
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
A MATILHA .
Ao toque das cornetas, a canzoada aparece de todos os lados,
esbaforida, ladrando, berrando , uivando, ganindo, montes de
canídeos lançados na caça a um magro osso carcomido, já sem
carne e sem gordura, apenas com um leve odor a carniça .
Vêm de todos os lados, perderam o faro, chegam de longe, há
até alguns vindos de Bruxelas, que a fome é negra .
Incitados à força do chicote, desnorteados, correm à solta pelas
ruas da Cidade, acabando a lutar uns contra os outros, aboca-
nhando tudo à sua passagem, tentando ferrar o magro isco lan-
çado pelos cavernícolas senhores, furibundos e enraivecidos, na
ganância desabrida de uma busca às cegas .
A caçada deu em nada .
A montanha pariu um rato .
Há quem se roa de desespero .
Gandulos vadios, aprendizes de feiticeiros, políticos da treta .
Piranhas cruéis, lacraus suicidas, víboras traiçoeiras, abutres
esfaimados, minhocas nojentas, hienas invejosas, e outra bicha-
rada avulsa, em busca de trincar ratazanas .
Vem-me à ideia um grupelho caricato, que andou a destruir e a
roubar Portugal, que ainda não pediu perdão pelas descaradas
ofensas ao Povo Português, barbaridades feitas por ordem dos
grandes criminosos de Bruxelas, Frankfurt, Bona e Washignton .
O roubo feito por esta imensa quadrilha, vai quase em 25 milha-
res de milhões de euros , sacados a frio e sem anestesia, aos tra-
balhadores do nosso País .
Será que esta é a história do
Ali PSD e dos 40 ladrões ...
.
esbaforida, ladrando, berrando , uivando, ganindo, montes de
canídeos lançados na caça a um magro osso carcomido, já sem
carne e sem gordura, apenas com um leve odor a carniça .
Vêm de todos os lados, perderam o faro, chegam de longe, há
até alguns vindos de Bruxelas, que a fome é negra .
Incitados à força do chicote, desnorteados, correm à solta pelas
ruas da Cidade, acabando a lutar uns contra os outros, aboca-
nhando tudo à sua passagem, tentando ferrar o magro isco lan-
çado pelos cavernícolas senhores, furibundos e enraivecidos, na
ganância desabrida de uma busca às cegas .
A caçada deu em nada .
A montanha pariu um rato .
Há quem se roa de desespero .
Gandulos vadios, aprendizes de feiticeiros, políticos da treta .
Piranhas cruéis, lacraus suicidas, víboras traiçoeiras, abutres
esfaimados, minhocas nojentas, hienas invejosas, e outra bicha-
rada avulsa, em busca de trincar ratazanas .
Vem-me à ideia um grupelho caricato, que andou a destruir e a
roubar Portugal, que ainda não pediu perdão pelas descaradas
ofensas ao Povo Português, barbaridades feitas por ordem dos
grandes criminosos de Bruxelas, Frankfurt, Bona e Washignton .
O roubo feito por esta imensa quadrilha, vai quase em 25 milha-
res de milhões de euros , sacados a frio e sem anestesia, aos tra-
balhadores do nosso País .
Será que esta é a história do
Ali PSD e dos 40 ladrões ...
.
O REGRESSO DO MORTO FALANTE .
A vingança deve ser servida fria, e não como sopa quente
a saber a azedo .
Nada se aprende com este algarvio ressaibiado, que já de há
muito, vai completamente nú e mal ataviado .
O cavaleiro da triste figura .
Foi à pressa correr à corte dos tolos e dos idiotas, quando de-
via respeitar um longo intervalo de nojo, para dar à língua,
num triste espectáculo de autêntico morto vivo.
Que mal que fica no retrato com este indecoroso assomo de
vingança mal contida e até de algum sabor a traição mal
disfarfaçada.
O mínimo que deveria exigi-lhe era algum decoro e bom senso,
no modo como deveria evocar os negócios de Estado .
A vergonhosa farsa montada pelos seus prosélitos, desadequada
no tempo e no espaço, só vem acirrar o ódio que muitos de nós
lhe dispensámos, durante mais de três longas décadas de má me-
mória .
Oxalá não venha trincar a língua, tal personagem inenarrável,
com com o seu próprio veneno ...
.
a saber a azedo .
Nada se aprende com este algarvio ressaibiado, que já de há
muito, vai completamente nú e mal ataviado .
O cavaleiro da triste figura .
Foi à pressa correr à corte dos tolos e dos idiotas, quando de-
via respeitar um longo intervalo de nojo, para dar à língua,
num triste espectáculo de autêntico morto vivo.
Que mal que fica no retrato com este indecoroso assomo de
vingança mal contida e até de algum sabor a traição mal
disfarfaçada.
O mínimo que deveria exigi-lhe era algum decoro e bom senso,
no modo como deveria evocar os negócios de Estado .
A vergonhosa farsa montada pelos seus prosélitos, desadequada
no tempo e no espaço, só vem acirrar o ódio que muitos de nós
lhe dispensámos, durante mais de três longas décadas de má me-
mória .
Oxalá não venha trincar a língua, tal personagem inenarrável,
com com o seu próprio veneno ...
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
O CASO DA CAIXA JÁ CHEIRA MAL .
Aconteceu o primeiro choque frontal entre Marcelo
e os partidos, a propósito do Comissão de Inquérito
à CGD .
O mar chão da política começou a agitar-se um pouco,
avançando com ondas cruzadas em todas as direcções .
E agora, MARCELO ...
A partir de agora, tudo vai ser diferente .
Espanta- nos a agressividade dos partidos da direita,
apostados em desancar o PS, pois tudo fizeram para que
a Caixa fosse privatizada,
mas também é de lamentar a inexperiência e o amadoris-
mo com que o tema foi abordado pelo PS.
Marcelo também não ficou bem na fotografia .
Julgo que, do lamentável episódio, deve tirar as devidas
conclusões, tal a ligeireza e a falta de recato que demons-
trou .
A Magistratura de Influência, tem os
seus segredos e as suas cautelas ...
Et pourtant ...
e os partidos, a propósito do Comissão de Inquérito
à CGD .
O mar chão da política começou a agitar-se um pouco,
avançando com ondas cruzadas em todas as direcções .
E agora, MARCELO ...
A partir de agora, tudo vai ser diferente .
Espanta- nos a agressividade dos partidos da direita,
apostados em desancar o PS, pois tudo fizeram para que
a Caixa fosse privatizada,
mas também é de lamentar a inexperiência e o amadoris-
mo com que o tema foi abordado pelo PS.
Marcelo também não ficou bem na fotografia .
Julgo que, do lamentável episódio, deve tirar as devidas
conclusões, tal a ligeireza e a falta de recato que demons-
trou .
A Magistratura de Influência, tem os
seus segredos e as suas cautelas ...
Et pourtant ...
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
O PAÍS DOS AEROPORTOS .
Estive a ouvir o debate sobre as opções para a localização
do novo aeroporto nacional, para responder ao aumento do
movimento aeroportuário em Portugal .
Este tema já tinha sido sobejamente discutido aquando do
governo de Sócrates, juntamente com as questões das linhas
do TGV e a nova ponte sobre o Rio Tejo .
Uma barrigada de promessas idiotas, pouco antes da bancar-
rota que se aproximava a passos largos .
Não percebi muito bem como e porquê, o tema veio de novo
à coação .
Achei piada ao debate da TSF,
pois foram avançadas as mais disparatadas hipóteses possíveis,
com cada ouvinte a defender as vantagens, em cada caso,
e perdi a conta ao número de alternativas apontadas :
Porto
Lisboa
Faro
Sintra
Alverca
Tires
Beja
Rio Frio
Alcochete
Montijo
Ota
Entroncamento
e Monte Real
É fartar vilanagem .
Já agora, eu dou o meu nome para mais uma hipótese:
porque não,
o campo de aviação da cidade de Seia .
Só para fazer umas cócegas no meu ego .
.
do novo aeroporto nacional, para responder ao aumento do
movimento aeroportuário em Portugal .
Este tema já tinha sido sobejamente discutido aquando do
governo de Sócrates, juntamente com as questões das linhas
do TGV e a nova ponte sobre o Rio Tejo .
Uma barrigada de promessas idiotas, pouco antes da bancar-
rota que se aproximava a passos largos .
Não percebi muito bem como e porquê, o tema veio de novo
à coação .
Achei piada ao debate da TSF,
pois foram avançadas as mais disparatadas hipóteses possíveis,
com cada ouvinte a defender as vantagens, em cada caso,
e perdi a conta ao número de alternativas apontadas :
Porto
Lisboa
Sintra
Alverca
Tires
Beja
Rio Frio
Alcochete
Montijo
Ota
Entroncamento
e Monte Real
É fartar vilanagem .
Já agora, eu dou o meu nome para mais uma hipótese:
porque não,
o campo de aviação da cidade de Seia .
Só para fazer umas cócegas no meu ego .
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
O ASSALTO À CAIXA .
Os cães ladram,
mas a caravana passa .
Os negócios da banca portuguesa estão prenhes de vigarices,
aldrabices, inabilidades , erros crassos e episódios picarescos ,
em que vêm ao de cima, a cupidez criminosa dos traidores à
Pátria, que tudo fizeram nos últimos anos, para defenestrar
Portugal, utilizando todos os processos legais, ou ilegais, pa-
ra destruir a economia do País .
Os sórdidos valetes, ao serviço do capitalismo serôdio, tudo
aprontaram para que a Caixa fosse privatizada, e deixasse-
mos cair a última réstea de soberania do nosso País .
QUE VIVA ESPANHA ...
.
mas a caravana passa .
Os negócios da banca portuguesa estão prenhes de vigarices,
aldrabices, inabilidades , erros crassos e episódios picarescos ,
em que vêm ao de cima, a cupidez criminosa dos traidores à
Pátria, que tudo fizeram nos últimos anos, para defenestrar
Portugal, utilizando todos os processos legais, ou ilegais, pa-
ra destruir a economia do País .
Os sórdidos valetes, ao serviço do capitalismo serôdio, tudo
aprontaram para que a Caixa fosse privatizada, e deixasse-
mos cair a última réstea de soberania do nosso País .
QUE VIVA ESPANHA ...
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Onde param os refugiados .
Quem lançou o fogo à Síria
e ao Iraque ?.
Quem desencadeou as guerras árabes, mobilizando toda
a espécie de gente sem escrúpulos, que se vende por meia
dúzia de dinheiros ?.
Quem aluga as barcaças miseráveis e ineficientes, que só
aguentam, e mal, uma viagem sem retorno, em que têm
embarcado centenas de milhares de desgraçados, na mira
de alcançar o El Dourado europeu, numa viagem quase
irreal e mortífera ?.
Quem tem vindo a promover campanhas gigantescas de de-
sinformação enganosa, prometendo o céu e a terra, e depois
proíbem a passagem dos sobreviventes , até ao muro da mor-
te ?.
Quem empocha a massa enviada pelas instituições de preten-
sa solidariedade social, e que acaba por cair nas mãos de trafi-
cantes e vigaristas ?.
Quantos partem, quantos morrem,
quantos chegam ao seu destino ?.
Quantos mourejam, à fome, à sede, ao
frio, ao Deus dará, à mingua, homens,
mulheres, crianças entregues ao seu des-
tino, ao Deus dará, abandonados, escor-
raçados, vilipendiados, num silêncio mor-
tal ?.
Que é feito deles, que deixei de os ver nas
televisões de todo o mundo ?.
Ou já estarão guardados como gado em no-
vos campos de concentração ?.
.
e ao Iraque ?.
Quem desencadeou as guerras árabes, mobilizando toda
a espécie de gente sem escrúpulos, que se vende por meia
dúzia de dinheiros ?.
Quem aluga as barcaças miseráveis e ineficientes, que só
aguentam, e mal, uma viagem sem retorno, em que têm
embarcado centenas de milhares de desgraçados, na mira
de alcançar o El Dourado europeu, numa viagem quase
irreal e mortífera ?.
Quem tem vindo a promover campanhas gigantescas de de-
sinformação enganosa, prometendo o céu e a terra, e depois
proíbem a passagem dos sobreviventes , até ao muro da mor-
te ?.
Quem empocha a massa enviada pelas instituições de preten-
sa solidariedade social, e que acaba por cair nas mãos de trafi-
cantes e vigaristas ?.
Quantos partem, quantos morrem,
quantos chegam ao seu destino ?.
Quantos mourejam, à fome, à sede, ao
frio, ao Deus dará, à mingua, homens,
mulheres, crianças entregues ao seu des-
tino, ao Deus dará, abandonados, escor-
raçados, vilipendiados, num silêncio mor-
tal ?.
Que é feito deles, que deixei de os ver nas
televisões de todo o mundo ?.
Ou já estarão guardados como gado em no-
vos campos de concentração ?.
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A AMÉRICA ENLOQUECEU .
Apesar das belezas da
Constituição Americana,
é também um país fundado
em dois enormes crimes :
O genocídio dos indígenas
e a escravatura
durante 350 anos .
É obsceno .
Paulo Aster
Do romance 4321
.
Constituição Americana,
é também um país fundado
em dois enormes crimes :
O genocídio dos indígenas
e a escravatura
durante 350 anos .
É obsceno .
Paulo Aster
Do romance 4321
.
sábado, 11 de fevereiro de 2017
As hienas e os chacais .
Como é que o Costa,
um tipo educado, instruído e experimentado nas manhas do
poder, se deixou apanhar nas teias do imbróglio da CGD,
quando já tinha acontecido o anticiclone da banca portugue-
sa, que quase tudo varreu à sua passagem ?.
E tudo o vento levou ...
O Centeno, um bom contabilista, mas um péssimo aprendiz de
político, andava todo inchado com os resultados da sua obra, e al-
guém lhe atirou um isco envenenado,
e caíu na trapaça .
Houve aqui alguém que se enganou ...
E agora, temos nós, na praça pública,
um tema de caca,
que não vale um caracol, mas que todos pegam, espalhando a por-
caria em todas as direcções, com tanta coisa séria para resolver .
Não há por aí alguém que dê um murro
nesta trampa ...
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um tipo educado, instruído e experimentado nas manhas do
poder, se deixou apanhar nas teias do imbróglio da CGD,
quando já tinha acontecido o anticiclone da banca portugue-
sa, que quase tudo varreu à sua passagem ?.
E tudo o vento levou ...
O Centeno, um bom contabilista, mas um péssimo aprendiz de
político, andava todo inchado com os resultados da sua obra, e al-
guém lhe atirou um isco envenenado,
e caíu na trapaça .
Houve aqui alguém que se enganou ...
E agora, temos nós, na praça pública,
um tema de caca,
que não vale um caracol, mas que todos pegam, espalhando a por-
caria em todas as direcções, com tanta coisa séria para resolver .
Não há por aí alguém que dê um murro
nesta trampa ...
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POBRE EUROPA .
Como pode uma das zonas mais populosas e ricas do mundo
depender dos exércitos que não possui ?.
Como pode legitimar a defesa das suas fronteiras e estar à mer-
cê de terceiros que a cercam, e que aguardam o estertor de um
continente moribundo, que foi o berço das grandes sociedades
ocidentais ?.
De Gaulle tinha razão,
muito antes da sua época, não querendo partilhar as tropas de
um país derrotado e de uma Europa destruída e arruinada .
Foi com enorme relutância que a França assumiu o seu total com-
promisso com a NATO .
E não fora a coragem e o sacrifício dos soviéticos, ainda hoje está-
vamos todos a falar alemão ...
E não teríamos assistir ao (res) surgimento da dita democracia
demo-liberal, que durante mais de meio século .
Mais uma vez, estão os velhos europeus a fazer o papel de pobres
idiotas úteis, entoando gritos de guerra, incitando os demónios da
batalha, pensando que o grande cão americano, virá mais uma
vez defender o seu rebanho tresmalhado .
Ó vã cobiça, ou glória de mandar ...
Pobres carneiros do lado de cá do Atlântico,
pois o pastor alemão não virá nunca mais guardar as ovelhas ton-
tas, que gostam de se apascentar no pasto europeu, mas não cuidam
de tratar do seu bem o seu amanho.
O erro de considerar que a Europa vai até aos Urais,
e inclui (exclui) a Turquia e prossegue até a Israel, e mesmo até ao
Irão, querendo abocanhar o mundo, vivendo séculos a fio, acima das
suas possibilidades, vai acabar outra vez em tragédia, se os meus ami-
gos europeus continuarem a ter muitas minhocas na sua cabecinha .
.
depender dos exércitos que não possui ?.
Como pode legitimar a defesa das suas fronteiras e estar à mer-
cê de terceiros que a cercam, e que aguardam o estertor de um
continente moribundo, que foi o berço das grandes sociedades
ocidentais ?.
De Gaulle tinha razão,
muito antes da sua época, não querendo partilhar as tropas de
um país derrotado e de uma Europa destruída e arruinada .
Foi com enorme relutância que a França assumiu o seu total com-
promisso com a NATO .
E não fora a coragem e o sacrifício dos soviéticos, ainda hoje está-
vamos todos a falar alemão ...
E não teríamos assistir ao (res) surgimento da dita democracia
demo-liberal, que durante mais de meio século .
Mais uma vez, estão os velhos europeus a fazer o papel de pobres
idiotas úteis, entoando gritos de guerra, incitando os demónios da
batalha, pensando que o grande cão americano, virá mais uma
vez defender o seu rebanho tresmalhado .
Ó vã cobiça, ou glória de mandar ...
Pobres carneiros do lado de cá do Atlântico,
pois o pastor alemão não virá nunca mais guardar as ovelhas ton-
tas, que gostam de se apascentar no pasto europeu, mas não cuidam
de tratar do seu bem o seu amanho.
O erro de considerar que a Europa vai até aos Urais,
e inclui (exclui) a Turquia e prossegue até a Israel, e mesmo até ao
Irão, querendo abocanhar o mundo, vivendo séculos a fio, acima das
suas possibilidades, vai acabar outra vez em tragédia, se os meus ami-
gos europeus continuarem a ter muitas minhocas na sua cabecinha .
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
A JIHAD CRISTÃ .
A História até parece que se repete,
ou, às vezes , são os povos que querem
que ela se repita .
Vem isto a propósito do nó cego em que se encontra a Europa .
Com que moralidade vêm os nossos amigos europeus, falar dos
bárbaros crimes cometidos contra a Humanidade, por parte
dos extremistas islamitas, descendentes da Mafona, que foram
os mesmos que, durante séculos sofreram às mãos dos cristãos
novos e velhos, barbaridades sem conta, sem fim e sem dó, nem
piedade ..., em nome de quê e de quem .
E que dizer das guerras intermináveis entre duas estirpes de cris-
tãos, que se sacanearam entre si, em guerras de extrema ferocida-
de. só uma durou mais de cem anos, e em que queimaram um ra-
pariga de tenra idade, que chefiava um dos bandos contendores .
E que dizer da caça que durava o ano inteiro, para matar, quei-
mar, esfolar e desmembrar, até à morte, os pobres inimigos da fé,
só porque essa não era a fé deles, e que tinha lugar nas terras sa-
gradas da nobre Europa .
E que dizer dos massacres dos africanos arrebanhados à força, só
porque eram considerados animais, sem a bênção papal, mostra-
dos em feiras e praças, para gáudio dos iluminados dos séculos das
luzes, carregados e transportados para a terra prometida, como
gado de 2ª. classe .
Avistavam de relance, os que ainda chegavam vivos, a estátua da Li-
berdade, para depois serem escravizados, amarrado, açoitados, para
as imensas herdades de plantação de algodão e outros produtos, que
ajudavam a atulhar de dinheiro os capitalistas liberais, como ainda
hoje acontece, um pouco por todo o mundo .
Acontece que tudo isto permanece na memória e no ADN de milhares
de milhões de seres humanos .
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ou, às vezes , são os povos que querem
que ela se repita .
Vem isto a propósito do nó cego em que se encontra a Europa .
Com que moralidade vêm os nossos amigos europeus, falar dos
bárbaros crimes cometidos contra a Humanidade, por parte
dos extremistas islamitas, descendentes da Mafona, que foram
os mesmos que, durante séculos sofreram às mãos dos cristãos
novos e velhos, barbaridades sem conta, sem fim e sem dó, nem
piedade ..., em nome de quê e de quem .
E que dizer das guerras intermináveis entre duas estirpes de cris-
tãos, que se sacanearam entre si, em guerras de extrema ferocida-
de. só uma durou mais de cem anos, e em que queimaram um ra-
pariga de tenra idade, que chefiava um dos bandos contendores .
E que dizer da caça que durava o ano inteiro, para matar, quei-
mar, esfolar e desmembrar, até à morte, os pobres inimigos da fé,
só porque essa não era a fé deles, e que tinha lugar nas terras sa-
gradas da nobre Europa .
E que dizer dos massacres dos africanos arrebanhados à força, só
porque eram considerados animais, sem a bênção papal, mostra-
dos em feiras e praças, para gáudio dos iluminados dos séculos das
luzes, carregados e transportados para a terra prometida, como
gado de 2ª. classe .
Avistavam de relance, os que ainda chegavam vivos, a estátua da Li-
berdade, para depois serem escravizados, amarrado, açoitados, para
as imensas herdades de plantação de algodão e outros produtos, que
ajudavam a atulhar de dinheiro os capitalistas liberais, como ainda
hoje acontece, um pouco por todo o mundo .
Acontece que tudo isto permanece na memória e no ADN de milhares
de milhões de seres humanos .
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