Portugal tinha começado agora a sair muito lentamente
do abismo em que tinha caído,
tentava levantar a cabeça, até já os burocratas de Bruxelas
iam olhando para nós, espantados com os números que o
Mário Centeno ia cozinhando, sabe-se lá como, e a gerin-
gonça mostrava alguns sinais de boa saúde, habituando-se
à sua velocidade de cruzeiro .
Aproximava-se o período das férias, dando lugar à desbunda
geral de políticos e de neófitos e já se contavam as notas para
a miríade de concertos e festivais, espalhados um pouco por
todo o território nacional .
Álcool, sexo e rock and roll .
Até a nossa mísera oposição tinha baixado a sua fúria fixista,
baixando a crista ( onde é que já ouvi esta palavra ) .
Tudo corria no melhor dos mundos,
quando ocorreu o fenómeno da
trovoada seca .
Quem viveu no campo, mesmo que por pouco tempo, está
habituado a ler os sinais da natureza .
Longe do bulício das cidades, sente-sa ao longe, a tempestade
a aproximar-se sorrateiramente.
Primeiro instala-se um silêncio de morte .
Nem bichos, nem pássaros bulem, o silêncio corta-se à faca,
parece que a terra para .
O céu vai escurecendo, gradualmente, até assumir o negro o
negro de breu,
e começa o vento a uivar , primeiro ao de leve, depois como
um trovão .
De repente, soa um imenso trovão, parece que tudo vai des-
moronar-se . O astro explode e incendeia-se instantaneamente,
como se o sol tivesse surgido naquela escuridão .
E o mar desaba em cima de nós .
Podia ter acontecido assim.
Mas não.
Faltou a água na natureza .
Os néscios e os tecnocratas, por muito bons, que o sejam,
deveriam saber prever o imprevisível, mas não sabem, apesar de
a meteorologia ser considerada uma ciência (quase) exacta .
É conhecido o facto de uma borboleta, ao bater um pouco as asas
no Oceano Pacífico,
poder desencadear um ciclone, em pleno Oceano Pacífico .
.
quinta-feira, 22 de junho de 2017
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Não se brinca com o fogo .
A culpa morre sempre solteira .
Não vem ao caso, nesta altura, andar à procura da culpa pelos
trágicos acontecimentos do centro do País .
Como diria o Marquês de Pombal,
agora é o tempo de enterrar os
mortos
e cuidar dos feridos .
Depois, não poderemos deixar de fazer profundo exame
de consciência, sobre as circunstâncias que tornaram este Desastre-
Tragédia, numa monstrosidade que nos envergonha a todos nós .
Há muitas décadas que andamos a brincar ao fogos florestais, como
quem brinca com soldadinhos de chumbo, experimentando (experi-
mentando é o termo adequado) tácticas, métodos de combate, orga-
nização da cadeia de comando, que se revelaram obsoletas, para
não dizer criminosas,
face ao poder de destruição dos nossos recursos e, quantas vezes, ao
trágico destino de tantos e tantos, que deveriam ter direito a viver
uma vida decente a que poderiam ter direito, e que foram ceifados,
pela simples razão de amarem a sua terra .
Para quando tentar curar as feridas,
e as profundas cicatrizes deixadas todos os
anos,
e começar a tentar solucionar o cancro dos in-
cêndios florestais no nosso País ?!...
Quando ouvires um sino a dobrar,
ele dobra por ti .
.
Não vem ao caso, nesta altura, andar à procura da culpa pelos
trágicos acontecimentos do centro do País .
Como diria o Marquês de Pombal,
agora é o tempo de enterrar os
mortos
e cuidar dos feridos .
Depois, não poderemos deixar de fazer profundo exame
de consciência, sobre as circunstâncias que tornaram este Desastre-
Tragédia, numa monstrosidade que nos envergonha a todos nós .
Há muitas décadas que andamos a brincar ao fogos florestais, como
quem brinca com soldadinhos de chumbo, experimentando (experi-
mentando é o termo adequado) tácticas, métodos de combate, orga-
nização da cadeia de comando, que se revelaram obsoletas, para
não dizer criminosas,
face ao poder de destruição dos nossos recursos e, quantas vezes, ao
trágico destino de tantos e tantos, que deveriam ter direito a viver
uma vida decente a que poderiam ter direito, e que foram ceifados,
pela simples razão de amarem a sua terra .
Para quando tentar curar as feridas,
e as profundas cicatrizes deixadas todos os
anos,
e começar a tentar solucionar o cancro dos in-
cêndios florestais no nosso País ?!...
Quando ouvires um sino a dobrar,
ele dobra por ti .
.
terça-feira, 20 de junho de 2017
TRAZ O DESASTRE ...
Desabamento da Gibalta (Linha do Estoril) .
Explosão da Fábrica de Braço de Prata .
Queda da Estação do Cais do Sodré .
Queda da Estação de Santa Apolónia .
Incêndio na Igreja de S. Domingos .
Incêndio do Teatro D. Maria .
Incêndio do Teatro Avenida .
Incêndio da Baixa- Chiado .
Inundações de 1967 .
Terramoto de 1968 .
Incêndio do Instituto Hidrográfico .
Morte de um pelotão na Serra de Sintra .
Incêndio da Faculdade de Ciências de Lisboa .
Descarrilamento em Alcafache (Linha da Beira Alta ) .
Incêndio no Funchal .
Cheias na Madeira .
Vulcão dos Capelinhos, nos Açõres
que me lembre ...
.
Explosão da Fábrica de Braço de Prata .
Queda da Estação do Cais do Sodré .
Queda da Estação de Santa Apolónia .
Incêndio na Igreja de S. Domingos .
Incêndio do Teatro D. Maria .
Incêndio do Teatro Avenida .
Incêndio da Baixa- Chiado .
Inundações de 1967 .
Terramoto de 1968 .
Incêndio do Instituto Hidrográfico .
Morte de um pelotão na Serra de Sintra .
Incêndio da Faculdade de Ciências de Lisboa .
Descarrilamento em Alcafache (Linha da Beira Alta ) .
Incêndio no Funchal .
Cheias na Madeira .
Vulcão dos Capelinhos, nos Açõres
que me lembre ...
.
segunda-feira, 19 de junho de 2017
O PORQUÊ DAS COISAS .
Finalmente, começou a tratar-se de alguns problemas
importantes que têm a ver com as questões da posse e
do uso das terras, especialmente quando a floresta está
presente no ambiente rural .
A floresta não deve, não pode,
ser definida, apenas, pelo critério da sua posse e utili-
zação,
Acresce que a venda de madeira, é somente um dos be-
nefícios da actividade florestal,
e nunca deveria ser o mais importante deles, malgré
as questões económicas envolvidas .
Parecendo uma questão supérflua, é a primeira razão
para providenciar um ambiente capaz de evitar a pro-
pagação das ignições provocadas nas florestas, que con-
duzirão então, à minimização de todos os outros facto-
da desgraça moral e material, que todos os anos, mais
ou menos, por esta época do ano, revivemos .
Depois, ou ao mesmo tempo, urge tratar a floresta como
um instrumento vital para o ordenamento físico dos ter-
renos e conseguir uma cuidada selecção de espécies, mais
mais amigas do ambiente .
É da vida ...
.
importantes que têm a ver com as questões da posse e
do uso das terras, especialmente quando a floresta está
presente no ambiente rural .
A floresta não deve, não pode,
ser definida, apenas, pelo critério da sua posse e utili-
zação,
Acresce que a venda de madeira, é somente um dos be-
nefícios da actividade florestal,
e nunca deveria ser o mais importante deles, malgré
as questões económicas envolvidas .
Parecendo uma questão supérflua, é a primeira razão
para providenciar um ambiente capaz de evitar a pro-
pagação das ignições provocadas nas florestas, que con-
duzirão então, à minimização de todos os outros facto-
da desgraça moral e material, que todos os anos, mais
ou menos, por esta época do ano, revivemos .
Depois, ou ao mesmo tempo, urge tratar a floresta como
um instrumento vital para o ordenamento físico dos ter-
renos e conseguir uma cuidada selecção de espécies, mais
mais amigas do ambiente .
É da vida ...
.
Etiquetas:
25 de Abril
A origem do CO2 .
Não quero falar das emissões aleatórias de CO2
resultantes da actividade vulcânicas,
mas não posso deixar de falar da maior fonte de
emissões de gases com efeito de estufa, a saber,
as que se referem ao chamado uso da terra e as
quais não contam para a sua contabilização, nos
relatórios oficiais,
as emissões de gases resultantes dos incêndios flo-
restais
as que englobam as imensas emissões de metano
resultantes da plantações de arroz,
e também o metano proveniente da da acção
da ruminação dos animais .
E esta, hem ?!...
.
resultantes da actividade vulcânicas,
mas não posso deixar de falar da maior fonte de
emissões de gases com efeito de estufa, a saber,
as que se referem ao chamado uso da terra e as
quais não contam para a sua contabilização, nos
relatórios oficiais,
as emissões de gases resultantes dos incêndios flo-
restais
as que englobam as imensas emissões de metano
resultantes da plantações de arroz,
e também o metano proveniente da da acção
da ruminação dos animais .
E esta, hem ?!...
.
AS ALTERAÇÕES IDEOLÓGICAS .
Dir-se-ia uma paisagem da Guerra do
Iraque , com os carros de combate todos
queimados .
Mas não, era a estrada nº. 236, entre Figueiró dos Vinhos e
Castanheira de Pêra, com os carros completamente destruídos
com os corpos calcinados, espalhados, dentro e fora das viatu-
ras .
Ainda os cadáveres não tinham arrefecido, e já os paineleiros
de serviço, estavam a fazer a autópsia detalhada do aconteci-
mento, comodamente instalados nas poltronas das salas dos te-
le jornais, vomitando bitaites, a torto e a direito sobre o incon-
tornável drama dos fogos florestais .
Uma vez, fui em missão, observar a floresta virgem de Fontaine-
bleau, tão virgem que não se podia andar com sapatos .
Há muito tempo que por ali não passavam seres humanos nesse
santuário da natureza .
Foi então que percebi que os mais criminosos, não são os que
aproveitam a floresta como sustento, mas aqueles que, em nome
de preconceitos ideológicos, deixam crescer as árvores a esmo .
As árvores encelhecem todas ao mesmo tempo, e a floresta mor-
re toda em uníssono, porque fica, anos e anos a fio, sem que al-
guém cuide dela .
Os políticos e tecnocratas de todos os matizes, em vez de matar
a cabeça com tolices, deveriam meter mãos à obra e começar a
legislar e a tratar de proporcionar os instrumentos para come-
çar a desenvolver um tratamento racional da floresta portugue-
sa, melhorando as condições de vida de uma população velha e
rarefeira da população rural do nosso País ...
Alterações climáticas,
ou alterações ideológicas ?....
.
Iraque , com os carros de combate todos
queimados .
Mas não, era a estrada nº. 236, entre Figueiró dos Vinhos e
Castanheira de Pêra, com os carros completamente destruídos
com os corpos calcinados, espalhados, dentro e fora das viatu-
ras .
Ainda os cadáveres não tinham arrefecido, e já os paineleiros
de serviço, estavam a fazer a autópsia detalhada do aconteci-
mento, comodamente instalados nas poltronas das salas dos te-
le jornais, vomitando bitaites, a torto e a direito sobre o incon-
tornável drama dos fogos florestais .
Uma vez, fui em missão, observar a floresta virgem de Fontaine-
bleau, tão virgem que não se podia andar com sapatos .
Há muito tempo que por ali não passavam seres humanos nesse
santuário da natureza .
Foi então que percebi que os mais criminosos, não são os que
aproveitam a floresta como sustento, mas aqueles que, em nome
de preconceitos ideológicos, deixam crescer as árvores a esmo .
As árvores encelhecem todas ao mesmo tempo, e a floresta mor-
re toda em uníssono, porque fica, anos e anos a fio, sem que al-
guém cuide dela .
Os políticos e tecnocratas de todos os matizes, em vez de matar
a cabeça com tolices, deveriam meter mãos à obra e começar a
legislar e a tratar de proporcionar os instrumentos para come-
çar a desenvolver um tratamento racional da floresta portugue-
sa, melhorando as condições de vida de uma população velha e
rarefeira da população rural do nosso País ...
Alterações climáticas,
ou alterações ideológicas ?....
.
domingo, 18 de junho de 2017
Pobres de espírito .
Percorremos as profundezas dos mares, nas caravelas
em cascas de noz, fomos à lua em foguetões siderais,
travámos centenas de batalhas, quase todas ganhas aos
adversários, guerreámos por todos os continentes, que
havíamos conquistado, vertendo e espalhando o nosso
sangue por toda a terra conhecida, mantendo Portugal
livre e independente .
Ganhámos à bola em diversos tabuleiros, somos os mel-
hores do Mundo, em várias modalidades, nas artes e nas
letras, semeámos gente ilustre e famosa em toda a parte,
mas falhámos redondamente,
mas desprezámos, em absoluto, as nossas maiores rique-
zas naturais, a TERRA e o MAR, aliás cantadas nas es-
trofes do nosso Hino Nacional .
E elas são, tão somente, a maior Zona Económica Exclu-
sica Marítima da Europa e uma das maiores do Mundo,
e a maior Mancha Florestal da Europa .
Dá Deus nozes, a quem não
tem dentes .
.
em cascas de noz, fomos à lua em foguetões siderais,
travámos centenas de batalhas, quase todas ganhas aos
adversários, guerreámos por todos os continentes, que
havíamos conquistado, vertendo e espalhando o nosso
sangue por toda a terra conhecida, mantendo Portugal
livre e independente .
Ganhámos à bola em diversos tabuleiros, somos os mel-
hores do Mundo, em várias modalidades, nas artes e nas
letras, semeámos gente ilustre e famosa em toda a parte,
mas falhámos redondamente,
mas desprezámos, em absoluto, as nossas maiores rique-
zas naturais, a TERRA e o MAR, aliás cantadas nas es-
trofes do nosso Hino Nacional .
E elas são, tão somente, a maior Zona Económica Exclu-
sica Marítima da Europa e uma das maiores do Mundo,
e a maior Mancha Florestal da Europa .
Dá Deus nozes, a quem não
tem dentes .
.
O TERRORISMO DE ESTADO .
Problemas de emergência,
exigem soluções de emergência .
Os nossos terroristas estão cá dentro, dentro do País,
e dentro de nós próprios .
E o maior terrorista é o terrível preconceito da pro-
priedade privada, como se fosse possível enquadrar o
solo, a floresta e o fogo, numa esquadria bem delineada,
e tudo ficaria resolvido .
Cambada de ignorantes .
Terroristas somos nós todos, pelo desprezo, pela displi-
cência, pelo abandono, pela indiferença, que votamos a
questões que vão muito para lá da bola e das novelas, e
das tricas de caca que tanto preocupam os nossos políti-
ticos júniores, seniores e da velha guarda .
Então os políticos, fazem contas e mais contas, dão cam-
balhotas com os números, piruetas com as taxas e tachin-
has, mas nada entendem da vida real .
E essa, tem a ver com a perda de vidas humanas, a dor
dos que partiram, e a dos que ficaram .
Não entendem que cada vida ceifada, cada sofrimento
vivido, cada árvore derrubada, é o PIB que encolhe em
prorssão geométrica, até o País se esvair em seiva humana .
O que contam são as pessoas .
Cínicos de todos os matizes,
perdoai-lhes,
que eles não sabem nada,
nem o que dizem, nem o que fazem,nem o que pensam .
De boas intenções,
está o Inferno cheio .
.
exigem soluções de emergência .
Os nossos terroristas estão cá dentro, dentro do País,
e dentro de nós próprios .
E o maior terrorista é o terrível preconceito da pro-
priedade privada, como se fosse possível enquadrar o
solo, a floresta e o fogo, numa esquadria bem delineada,
e tudo ficaria resolvido .
Cambada de ignorantes .
Terroristas somos nós todos, pelo desprezo, pela displi-
cência, pelo abandono, pela indiferença, que votamos a
questões que vão muito para lá da bola e das novelas, e
das tricas de caca que tanto preocupam os nossos políti-
ticos júniores, seniores e da velha guarda .
Então os políticos, fazem contas e mais contas, dão cam-
balhotas com os números, piruetas com as taxas e tachin-
has, mas nada entendem da vida real .
E essa, tem a ver com a perda de vidas humanas, a dor
dos que partiram, e a dos que ficaram .
Não entendem que cada vida ceifada, cada sofrimento
vivido, cada árvore derrubada, é o PIB que encolhe em
prorssão geométrica, até o País se esvair em seiva humana .
O que contam são as pessoas .
Cínicos de todos os matizes,
perdoai-lhes,
que eles não sabem nada,
nem o que dizem, nem o que fazem,nem o que pensam .
De boas intenções,
está o Inferno cheio .
.
sexta-feira, 16 de junho de 2017
FRÉMITO DE PAIXÃO .
Ai, quem nunca curtiu uma paixão,
Não sabe nada, não ...
Quem nunca mergulhou no abismo da volúptia
Quem nunca morreu por instantes
e regressou à vida,
e respirou de alívio,
saciado pela ternura do prazer .
Quem nunca se perdeu na ânsia
de alcançar o êxtase,
onde se mistura a doce violência
e a paz gratificante
dos corpos entrelaçados .
Quem nunca experimentou um encontro cósmico,
à velocidade da luz,
e logo apagando tudo
dentro e fora do próprio corpo,
numa explosão,
como se um raio nos fulminasse .
Só então a paz interior nos consola
e podemos saborear lentamente
a felicidade que parece que não acabar .
Morremos e renascemos no instante,
que tanto desejamos e tememos .
Como se o mundo parasse de repente,
numa pulsão de desejo,
que esmorece pouco a pouco .
Sente-se a tempestade a chegar.
numa faíca prestes a iluminar os nossos seres .
Atordoados,
o tempo pára, sem nos apercebermos .
Somos tão iguais e tão diferentes,
com o mesmo objectivo comum -
a procura da felicidade .
Ai, quem nunca curtiu uma paixão,
não sabe nada, não ...
Para Pablo Neruda,
que me ensinou a magia das Metáforas .
.
Não sabe nada, não ...
Quem nunca mergulhou no abismo da volúptia
Quem nunca morreu por instantes
e regressou à vida,
e respirou de alívio,
saciado pela ternura do prazer .
Quem nunca se perdeu na ânsia
de alcançar o êxtase,
onde se mistura a doce violência
e a paz gratificante
dos corpos entrelaçados .
Quem nunca experimentou um encontro cósmico,
à velocidade da luz,
e logo apagando tudo
dentro e fora do próprio corpo,
numa explosão,
como se um raio nos fulminasse .
Só então a paz interior nos consola
e podemos saborear lentamente
a felicidade que parece que não acabar .
Morremos e renascemos no instante,
que tanto desejamos e tememos .
Como se o mundo parasse de repente,
numa pulsão de desejo,
que esmorece pouco a pouco .
Sente-se a tempestade a chegar.
numa faíca prestes a iluminar os nossos seres .
Atordoados,
o tempo pára, sem nos apercebermos .
Somos tão iguais e tão diferentes,
com o mesmo objectivo comum -
a procura da felicidade .
Ai, quem nunca curtiu uma paixão,
não sabe nada, não ...
Para Pablo Neruda,
que me ensinou a magia das Metáforas .
.
quinta-feira, 15 de junho de 2017
A MORTE DE GAUDI .
Morreu na contra mão
Atrapalhando o tráfego
Morreu na avenida
No passeio estúpido
Morreu atropelado
Pelo carro eléctrico
Esperou na morgue
À espera do enterro público .
De Xico Buarque .
O que seria se António Gaudi tivesse vivido até aos cem
anos .
Que mais maravilhas nos teria legado, se tivesse vivido
tão intensa e apaixonadamente, durante muitos mais mais
anos .
Os génios não morrem jamais, perduram para sempre na
memória dos seus admiradores, nunca se extinguirá a luz
ofuscante que nos proporcionam .
Já passou mais de um século que o sonho de Gaudi se co-
meçou a concretizar .
A obra do grande visionário foi interrompida várias vezes,
por razões trágicas, mas sempre persistiu a determinação
dos seus seguidores, preservando, em condições extraordi-
nariamente adversas, guerras, revoluções, destruições bár-
baras, de tudo um pouco, mas Gaudi supervisionava lá de ~
cima .
Quem disse que as Catedrais não levam
séculos a ser erigidas ?....
.
Atrapalhando o tráfego
Morreu na avenida
No passeio estúpido
Morreu atropelado
Pelo carro eléctrico
Esperou na morgue
À espera do enterro público .
De Xico Buarque .
O que seria se António Gaudi tivesse vivido até aos cem
anos .
Que mais maravilhas nos teria legado, se tivesse vivido
tão intensa e apaixonadamente, durante muitos mais mais
anos .
Os génios não morrem jamais, perduram para sempre na
memória dos seus admiradores, nunca se extinguirá a luz
ofuscante que nos proporcionam .
Já passou mais de um século que o sonho de Gaudi se co-
meçou a concretizar .
A obra do grande visionário foi interrompida várias vezes,
por razões trágicas, mas sempre persistiu a determinação
dos seus seguidores, preservando, em condições extraordi-
nariamente adversas, guerras, revoluções, destruições bár-
baras, de tudo um pouco, mas Gaudi supervisionava lá de ~
cima .
Quem disse que as Catedrais não levam
séculos a ser erigidas ?....
.
quarta-feira, 14 de junho de 2017
A CATALUNHA e PORTUGAL .
Terras de passagem
Terras de Fronteira
Terras de revolta
É espantosa a similitude entre a Catalunha e Portugal .
Romanos, Fenícios, Cartagineses, Romanos, Árabes, per-
correram os mesmos caminhos, quase na mesma altura .
Interessante como foi com a "ajuda" dos Catalães, que
mantiveram uma revolta contra os povos dominantes da
Península Ibérica, Castelhanos e Aragoneses, de 1640 até
1652, que permitiram a sublevação do Reino de Portugal,
naquela data, cem grandes dificuldades .
Já anteriormente foram os Reis Católicos que amordaça-
ram os povos da Catalunha .
Com o advir dos Fascismos, Português e Espanhol e no
seguimento da tenebrosa Guerra Civil de Espanha, foi no-
vamente amordaçada a Catalunha, tendo sofrido imensas
baixas materiais e humanas . .
Ora, este País, tal como Portugal e a Galiza, tinha adquirido
a categoria de Condado, designação que se manteve até aos
nossos dias .
Aliás, o Conde de Barcelona, familiar do Rei de Espanha este-
ve (está ?. ainda), exilado em Portugal, no Estoril .
Foi a religião e a política de alianças, que traçou destinos dis-
tintos para Portugal e a Catalunha .
Portugal andou sempre a lamber as botas ao Papado, até uma
vez ofereceu um elefante a Roma .
Por outro lado, como ficámos do lado de fora do Oceano Atlân-
tico, a matreira raposa inglesa, obrigou-nos. umas vezes a bem,
outras vezes, a mal , a ser o biombo das potências continentais,
a Espanha e a França .
Desgraçadamente, a Catalunha , país independente há dois mil
anos, foi traída por Aragão, e sempre esmagada entre os Francos
e Castela .
Para complicar as coisas, o Condado Catalão meteu-se numa
guerra religiosa, da Igrja Católica contra os Cátaros, e a Ca-
talunha apanhou por tabela .
Mas, como ontem escrevi, estou convencido,
que, desta vez, isto Vai mesmo .
.
Terras de Fronteira
Terras de revolta
É espantosa a similitude entre a Catalunha e Portugal .
Romanos, Fenícios, Cartagineses, Romanos, Árabes, per-
correram os mesmos caminhos, quase na mesma altura .
Interessante como foi com a "ajuda" dos Catalães, que
mantiveram uma revolta contra os povos dominantes da
Península Ibérica, Castelhanos e Aragoneses, de 1640 até
1652, que permitiram a sublevação do Reino de Portugal,
naquela data, cem grandes dificuldades .
Já anteriormente foram os Reis Católicos que amordaça-
ram os povos da Catalunha .
Com o advir dos Fascismos, Português e Espanhol e no
seguimento da tenebrosa Guerra Civil de Espanha, foi no-
vamente amordaçada a Catalunha, tendo sofrido imensas
baixas materiais e humanas . .
Ora, este País, tal como Portugal e a Galiza, tinha adquirido
a categoria de Condado, designação que se manteve até aos
nossos dias .
Aliás, o Conde de Barcelona, familiar do Rei de Espanha este-
ve (está ?. ainda), exilado em Portugal, no Estoril .
Foi a religião e a política de alianças, que traçou destinos dis-
tintos para Portugal e a Catalunha .
Portugal andou sempre a lamber as botas ao Papado, até uma
vez ofereceu um elefante a Roma .
Por outro lado, como ficámos do lado de fora do Oceano Atlân-
tico, a matreira raposa inglesa, obrigou-nos. umas vezes a bem,
outras vezes, a mal , a ser o biombo das potências continentais,
a Espanha e a França .
Desgraçadamente, a Catalunha , país independente há dois mil
anos, foi traída por Aragão, e sempre esmagada entre os Francos
e Castela .
Para complicar as coisas, o Condado Catalão meteu-se numa
guerra religiosa, da Igrja Católica contra os Cátaros, e a Ca-
talunha apanhou por tabela .
Mas, como ontem escrevi, estou convencido,
que, desta vez, isto Vai mesmo .
.
terça-feira, 13 de junho de 2017
A HORA DA CATALUNHA .
É desta que isto vai .
Catalunha,
Terra e povo,
tantas vezes apunhalado pelas costas, um País diferente
de todos os outros, situado na fronteira entre Castela e os
reinos dos Francos, tão sacrificado durante a Guerra Civil
Espanhola, e a quem devemos a independência de Portugal,
em 1640 .
Só por maldade ou ignorância, se pode defender a sua tão
longa permanência sob a garra de uma Castela poderosa e
concentracionária .
.
Viva BARCELONA .
.
.
Catalunha,
Terra e povo,
tantas vezes apunhalado pelas costas, um País diferente
de todos os outros, situado na fronteira entre Castela e os
reinos dos Francos, tão sacrificado durante a Guerra Civil
Espanhola, e a quem devemos a independência de Portugal,
em 1640 .
Só por maldade ou ignorância, se pode defender a sua tão
longa permanência sob a garra de uma Castela poderosa e
concentracionária .
.
Viva BARCELONA .
.
.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Férias .
Estou uma semana fora.
Talvez consiga comunicar por lá .
Que sorte,
sem terem de me aturarem estes dias todos .
Mário Plácido .
,
Talvez consiga comunicar por lá .
Que sorte,
sem terem de me aturarem estes dias todos .
Mário Plácido .
,
Pérolas Cariocas .
"..., Felizmente que ainda há no Brasil
a honra das mulheres, mas a honra das
mulheres não deve ser artigo de museu,
antes deve ser posta ao serviço de todos
os brasileiros ."
Carlos Lacerda
Ex- Governados do Estado da Guanabara
Anos 60 .
.
a honra das mulheres, mas a honra das
mulheres não deve ser artigo de museu,
antes deve ser posta ao serviço de todos
os brasileiros ."
Carlos Lacerda
Ex- Governados do Estado da Guanabara
Anos 60 .
.
domingo, 4 de junho de 2017
A GRANDE FARRA .
No princípio era a CPE - Companhia
Portuguesa de Electricidade,
em união de facto com a Sacor,
que constituiam um um concubinato
ilegítimo e sórdido, que mandava neste
País .
Com o 25 de Abril tudo mudou para ficar tudo na mesma .
Ou melhor, ficou tudo pior, muito pior .
Juntaram-se os trapinhos, com a benção de sucessivos governos, em era
sempre um Ministro da Economia da EDP, com um-Secretário de Estado
da Sacor , que alternavam de tempos a tempos, de modo a manter a mão
na massa, desde tempos do antigamente, até aos tempos de hoje .
Nacionalizaram todos os passivos, fizeram e desfizeram empresas fictícias,
umas após as outras, sem qualquer intervenção de reguladores, venderam
a REN- Rede Eléctrica Nacional (pertença de todos nós) aos chineses, por
tuta e meia, combinavam entre si os preços, os dividendos, as cotas de mer-
cado, os ordenados dos bosses, e os prémios de ruína dos diferentes acto-
res desta nojenta farsa .
Até chegaram a propor uma renda para liquidar as rendas atrasadas a pagar
pelas sucessivas gerações de mortos .
Ora agora (?) aí temos a ladroagem
com os cornos de fora,
com o execrável António Mexia,
à cabeça .
E, dizem os crentes, que Deus não dorme.
.
Portuguesa de Electricidade,
em união de facto com a Sacor,
que constituiam um um concubinato
ilegítimo e sórdido, que mandava neste
País .
Com o 25 de Abril tudo mudou para ficar tudo na mesma .
Ou melhor, ficou tudo pior, muito pior .
Juntaram-se os trapinhos, com a benção de sucessivos governos, em era
sempre um Ministro da Economia da EDP, com um-Secretário de Estado
da Sacor , que alternavam de tempos a tempos, de modo a manter a mão
na massa, desde tempos do antigamente, até aos tempos de hoje .
Nacionalizaram todos os passivos, fizeram e desfizeram empresas fictícias,
umas após as outras, sem qualquer intervenção de reguladores, venderam
a REN- Rede Eléctrica Nacional (pertença de todos nós) aos chineses, por
tuta e meia, combinavam entre si os preços, os dividendos, as cotas de mer-
cado, os ordenados dos bosses, e os prémios de ruína dos diferentes acto-
res desta nojenta farsa .
Até chegaram a propor uma renda para liquidar as rendas atrasadas a pagar
pelas sucessivas gerações de mortos .
Ora agora (?) aí temos a ladroagem
com os cornos de fora,
com o execrável António Mexia,
à cabeça .
E, dizem os crentes, que Deus não dorme.
.
sábado, 3 de junho de 2017
UMA BOA ACÇÃO .
O Benfica é o campeão .
O Benfica é o campeão das obras de solidariedade social .
Como o Dia Mundial Contra a Fome, organizado pelo Banco
Mundial contra a Fome, calhou no dia do penúltimo dia Cam-
peonato Nacional de Futebol, jogado na Catedral da Luz, com
a vitória do Glorioso, dando o Tetra ao Benfica, o Presidente
do Clube, sentindo que que aquela realização fora prejudicada
pela drástica redução na recolha de fundos, decidiu abrir o Es-
tádio do Benfica, para fazer recolha de géneros naquele lugar sa-
grado, abrindo as portas a todos aqueles que participassem na
aludida angariação de bens para o Banco Alimentar .
Havia ainda o aliciante de ser proporcionada a todos os presen-
tes, uma mostra dos principais troféus ganhos pelo Benfica, du-
rante a sua vida já secular .
Parabéns Benfica .
.
O Benfica é o campeão das obras de solidariedade social .
Como o Dia Mundial Contra a Fome, organizado pelo Banco
Mundial contra a Fome, calhou no dia do penúltimo dia Cam-
peonato Nacional de Futebol, jogado na Catedral da Luz, com
a vitória do Glorioso, dando o Tetra ao Benfica, o Presidente
do Clube, sentindo que que aquela realização fora prejudicada
pela drástica redução na recolha de fundos, decidiu abrir o Es-
tádio do Benfica, para fazer recolha de géneros naquele lugar sa-
grado, abrindo as portas a todos aqueles que participassem na
aludida angariação de bens para o Banco Alimentar .
Havia ainda o aliciante de ser proporcionada a todos os presen-
tes, uma mostra dos principais troféus ganhos pelo Benfica, du-
rante a sua vida já secular .
Parabéns Benfica .
.
sexta-feira, 2 de junho de 2017
O HOMEM, ESSE DESCONHECIDO .
Cabelo branco é saudade
Da mocidade perdida
Às vezes não é da idade
Mas dos desgostos da vida
As palavras podem ser mensageiras de alegria e de
felicidade,
mas também podem ferir como punhais e levar a dor
e o sofrimento aos outros .
Mas há palavras que por vezes têm que ser ditas, por
mais que nos custe e que custe a terceiros .
Há alturas em que a ferida tem que ser sangrada, para
depois se conseguir curar, e depois logo sara e cicatriza .
As dores do corpo são ruins, mas a gente aguenta .
Deixam marcas e cicatrizes profundas .
Mas que dizer de golpes do coração, esses sim, acabam
por ser tratados, mas a que custo e a que desgosto nos
submetem .
Só o tempo, e à vezes nem ele, se compadece de nós .
.
Da mocidade perdida
Às vezes não é da idade
Mas dos desgostos da vida
As palavras podem ser mensageiras de alegria e de
felicidade,
mas também podem ferir como punhais e levar a dor
e o sofrimento aos outros .
Mas há palavras que por vezes têm que ser ditas, por
mais que nos custe e que custe a terceiros .
Há alturas em que a ferida tem que ser sangrada, para
depois se conseguir curar, e depois logo sara e cicatriza .
As dores do corpo são ruins, mas a gente aguenta .
Deixam marcas e cicatrizes profundas .
Mas que dizer de golpes do coração, esses sim, acabam
por ser tratados, mas a que custo e a que desgosto nos
submetem .
Só o tempo, e à vezes nem ele, se compadece de nós .
.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
OS HETERÓNIMOS .
Fernando Pessoa foi um grande escritor, disso
não tenho qualquer dúvida, poeta grande, da
cabeça aos pés .
Que tenha vestido a pele de quatro ou cinco
personagens, como nas peças de teatro, ou a
partir das características do momento, da dis-
posição, por necessidade de caracterização
ou estudo das várias facetas da alma humana,
poliforme e estranhamente indecifrável, vá que
não vá, é o génio em acção.
Mas encarnar dezenas e dezenas de heterónimos,
que foram saindo do baú, a velocidade da luz, é
que já me parece loucura ou brincadeira de uns
maduros que não têm mais nada em que usar o
bestunto .
Pobre Pessoa ...
.
não tenho qualquer dúvida, poeta grande, da
cabeça aos pés .
Que tenha vestido a pele de quatro ou cinco
personagens, como nas peças de teatro, ou a
partir das características do momento, da dis-
posição, por necessidade de caracterização
ou estudo das várias facetas da alma humana,
poliforme e estranhamente indecifrável, vá que
não vá, é o génio em acção.
Mas encarnar dezenas e dezenas de heterónimos,
que foram saindo do baú, a velocidade da luz, é
que já me parece loucura ou brincadeira de uns
maduros que não têm mais nada em que usar o
bestunto .
Pobre Pessoa ...
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)