A INVENTONA DE TANCOS .
Andam a caçoar com o Presidente,
mas ele merece, para não andar a meter o nariz onde
não é chamado .
E vai a tropa toda, mais o Ministro da Defesa, acompanhar
Marcelo, com pompa e circunstância, numa visita ao buraco
do paiol de Tancos, com Hino e Continências, para ver in lo-
co, esta imensa palhaçada .
Estava em perigo a segurança e a defesa do País, face aos nos-
sos inimigos terroristas ou ligados ao crime organizado.
O Presidente,
Comandante em Chefe das Forças Armadas Portuguesas,
teve que actuar em prontidão máxima .
Afinal, o elefante pariu um rato .
Há muita coisa para explicar .
Mas, para já, é
Marcelo que fica mal na
caricatura .
.
terça-feira, 18 de julho de 2017
segunda-feira, 17 de julho de 2017
BRANCA CLARA DAS NEVES .
Se todos os políticos, jornalistas, críticos, paineleiros,
engenheiros e cientistas, e outra piolhagem avulsa, agar-
rasem numa pá e numa enxada e acorressem à floresta
selvagem, que é de todos, e não é de ninguém, e se pu-
sessem ao trabalho para apagar os fogos que medram por
essas serras adentro, e se deixassem de cuspir parvoíces
e despautérios, talvez que conseguissem debelar e a so-
lucionar o insolúvel drama dos incêndios florestais .
É agarrar nas alfaias, e mãos à obra .
Esta escumalha toda ladra, ladra, mas sabe muito bem que
qualquer governo que queira fazer a reforma agrária que
se requer para resolver o doloroso drama da floresta portu-
guesa cai, no dia em que o respectivo Decreto fôr assinado .
E mais governos, uns atrás dos outros, cairão,
inexoravelmente .
É, e será sempre assim .
Até que alguém, um dia, seja pendurado , de cabeça para
baixo, atado a o pinheiro a arder .
.
engenheiros e cientistas, e outra piolhagem avulsa, agar-
rasem numa pá e numa enxada e acorressem à floresta
selvagem, que é de todos, e não é de ninguém, e se pu-
sessem ao trabalho para apagar os fogos que medram por
essas serras adentro, e se deixassem de cuspir parvoíces
e despautérios, talvez que conseguissem debelar e a so-
lucionar o insolúvel drama dos incêndios florestais .
É agarrar nas alfaias, e mãos à obra .
Esta escumalha toda ladra, ladra, mas sabe muito bem que
qualquer governo que queira fazer a reforma agrária que
se requer para resolver o doloroso drama da floresta portu-
guesa cai, no dia em que o respectivo Decreto fôr assinado .
E mais governos, uns atrás dos outros, cairão,
inexoravelmente .
É, e será sempre assim .
Até que alguém, um dia, seja pendurado , de cabeça para
baixo, atado a o pinheiro a arder .
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O CAMARADA DAVID SANTOS .
Autárquicas de 2017 .
Cadaval, a Terra e a Serra .
O David é um grandes amigos do meu filho Mário Pedro .
Travaram juntos imensas batalhas, passaram em claro muitas
noitadas, a discutir a política, os princípios, as campanhas, as
tácticas, as listas, a vida de um partido que tanto amam e ama-
ram .
Companheiros e fundadores da Tertúlia do Martinho da Arca-
da. café que servia de centro de gravidade da discussão de no-
vas ideias e ideais para engrandecimento do Partido Socialista,
então na oposição, mas que um grupo decidiu resgatar, disposto
a mudar radicalmente o estado de coisas, grupo as liderado por
António José Seguro, Álvaro Beleza e muitos outros .
Foi pois, com um enorme orgulho que fomos convidados para
a cerimónia de lançamento da Campanha do David, e da sua
vasta equipa, para a tomada do poder para a Câmara do Cada-
val , para que esta Terra, perdida na Serra, possa almejar a ter
o direito de existir no mapa do País, e a prosseguir na rota do
progresso e do desenvolvimento .
Sei que não será tarefa fácil, cheia de obstáculos e contrarieda-
des, mas quanto não vale o desafio de ir mais além, e fazer esta
gente mais feliz, mais rica, mais próspera , fixando muitas
pessoas nesta terra e fazendo regressar muitas outras,ao conví-
vio e à partilha da Terra e da Serra, há muito abandonadas.
Aqui vai o nosso apoio e o nosso abraço .
Os pais do Mário Pedro .
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Cadaval, a Terra e a Serra .
O David é um grandes amigos do meu filho Mário Pedro .
Travaram juntos imensas batalhas, passaram em claro muitas
noitadas, a discutir a política, os princípios, as campanhas, as
tácticas, as listas, a vida de um partido que tanto amam e ama-
ram .
Companheiros e fundadores da Tertúlia do Martinho da Arca-
da. café que servia de centro de gravidade da discussão de no-
vas ideias e ideais para engrandecimento do Partido Socialista,
então na oposição, mas que um grupo decidiu resgatar, disposto
a mudar radicalmente o estado de coisas, grupo as liderado por
António José Seguro, Álvaro Beleza e muitos outros .
Foi pois, com um enorme orgulho que fomos convidados para
a cerimónia de lançamento da Campanha do David, e da sua
vasta equipa, para a tomada do poder para a Câmara do Cada-
val , para que esta Terra, perdida na Serra, possa almejar a ter
o direito de existir no mapa do País, e a prosseguir na rota do
progresso e do desenvolvimento .
Sei que não será tarefa fácil, cheia de obstáculos e contrarieda-
des, mas quanto não vale o desafio de ir mais além, e fazer esta
gente mais feliz, mais rica, mais próspera , fixando muitas
pessoas nesta terra e fazendo regressar muitas outras,ao conví-
vio e à partilha da Terra e da Serra, há muito abandonadas.
Aqui vai o nosso apoio e o nosso abraço .
Os pais do Mário Pedro .
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sexta-feira, 14 de julho de 2017
Pelo sonho é que fomos .
O SONHO COMANDA A VIDA .
Alguém me perguntou um dia
Como aparecem os sonhos
E eu respondi não sei
Talvez com a criação do Mundo
De uma gota de orvalho
Ou de um floco de neve
De um pedaço de bruma
Ao raiar o Sol
Do sorriso de criança
Do leve afago na mão
Do prazer de um amante
Ou de uma dor de parto
De um olhar sentido
Dum momento de inspiração
Duma lágrima comovida
Do encontro de alguém
Mas cuidado
Do mesmo modo que surgem
Podem transformar-se e pesadelos
Uma pequena fronteira os separa
Basta uma palavra rude
Um gesto desastrado
Um olhar enviesado
Um sentimento magoado
A desconfiança instalada
A raiva mal contida
Um pensamento cruzado
Um salto mal calculado
A vida corre adiante
Nunca volta para trás
De que vale um sonho
Se não for partilhado
É preciso que haja vento
para voar .
.
Alguém me perguntou um dia
Como aparecem os sonhos
E eu respondi não sei
Talvez com a criação do Mundo
De uma gota de orvalho
Ou de um floco de neve
De um pedaço de bruma
Ao raiar o Sol
Do sorriso de criança
Do leve afago na mão
Do prazer de um amante
Ou de uma dor de parto
De um olhar sentido
Dum momento de inspiração
Duma lágrima comovida
Do encontro de alguém
Mas cuidado
Do mesmo modo que surgem
Podem transformar-se e pesadelos
Uma pequena fronteira os separa
Basta uma palavra rude
Um gesto desastrado
Um olhar enviesado
Um sentimento magoado
A desconfiança instalada
A raiva mal contida
Um pensamento cruzado
Um salto mal calculado
A vida corre adiante
Nunca volta para trás
De que vale um sonho
Se não for partilhado
É preciso que haja vento
para voar .
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quarta-feira, 12 de julho de 2017
O SONHO AMERICANO .
O meu sobrinho neto Gonçalo acabou ontem o curso de
Economia, no ISEG, e vai dentro de dias continuar os es-
tudos numa Universidade Americana, na Virgínia Ocidental,
acumulando com o curso de futebol, integrado na equipa da
Universidade .
As voltas que o mundo dá .
A geração anterior à minha, foi ganhar a vida para o estran-
geiro, para África e América, Angola, Congos, USA, Canadá,
Áustrália, Brasil, Argentina, Venezuela .
Mais tarde, rumou à Europa, França, Alemanha, e depois à
União Europeia .
A minha geração ficou parada no tempo e no espaço, sem visto,
nem passaporte, a não ser para ir para o mato, gramar a estú-
pida Guerra Colonial .
Pode ser que a geração actual,
venha em breve regressar à Pátria, e fazer desta terra madrasta
um País mais próspero e mais justo .
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Economia, no ISEG, e vai dentro de dias continuar os es-
tudos numa Universidade Americana, na Virgínia Ocidental,
acumulando com o curso de futebol, integrado na equipa da
Universidade .
As voltas que o mundo dá .
A geração anterior à minha, foi ganhar a vida para o estran-
geiro, para África e América, Angola, Congos, USA, Canadá,
Áustrália, Brasil, Argentina, Venezuela .
Mais tarde, rumou à Europa, França, Alemanha, e depois à
União Europeia .
A minha geração ficou parada no tempo e no espaço, sem visto,
nem passaporte, a não ser para ir para o mato, gramar a estú-
pida Guerra Colonial .
Pode ser que a geração actual,
venha em breve regressar à Pátria, e fazer desta terra madrasta
um País mais próspero e mais justo .
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terça-feira, 11 de julho de 2017
AEROPORTO -2 .
Até parece uma sequela
de um filme catástrofe .
Quando entramos no Aeroporto, na zona das partidas, parece
que vamos para um galinheiro, depois de termos percorrido uma
cerca de gado . gado humano, claro .
Depois de muito tempo de espera, caminhamos lentamente para o
Check in, e largamos as malas .
É então que a feira começa .
Até parece que o objectivo central da viagem, é aproveitar as com-
pras mais baratas, que se fazem noutros lugares chiques da cidade .
O truque está na escolha dos artigos mais apetecíveis e na velocida-
de com que se chega até eles, primeiro que todos as outras, sim, por-
que em regra se trata de um público feminino .
Confesso que nada deste cerimonial ma atrai .
O que eu gosto é daquele espalhafato de côr
e de luz.
do melhor que há no mundo, um mundo de brilho e de ostentação .
Uma vez, partilhei com o António Lobo Antunes, a bola e o Playboy,
no tempo em que essas revistas paravam à porta do aeroporto .
Depois de feita a viagem, tínhamos que percorrer alguns quilómetros,
sem fato de treino, após a saída da manga junto ao avião .
Há quem se distraia a fazer compras no estrangeiro, Londres, Paris,
Barcelona .
É ponto de honra .
Caturrices .
Então não seria mais simples, mais barato e mais rápido, fazer as com-
pras, logo ali no Aeroporto de Lisboa .
Mas, claro que não é a mesma coisa ...
Noblesse Oblige .
.
de um filme catástrofe .
Quando entramos no Aeroporto, na zona das partidas, parece
que vamos para um galinheiro, depois de termos percorrido uma
cerca de gado . gado humano, claro .
Depois de muito tempo de espera, caminhamos lentamente para o
Check in, e largamos as malas .
É então que a feira começa .
Até parece que o objectivo central da viagem, é aproveitar as com-
pras mais baratas, que se fazem noutros lugares chiques da cidade .
O truque está na escolha dos artigos mais apetecíveis e na velocida-
de com que se chega até eles, primeiro que todos as outras, sim, por-
que em regra se trata de um público feminino .
Confesso que nada deste cerimonial ma atrai .
O que eu gosto é daquele espalhafato de côr
e de luz.
do melhor que há no mundo, um mundo de brilho e de ostentação .
Uma vez, partilhei com o António Lobo Antunes, a bola e o Playboy,
no tempo em que essas revistas paravam à porta do aeroporto .
Depois de feita a viagem, tínhamos que percorrer alguns quilómetros,
sem fato de treino, após a saída da manga junto ao avião .
Há quem se distraia a fazer compras no estrangeiro, Londres, Paris,
Barcelona .
É ponto de honra .
Caturrices .
Então não seria mais simples, mais barato e mais rápido, fazer as com-
pras, logo ali no Aeroporto de Lisboa .
Mas, claro que não é a mesma coisa ...
Noblesse Oblige .
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segunda-feira, 10 de julho de 2017
O AEROPORTO DE LISBOA .
Foi através da colecção do Cavaleiro Andante, que trazia semanalmente
os suplementos de cartolina, para a construção do Aeroporto de Lisboa,
que tomei conhecimento com essa infraestrutura .
Sempre gostei imenso de aviões, mas tirando as imagens da IIª. Guerra
Mundial, e de alguns documentários dos raros filmes, que via no Cine-
Teatro da minha terra, pouco conhecia da aviação .
Tudo se concretizava pelo sonho
e pela imaginação .
Só quando fui para Lisboa, já rapazote, vi pela primeira vez um avião
real,
O SUPER CONSTELLATION,
com três rabinhos na asa inferior .
O Aeroporto tinha sido recentemente inaugurado por
Humberto Delgado,
Daí e nome que hoje ostenta na entrada principal .
Mais tarde , ir tomar uma bica, e passar um bocado da noite lisboeta
era uma tradição viajar até à Portela, e curtir as conspirações com os
amigos .
Com o desencadear da Guerra do Ultramar, era então corrente as ida ao
Aeroporto de Figo Maduro, ver e rever os muitos amigos que eram obri-
gados a partir e outros a chegar de África .
Foi quando o Aeroporto aumentou espantosamente, e se converteu num
sítio cheio de simbolismo e afectividade .
Mais tarde ainda, as viagens dos emigrante, invadiram aquele espaço,
que ficou a rebentar pelas costuras, e a transformar-se num gigantesco
Centro Comercial .
.
domingo, 9 de julho de 2017
AS FEIRAS .
Em poucos dias, tive o privilégio de assistir a duas feiras,
o que é raro, pois agora estou quase sempre pelo meu bairro .
A primeira foi no Estádio do Benfica -
A CATEDRAL .
Tínhamos ido entregar géneros alimentares para ajudar o Banco
contra a fome . O dia das entregas coincidiu com o final da Taça
de Portugal, e o clube abriu as portas ao Estádio, para o efeito, e
para mostrar a Águia Vitória e os troféus ganhos este ano .
Fiquei encantado com o número e com a variedade de gente que
frequenta aquele lugar ,
De todas as idades e tamanhos, altos, baixos, gordos, feios, gente gira,
deslocando-se pelo campus desportivo .
Mas o que mais me impressionou, foi a variedade de símbolos exibidos,
como que a ressalvar a pertença
à tribo Benfica .
Equipamentos completos, uma camisola, uma bandeira, uma saia, uma
blusa, uma pulseira, balões, folhetos, desenhos nas barracas de venda de
comes e bebes .
Crianças a correr de um lado para o outro.
Um formigueiro, uma feira,
um sinal de vida .
.
o que é raro, pois agora estou quase sempre pelo meu bairro .
A primeira foi no Estádio do Benfica -
A CATEDRAL .
Tínhamos ido entregar géneros alimentares para ajudar o Banco
contra a fome . O dia das entregas coincidiu com o final da Taça
de Portugal, e o clube abriu as portas ao Estádio, para o efeito, e
para mostrar a Águia Vitória e os troféus ganhos este ano .
Fiquei encantado com o número e com a variedade de gente que
frequenta aquele lugar ,
De todas as idades e tamanhos, altos, baixos, gordos, feios, gente gira,
deslocando-se pelo campus desportivo .
Mas o que mais me impressionou, foi a variedade de símbolos exibidos,
como que a ressalvar a pertença
à tribo Benfica .
Equipamentos completos, uma camisola, uma bandeira, uma saia, uma
blusa, uma pulseira, balões, folhetos, desenhos nas barracas de venda de
comes e bebes .
Crianças a correr de um lado para o outro.
Um formigueiro, uma feira,
um sinal de vida .
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sexta-feira, 7 de julho de 2017
Terapia ocupacional .
A colecção de molas da roupa .
Já tinha quase esquecido a história do Museu Pitt Rivers,
mas magicava qualquer coisa parecida, como o museu das
coisas simples e baratas encontradas no rua .
Sempre fui um tipo com o espírito de caçador recolector, que
fui afinando na minha juventude, e depressa me transformei
num coleccionador compulsivo .
A necessidade aguça o engenho .
Comecei com as caixinhas que me davam no consultório, como
uma espécie de prendas, pelas muitas injecções que tive que apa-
nhar quando estive doente .
Depois passei aos selos, que ia juntando e que me eram dados pe-
los familiares dos emigrantes que tinham partido, sobretudo pa-
ra a América, USA e América Latina .
Aprendi a tirar o papel, a arrumá-los nas carteirinhas, que eu
próprio construía .
Depois fui comprando os pacotes com selos surtidos, e por vezes
eram outros coleccionadores que me davam selos repetidos .
Depois, pela vida fora, fui coleccionando coisas, cromos, berlindes,
de tudo um pouco .
Foi então, muitos anos mais tardes, em que vivi os dias mais trá-
gicos da minha vida, e em que me fui abaixo, quase não conseguia
sair à rua, andava 5 a 10 minutos, e ficava cansado, que comecei a
andar e a distrair-me com as coisas que encontrava e levava para
casa, gerando grandes problemas de choque de interesses com fa-
mília .
E retomei a velha ideia do
Museu das Coisas .
Não conseguem imaginar o que eu juntei nestes últimos seis ou sete
anos que tenho andado na recolha e separaçãoda tralha mais variada .
À medida que levava para casa, quase todos os dias ia separando as
coisas em garrafões, disponíveis todas as segundas e quartas feiras
nos recipientes de recolha dos plásticos .
Levei todo este tempo a fazer a minha colecção de lixo, na esperança
de apresentar uma instalação de cerca de 250 garrafões,
mas os artistas são uns
incompreendidos,
e a coisa não vingou .
Agora, mais de metade já foi à vida ,
e vou inventar outra coisa qualquer .
.
Já tinha quase esquecido a história do Museu Pitt Rivers,
mas magicava qualquer coisa parecida, como o museu das
coisas simples e baratas encontradas no rua .
Sempre fui um tipo com o espírito de caçador recolector, que
fui afinando na minha juventude, e depressa me transformei
num coleccionador compulsivo .
A necessidade aguça o engenho .
Comecei com as caixinhas que me davam no consultório, como
uma espécie de prendas, pelas muitas injecções que tive que apa-
nhar quando estive doente .
Depois passei aos selos, que ia juntando e que me eram dados pe-
los familiares dos emigrantes que tinham partido, sobretudo pa-
ra a América, USA e América Latina .
Aprendi a tirar o papel, a arrumá-los nas carteirinhas, que eu
próprio construía .
Depois fui comprando os pacotes com selos surtidos, e por vezes
eram outros coleccionadores que me davam selos repetidos .
Depois, pela vida fora, fui coleccionando coisas, cromos, berlindes,
de tudo um pouco .
Foi então, muitos anos mais tardes, em que vivi os dias mais trá-
gicos da minha vida, e em que me fui abaixo, quase não conseguia
sair à rua, andava 5 a 10 minutos, e ficava cansado, que comecei a
andar e a distrair-me com as coisas que encontrava e levava para
casa, gerando grandes problemas de choque de interesses com fa-
mília .
E retomei a velha ideia do
Museu das Coisas .
Não conseguem imaginar o que eu juntei nestes últimos seis ou sete
anos que tenho andado na recolha e separaçãoda tralha mais variada .
À medida que levava para casa, quase todos os dias ia separando as
coisas em garrafões, disponíveis todas as segundas e quartas feiras
nos recipientes de recolha dos plásticos .
Levei todo este tempo a fazer a minha colecção de lixo, na esperança
de apresentar uma instalação de cerca de 250 garrafões,
mas os artistas são uns
incompreendidos,
e a coisa não vingou .
Agora, mais de metade já foi à vida ,
e vou inventar outra coisa qualquer .
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O ENTULHO .
Quando Deus estava a distribuir os povos pelos
diferentes países, o lugar de Portugal ainda estava
em aberto .
Muita gente fazia queixas ao Senhor, com receio
que lhes calhasse um pais amaldiçoado, pois o mundo
estava cheio de perigos e desgraças, e o nosso País,
à beira mal plantado, cheio de belezas mil, ainda não
ter sido contemplado .
O criador, com um sorrisozinho maroto
ao canto do olho, e na sua infinita sabe-
doria, acabou por se pronunciar :
Estejam calmos, não se afrontem, que já vão ver que
tralha de gente eu lá vou espalhar .
E foi assim, dizem os livros sagrados, que o nosso
País foi povoado .
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diferentes países, o lugar de Portugal ainda estava
em aberto .
Muita gente fazia queixas ao Senhor, com receio
que lhes calhasse um pais amaldiçoado, pois o mundo
estava cheio de perigos e desgraças, e o nosso País,
à beira mal plantado, cheio de belezas mil, ainda não
ter sido contemplado .
O criador, com um sorrisozinho maroto
ao canto do olho, e na sua infinita sabe-
doria, acabou por se pronunciar :
Estejam calmos, não se afrontem, que já vão ver que
tralha de gente eu lá vou espalhar .
E foi assim, dizem os livros sagrados, que o nosso
País foi povoado .
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quinta-feira, 6 de julho de 2017
Costa morto em combate .
O Costa vai dar à costa .
O Costa não sabe nadar ...
O Costa não sabe nadar ...
Anda a boiar .
Que razões tão poderosas terão levado o Primeiro Ministro
a desertar a meio dos combates com que se viu confrontado
durante estas duas semanas, que viram o País sucumbir a
dois desastres de imensa gravidade, como nunca aconteceu
neste Portugal dos pequeninos, calamidades que há gerações
não nos aconteciam ...
Porque abandonou o barco, no meio da tormenta, quando de-
veria ser ele a estar ao leme de um navio a desmantelar-se jun-
to ao rochedos .?!...
O Costa tem falta de material, de mau comportamento, de cas-
tigo e de falta de vergonha ...
Ai, Costa, Costa ...
.
O Costa não sabe nadar ...
O Costa não sabe nadar ...
Anda a boiar .
Que razões tão poderosas terão levado o Primeiro Ministro
a desertar a meio dos combates com que se viu confrontado
durante estas duas semanas, que viram o País sucumbir a
dois desastres de imensa gravidade, como nunca aconteceu
neste Portugal dos pequeninos, calamidades que há gerações
não nos aconteciam ...
Porque abandonou o barco, no meio da tormenta, quando de-
veria ser ele a estar ao leme de um navio a desmantelar-se jun-
to ao rochedos .?!...
O Costa tem falta de material, de mau comportamento, de cas-
tigo e de falta de vergonha ...
Ai, Costa, Costa ...
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UM FILME DE TERROR .
Às vezes chego a pensar que vivo dentro de um filme de terror .
Até parece que houve um assassino em série que escreveu o ro-
teiro, fez o casting, escolheu as personagens, descreveu a acção,
pensou a abertura e o fecho da fita .
Tudo me parece tão irreal, que só pode ter acontecido no tal fil-
ma, tantas e tão horríveis são as cenas de terror, de suspence, de
violência e de sadismo, de dôr, sofrimento e de morte, com episó-
dios, aqui e ali, marcados com com pinceladas surrealistas, em
que as figuras centrais se comportam como meras baratas tontas,
num desfilar macabro, repetido até à exaustão, para manter as
pessoas agarradas ao execrável espectáculo que parece não ter
fim .
Os mortos e também os vivos, deveriam merecer um mínimo de
respeito e contenção .
A quem pode interessar
a exploração gratuita desta tragédia ?!.
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Até parece que houve um assassino em série que escreveu o ro-
teiro, fez o casting, escolheu as personagens, descreveu a acção,
pensou a abertura e o fecho da fita .
Tudo me parece tão irreal, que só pode ter acontecido no tal fil-
ma, tantas e tão horríveis são as cenas de terror, de suspence, de
violência e de sadismo, de dôr, sofrimento e de morte, com episó-
dios, aqui e ali, marcados com com pinceladas surrealistas, em
que as figuras centrais se comportam como meras baratas tontas,
num desfilar macabro, repetido até à exaustão, para manter as
pessoas agarradas ao execrável espectáculo que parece não ter
fim .
Os mortos e também os vivos, deveriam merecer um mínimo de
respeito e contenção .
A quem pode interessar
a exploração gratuita desta tragédia ?!.
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O MUSEU PITT RIVERS (OXFORD) .
O MUSEU DAS COISAS .
Foi no princípio dos anos 80, durante a nossa estadia em Oxford,
com a minha mulher a preparar o Doutoramento, e eu e o Pedro,
a gozar férias, na terra onde a relva se ouvia a crescer, que tomei
conhecimento do Museu Pitt Rivers .
Legada a um inglês, Pitt Rivers, um coleccionador de peças de an-
tropologia e arqueologia, viria a sua colecção a constituir um dos
Museus masi interessantes que viria a conhecer .
Instalado num edifício austero, no próprio campus universitário,
era lugar de passagem pelas nossa deambulações pela cidade .
Um dia entrámos e eu fiquei apaixonado pelo lugar .
À primeira vista, parecia um aglomerado de tralha, qual armazém de
ferro velho .
Mas ao olhar mais de perto, comecei a perceber, que aquelas coisa es-
tavam devidamente classificadas e seriadas, organizadas por vitrinas
e em cada uma delas se mostrava a evolução de um dado utensílio, ao
longo de várias épocas .
Já vira muitos museus, por exemplo aquele que continha as jóias da
Raínha da Inglaterra, na Torre de Londres, mas não constitui o mes-
mo impacto que o Museu das Coisas , para mim .
Recordo as vitrinas das tesouras, das caixinhas de rapé, e dos relógios,
entre tantas outras .
E, este Museu, acendeu alguns dos meus parcos neurónios, e fiquei de
contruir uma coisa destas, no meu País .
Tantas vezes tentei, tantos estratagemas arranjei, mas todos os meus
desejos foram chocando no desinteresse, na inveja e na ignorância des-
te povo estranho que habita a Lusitânia.
Levei mais de sete anos a juntar o lixo das ruas de Telheiras, e em sete
dias, já destruí mais de metade dos materiais, não arrumados em vitri-
nas de vidro, mas em meros garrafões de plástico .
É a vida ...
.
Foi no princípio dos anos 80, durante a nossa estadia em Oxford,
com a minha mulher a preparar o Doutoramento, e eu e o Pedro,
a gozar férias, na terra onde a relva se ouvia a crescer, que tomei
conhecimento do Museu Pitt Rivers .
Legada a um inglês, Pitt Rivers, um coleccionador de peças de an-
tropologia e arqueologia, viria a sua colecção a constituir um dos
Museus masi interessantes que viria a conhecer .
Instalado num edifício austero, no próprio campus universitário,
era lugar de passagem pelas nossa deambulações pela cidade .
Um dia entrámos e eu fiquei apaixonado pelo lugar .
À primeira vista, parecia um aglomerado de tralha, qual armazém de
ferro velho .
Mas ao olhar mais de perto, comecei a perceber, que aquelas coisa es-
tavam devidamente classificadas e seriadas, organizadas por vitrinas
e em cada uma delas se mostrava a evolução de um dado utensílio, ao
longo de várias épocas .
Já vira muitos museus, por exemplo aquele que continha as jóias da
Raínha da Inglaterra, na Torre de Londres, mas não constitui o mes-
mo impacto que o Museu das Coisas , para mim .
Recordo as vitrinas das tesouras, das caixinhas de rapé, e dos relógios,
entre tantas outras .
E, este Museu, acendeu alguns dos meus parcos neurónios, e fiquei de
contruir uma coisa destas, no meu País .
Tantas vezes tentei, tantos estratagemas arranjei, mas todos os meus
desejos foram chocando no desinteresse, na inveja e na ignorância des-
te povo estranho que habita a Lusitânia.
Levei mais de sete anos a juntar o lixo das ruas de Telheiras, e em sete
dias, já destruí mais de metade dos materiais, não arrumados em vitri-
nas de vidro, mas em meros garrafões de plástico .
É a vida ...
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terça-feira, 4 de julho de 2017
UMA IDEIA CARA .
Não é fácil desistir , ou deixar um trabalho
a meio, mas por vezes lá tem que ser .
Posso ser vencido pelo cansaço, ou pela desilusão .
Ou por bater tantas vezes, às cegas, com a cabeça nas paredes, como a
mosca varejeira , que não se apercebe que existe um vidro a tapar o seu
caminho .
Mas nunca, pela falta de determinação .
Mas, às vezes, pode acontecer .
Vem isto a propósito de querer apresentar uma instalação , com base em
resíduos recolhidos no meu Bairro- Telheiras City, armazenados em garr-
afões de plástico .
A história vem de muito longe, e a ideia tem quase 50 anos .
Parece mentira, mas é completamente verdade .
.
a meio, mas por vezes lá tem que ser .
Posso ser vencido pelo cansaço, ou pela desilusão .
Ou por bater tantas vezes, às cegas, com a cabeça nas paredes, como a
mosca varejeira , que não se apercebe que existe um vidro a tapar o seu
caminho .
Mas nunca, pela falta de determinação .
Mas, às vezes, pode acontecer .
Vem isto a propósito de querer apresentar uma instalação , com base em
resíduos recolhidos no meu Bairro- Telheiras City, armazenados em garr-
afões de plástico .
A história vem de muito longe, e a ideia tem quase 50 anos .
Parece mentira, mas é completamente verdade .
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segunda-feira, 3 de julho de 2017
A ARTE PELA ARTE .
Perguntava-ma o meu amigo Luís Alves, um apreciador dos
meus bonecos :
" Então, quando é que expões os teus trabalhos ?. "
Respondi-lhe desta maneira :
A coisa está difícil .
Não sou maricas, nem comunista,
não sou maçónico, nem membro da Opus Dei,
como queres que eu consiga expôr, o que quer que seja ...
Retorquiu o meu amigo :
"Tu lá sabes,
mas numa dessas categorias, tens que alinhar ."
Parece anedota, mas não .
Quando eu andava a esmolar uma exposiçãozinha, por amor de Deus,
invariavelmente, me respondiam que o espaço já estava ocupado com-
muita antecedência .
Deste modo só teria uma vaga, se alguém resolvesse morrer .
Há muito que passei a desenhar e a escrever para a gaveta .
Como o Pedro gostava dos desenhos
que eu fazia ...
Era a primeira, e muitas vezes a única, pessoa a quem eu os mostra-
va .
Às vezes tinha uma opinião muito crítica, mas no geral, apreciava o que
eu fazia .
É isso que me importa .
A sua opinião, e o julgamento do tempo .
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meus bonecos :
" Então, quando é que expões os teus trabalhos ?. "
Respondi-lhe desta maneira :
A coisa está difícil .
Não sou maricas, nem comunista,
não sou maçónico, nem membro da Opus Dei,
como queres que eu consiga expôr, o que quer que seja ...
Retorquiu o meu amigo :
"Tu lá sabes,
mas numa dessas categorias, tens que alinhar ."
Parece anedota, mas não .
Quando eu andava a esmolar uma exposiçãozinha, por amor de Deus,
invariavelmente, me respondiam que o espaço já estava ocupado com-
muita antecedência .
Deste modo só teria uma vaga, se alguém resolvesse morrer .
Há muito que passei a desenhar e a escrever para a gaveta .
Como o Pedro gostava dos desenhos
que eu fazia ...
Era a primeira, e muitas vezes a única, pessoa a quem eu os mostra-
va .
Às vezes tinha uma opinião muito crítica, mas no geral, apreciava o que
eu fazia .
É isso que me importa .
A sua opinião, e o julgamento do tempo .
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SONHOS AMARROTADOS .
Já dizia o José Cardoso Pires :
"Não interessam os projectos que fazemos,
mas aqueles que conseguimos concretizar ".
Mais um sonho desfeito, mais um projecto por executar .
As pessoas não podem viver sem sonhos, mesmo que não sejam reali-
sáveis, senão não seriam sonhos .
Outros estão ao nosso alcance,
mas, o tempo vai passando, e por esta ou aquela razão, ficam pelo ca-
minho .
Desistimos .
Ás vezes perdemos o desejo, outras vezes deparamos com dificulda-
des com que não esperávamos, outras ainda é que o sonho perdeu in-
teresse ou oportunidade .
Outros ainda, foram alcançados por pessoas, que sonhavam o mesmo,
e chegaram lá primeiro .
Por preguiça, nunca .
Por desleixo, talvez .
Não deixes para amanhã, o que podes fazer hoje,
dizem uns .
Mas o trabalho não azeda, dizem outros .
Sou um lutador infatigável,
mas às vezes começo a desanimar, quando me deparo com ondas alterosas
que quase me alcançam e me podem destruir .
O Mar é tão imprevisível,
por vezes tão traiçoeiro .
Já me tem acontecido, percorrer um longo caminho, cheio de perigos e
dificuldades, e , já à vista de terra, acabo por morrer na praia .
O espírito aguenta muito, maia do que aquilo que julgamos,
mas o corpo, esse vai dando sinais evidentes de cansaço .
E o sonho vai sendo, a pouco e pouca, amarrotado .
Não conseguimos alisar o nosso papel nesta vida .
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"Não interessam os projectos que fazemos,
mas aqueles que conseguimos concretizar ".
Mais um sonho desfeito, mais um projecto por executar .
As pessoas não podem viver sem sonhos, mesmo que não sejam reali-
sáveis, senão não seriam sonhos .
Outros estão ao nosso alcance,
mas, o tempo vai passando, e por esta ou aquela razão, ficam pelo ca-
minho .
Desistimos .
Ás vezes perdemos o desejo, outras vezes deparamos com dificulda-
des com que não esperávamos, outras ainda é que o sonho perdeu in-
teresse ou oportunidade .
Outros ainda, foram alcançados por pessoas, que sonhavam o mesmo,
e chegaram lá primeiro .
Por preguiça, nunca .
Por desleixo, talvez .
Não deixes para amanhã, o que podes fazer hoje,
dizem uns .
Mas o trabalho não azeda, dizem outros .
Sou um lutador infatigável,
mas às vezes começo a desanimar, quando me deparo com ondas alterosas
que quase me alcançam e me podem destruir .
O Mar é tão imprevisível,
por vezes tão traiçoeiro .
Já me tem acontecido, percorrer um longo caminho, cheio de perigos e
dificuldades, e , já à vista de terra, acabo por morrer na praia .
O espírito aguenta muito, maia do que aquilo que julgamos,
mas o corpo, esse vai dando sinais evidentes de cansaço .
E o sonho vai sendo, a pouco e pouca, amarrotado .
Não conseguimos alisar o nosso papel nesta vida .
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domingo, 2 de julho de 2017
A FÉ MOVE MONTANHAS .
At Pentendam Pluvium .
Antigamente( penso que ainda hoje), em tempos de seca
extrema, a Igreja e outras autoridades mandavam realizar
missas a pedir que chovesse, como os índios e outros povos
fariam, o que às acontecia com toda a naturalidade .
A Fé sempre foi o caminho mais fácil para a realização das
coisas impossíveis .
Hoje em dia, recorre-se a métodos mais sofisticados, por
exemplo, contrata-se um bruxo de reconhecida competência .
Não acreditam em bruxos, dizem uns, mas que eles existem,
é uma realidade .
Camuflados no meio da sociedade civil, muitas vezes são cha-
mados para a consumação de tarefas complicadas , embora
muitos mantenham reserva, quando não severo anonimato .
Há até quem consiga prever suicídios, quando menos se espe-
ra . São uns bruxos especializados .
Nos nossos dias, já não é muito vulgar, matar galinhas e outra
bicharada, para obter bons resultados, numa bruxaria à ma-
neira .
Cada vez se recorre, cada vez mais, à numerologia e à informá-
tica, tecnologias mais limpas e recorrentes, e de que são conhe-
cidos os bons esultados por elas conseguidos .
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Antigamente( penso que ainda hoje), em tempos de seca
extrema, a Igreja e outras autoridades mandavam realizar
missas a pedir que chovesse, como os índios e outros povos
fariam, o que às acontecia com toda a naturalidade .
A Fé sempre foi o caminho mais fácil para a realização das
coisas impossíveis .
Hoje em dia, recorre-se a métodos mais sofisticados, por
exemplo, contrata-se um bruxo de reconhecida competência .
Não acreditam em bruxos, dizem uns, mas que eles existem,
é uma realidade .
Camuflados no meio da sociedade civil, muitas vezes são cha-
mados para a consumação de tarefas complicadas , embora
muitos mantenham reserva, quando não severo anonimato .
Há até quem consiga prever suicídios, quando menos se espe-
ra . São uns bruxos especializados .
Nos nossos dias, já não é muito vulgar, matar galinhas e outra
bicharada, para obter bons resultados, numa bruxaria à ma-
neira .
Cada vez se recorre, cada vez mais, à numerologia e à informá-
tica, tecnologias mais limpas e recorrentes, e de que são conhe-
cidos os bons esultados por elas conseguidos .
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A TROPA FANDANGA .
O GENERAL vai completamente nú .
Começou a redução da despesa pública do Estado .
Para que servem, afinal,
as Forças Armadas ?
Desculpem fazer a pergunta .
Mas já estamos em paz, há tantos anos, e não se vislumbra
qualquer ameaça ao nosso território, para quê então manter
um dispositivo, que afinal, se comprovou não servir para na-
da .
Por que não acabar com ele de vez .
É que o dinherinho sai do meu bolso .
Ajudem a diminuir os encargos com o erário público .
Vamos nessa .
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Começou a redução da despesa pública do Estado .
Para que servem, afinal,
as Forças Armadas ?
Desculpem fazer a pergunta .
Mas já estamos em paz, há tantos anos, e não se vislumbra
qualquer ameaça ao nosso território, para quê então manter
um dispositivo, que afinal, se comprovou não servir para na-
da .
Por que não acabar com ele de vez .
É que o dinherinho sai do meu bolso .
Ajudem a diminuir os encargos com o erário público .
Vamos nessa .
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sábado, 1 de julho de 2017
País de Opereta .
Em casa de ferreiro, espeto de pau .
Temos que nos reduzir à nossa insignificãncia .
Portugal é um País mesmo muito pequenino, não pela sua
pequenez, mas pela imagem que por vezes transmite, em pe-
quenos detalhes, de uma miserabilidade congénita .
Vamos a todas as guerras e guerrinhas de alecrim e mangero-
na, cujo contributo chega a raiar o ridículo e o a parvoíce,
em todos os continentes, a mando não se sabe de quem, nem por-
quê .
Mania das grandezas, ou parva fossanguice .
Passamos o tempo a brincar aos soldadinhos de chumbo, faná-
ticos coronéis na reserva, de monóculo e pingalim em riste, e
não conseguimos guardar as nossas armas e munições, armaze-
nadas, em paióis completamente desguarnecidos, à mercê de
quem quiser servir-se, como se de um supermercado se tratasse .
Até pode ser uma brincadeira (vão brincar com a pilinha do ma-
caco), ou uma pequena vingança de camaradas encornados .
Mas pode tratar-se de uma questão perigosa, e pôr em perigo as
nossas vidas e bens .
É uma República das Bananas
ou um País, sem rei, nem roque
e a fazer de conta ?!.
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Temos que nos reduzir à nossa insignificãncia .
Portugal é um País mesmo muito pequenino, não pela sua
pequenez, mas pela imagem que por vezes transmite, em pe-
quenos detalhes, de uma miserabilidade congénita .
Vamos a todas as guerras e guerrinhas de alecrim e mangero-
na, cujo contributo chega a raiar o ridículo e o a parvoíce,
em todos os continentes, a mando não se sabe de quem, nem por-
quê .
Mania das grandezas, ou parva fossanguice .
Passamos o tempo a brincar aos soldadinhos de chumbo, faná-
ticos coronéis na reserva, de monóculo e pingalim em riste, e
não conseguimos guardar as nossas armas e munições, armaze-
nadas, em paióis completamente desguarnecidos, à mercê de
quem quiser servir-se, como se de um supermercado se tratasse .
Até pode ser uma brincadeira (vão brincar com a pilinha do ma-
caco), ou uma pequena vingança de camaradas encornados .
Mas pode tratar-se de uma questão perigosa, e pôr em perigo as
nossas vidas e bens .
É uma República das Bananas
ou um País, sem rei, nem roque
e a fazer de conta ?!.
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COMO O TEMPO PASSA .
Ontem, cruzei-me na rua com um grande amigo do meu filho .
Tinha acabado de fazer um raid de moto, atravessando o País.
Não fazia a mínima ideia que ele fosse um motoqueiro furioso,
a 200 à hora .
"É andar enquanto ainda posso .
Já vou fazer 50 anos " .
Foi aí que eu caí em mim .
O Pedro, se fosse vivo, faria 46 anos .
Dei comigo a fazer contas à vida .
Como foi possível, que o tempo tenha escorrido desta maneira ...
Ainda ontem, eram uns meninos que brincavam à bola, a fugir da po-
lícia, no largo fronteiro da esquadra, vestidos à maneira, equipamento
completo, uns de vermelho, outros de verde .
(Antigamente, no tempo da outra senhora, era proíbido pronunciar a
palavra vermelho, era encarnado e mais nada . Onde chegava e chega
a estupidez humana ).
Jogava-se à bola e nos intervalos, trocavam-se os cromos .
Se houvesse tempo, discutiam-se as principais incidências do jogo, do
jogo real, e dos jogos que tinha visto pela televisão .
O Pedro era sempre o Nené, com a camisola 10 .
Já vinha equipado de casa .
Ou melhor, nos dias de bola, andava sempre equipado .
Por essa altura, fomos passar um mês a Oxford,
onde, a Mãe estava a fazer o Doutoramento, saímos de casa para os cam-
pos relvados por todo lado, o Pedro levava o equipamento da selecção na-
cional e a respectiva bola oficial .
Treinavamos até ao almoço .
Depois íamos almoçar os três, ao King and Arms, onde a comida era be-
ra e pouca .
Matavamos a tarde, a ver televisão, a ler e a jogar no computador .
Foram uns dias, para mais tarde recordar .
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Tinha acabado de fazer um raid de moto, atravessando o País.
Não fazia a mínima ideia que ele fosse um motoqueiro furioso,
a 200 à hora .
"É andar enquanto ainda posso .
Já vou fazer 50 anos " .
Foi aí que eu caí em mim .
O Pedro, se fosse vivo, faria 46 anos .
Dei comigo a fazer contas à vida .
Como foi possível, que o tempo tenha escorrido desta maneira ...
Ainda ontem, eram uns meninos que brincavam à bola, a fugir da po-
lícia, no largo fronteiro da esquadra, vestidos à maneira, equipamento
completo, uns de vermelho, outros de verde .
(Antigamente, no tempo da outra senhora, era proíbido pronunciar a
palavra vermelho, era encarnado e mais nada . Onde chegava e chega
a estupidez humana ).
Jogava-se à bola e nos intervalos, trocavam-se os cromos .
Se houvesse tempo, discutiam-se as principais incidências do jogo, do
jogo real, e dos jogos que tinha visto pela televisão .
O Pedro era sempre o Nené, com a camisola 10 .
Já vinha equipado de casa .
Ou melhor, nos dias de bola, andava sempre equipado .
Por essa altura, fomos passar um mês a Oxford,
onde, a Mãe estava a fazer o Doutoramento, saímos de casa para os cam-
pos relvados por todo lado, o Pedro levava o equipamento da selecção na-
cional e a respectiva bola oficial .
Treinavamos até ao almoço .
Depois íamos almoçar os três, ao King and Arms, onde a comida era be-
ra e pouca .
Matavamos a tarde, a ver televisão, a ler e a jogar no computador .
Foram uns dias, para mais tarde recordar .
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