O Professor Ramos,
o meu primeiro treinador de futebol .
Felizmente que havia a Escola, que nos ocupava uma boa
parte do dia .
O Prof. Ramos não era flor que se cheirasse .
Nunca o vi mostrar os dentes . Corria tudo à pancada .Tinha
vários instrumentos que usava para manter a ordem e o me-
do, que usava abundantemente . O filho mais novo, burro de
todo, era o mais sacrificado . Apanhava règuadas, levava com
o ponteiro e era corrido à bofetada .
Tudo isto, até ao intervalo .
Na 2ª. parte da aula, o professor transfigurava-se por imenso,
e ficava completamente diferente .
Era marado pelo futebol .
E a pancadaria tinha deixado de doer .
Preparavam as equipas, em que o nosso Professor escolhia al-
guns do seu agrado para a sua equipa, e eu, e mais dois ou três
que jogavam bem, eram os adversários .
E aquilo jogava-se forte e feio, rasgadinho, rasgadinho, como de
diz lá para o Norte .
O jogo não tinha duração marcada . Acabava quando o Profes-
sor entendia, mas desde que estivesse a ganhar .
Por isso, todos nós deixávamos coiro e cabelo espalhados pelo Es-
tádio improvisado, e batíamos-nos com grande valentia, quantas
das vezes, com as canelas e os joelhos maltratados, e depois tínha-
mos que passar pela revisão dos sapatos ou das botas cardadas, lá
em casa .
As tareias tinham sido completamente esquecidas, as dores já ha-
viam desaparecido .
Era a hora de esperar impacientemente pelo almoço, pois que já
todos sentíamos um buraco no estômago .
Amanhã era outro dia ...
.
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
domingo, 12 de novembro de 2017
O mundo paralelo .
Onde é que eu já ouvi falar do Qatar?.
E do Daguestão ?.
E do Sudão do Sul ?.
E do Curdistão ?.
E da República Cento Africana ?.
E da Faixa de Gaza?.
E da Líbia ?.
E do Afeganistão ?.
E do Iémen ?.
Grande confusão paira na minha cabeça ...
É o milagre da política externa dos Estados Unidos .
E da União Europeia .
Felizmente que a nós, mandam-nos para onde ou outros nos
quiserem, e para fazerem o que os outros exigirem .
O Trump parece um elefante numa loja de porcelana chinesa .
Ou um caixeiro viajante, vendendo preservativos e ogivas nu-
cleares, pastilhas elásticas e mísseis .
Muito bom para o negócio .
Uma bomba relógio ambulante .
Não será o Presidente dos USA, uma nova emanação do Mal,
que tem vindo a fazer vários pactos com o diabo ...
.
E do Daguestão ?.
E do Sudão do Sul ?.
E do Curdistão ?.
E da República Cento Africana ?.
E da Faixa de Gaza?.
E da Líbia ?.
E do Afeganistão ?.
E do Iémen ?.
Grande confusão paira na minha cabeça ...
É o milagre da política externa dos Estados Unidos .
E da União Europeia .
Felizmente que a nós, mandam-nos para onde ou outros nos
quiserem, e para fazerem o que os outros exigirem .
O Trump parece um elefante numa loja de porcelana chinesa .
Ou um caixeiro viajante, vendendo preservativos e ogivas nu-
cleares, pastilhas elásticas e mísseis .
Muito bom para o negócio .
Uma bomba relógio ambulante .
Não será o Presidente dos USA, uma nova emanação do Mal,
que tem vindo a fazer vários pactos com o diabo ...
.
PAI NOSSO
Pai nosso
Que estás no Céu
Santificado seja o Vosso nome
Seja feita a Vossa vontade
Assim na Terra como no Céu
Perdoai as nossas ofensas
A quem vos ofendeu
Perdoareis os vossas
A quem nos prejudicou
O pão nosso de cada dia
nos dai hoje
E não nos deixai cair na tentação
Que estás no Céu
Santificado seja o Vosso nome
Seja feita a Vossa vontade
Assim na Terra como no Céu
Perdoai as nossas ofensas
A quem vos ofendeu
Perdoareis os vossas
A quem nos prejudicou
O pão nosso de cada dia
nos dai hoje
E não nos deixai cair na tentação
A WEB SUMMIT .
Até a Santa Engrácia
se levantou da tumba .
Quem terá sido a cavalgadura que pôs à disposição o
Panteão Nacional, para a realização de eventos sociais,
como foi o caso do jantar/ festa/homenagem, realizado
por ocasião da Web Summit ?!..., evento deveras maca-
bro e de tão mau gosto .
Casa arrombada, trancas à porta .
Tarde e a más horas, Costa e Marcelo, vieram proibir a
utilização do Nobre Recinto, para merendas, ceatas, ou
qualquer outro tipo de eventos, de modo a preservar a di-
gnidade do Monumento .
Valha-me Santa Engrácia,
a Padroeira das obras inacabadas .
.
se levantou da tumba .
Quem terá sido a cavalgadura que pôs à disposição o
Panteão Nacional, para a realização de eventos sociais,
como foi o caso do jantar/ festa/homenagem, realizado
por ocasião da Web Summit ?!..., evento deveras maca-
bro e de tão mau gosto .
Casa arrombada, trancas à porta .
Tarde e a más horas, Costa e Marcelo, vieram proibir a
utilização do Nobre Recinto, para merendas, ceatas, ou
qualquer outro tipo de eventos, de modo a preservar a di-
gnidade do Monumento .
Valha-me Santa Engrácia,
a Padroeira das obras inacabadas .
.
Uma desgraça de País .
O PASSO MAIOR QUE A PERNA .
Já fomos os maiores do hoquei em patins,
agora somos os maiores do futebol na Europa .
Somos bons em muita coisa .
Conseguimos feitos formidáveis em tanta assuntos .
Bons na arte e na cultura .
Na moda e no calçado .
No palato e no tempero .
Nos fatos de cortiça .
No preparo dos acepipes .
Somos o máximo em tantas coisas .
Ele é aplicações informáticas, na medicina vamos à frente, na
investigação científica damos cartas em tantos domínios, vêm
cientistas de todo o Mundo( e não é só o clima, nem o vinho,
nem a paparoca, nem a fuga aos impostos, nem a brandura
dos costumes ), que nos trás cá e para cá .
Somos bons em muita coisa .
Temos a fama e o proveito .
Mas porque razão, somos tão imaturos noutras áreas, tão desor-
ganizados, tão trapalhões, tão pouco determinados, tão egoístas,
tão invejosos, tão dependentes do modismo estrangeiro, quando
os nossos recursos, a nossa inventiva, a nossa imaginação estão
mesmo aqui à mão, e temos que ir para fora, para longe, para
acrescentarmos valor e riqueza àquilo que nos pertence .
Que sempre foi nosso .
Claro que as coisas mais simples, são muitas vezes as mais difíceis
de conseguir .
Por amor de Deus,
não deitemos fogo a Portugal ...
.
Já fomos os maiores do hoquei em patins,
agora somos os maiores do futebol na Europa .
Somos bons em muita coisa .
Conseguimos feitos formidáveis em tanta assuntos .
Bons na arte e na cultura .
Na moda e no calçado .
No palato e no tempero .
Nos fatos de cortiça .
No preparo dos acepipes .
Somos o máximo em tantas coisas .
Ele é aplicações informáticas, na medicina vamos à frente, na
investigação científica damos cartas em tantos domínios, vêm
cientistas de todo o Mundo( e não é só o clima, nem o vinho,
nem a paparoca, nem a fuga aos impostos, nem a brandura
dos costumes ), que nos trás cá e para cá .
Somos bons em muita coisa .
Temos a fama e o proveito .
Mas porque razão, somos tão imaturos noutras áreas, tão desor-
ganizados, tão trapalhões, tão pouco determinados, tão egoístas,
tão invejosos, tão dependentes do modismo estrangeiro, quando
os nossos recursos, a nossa inventiva, a nossa imaginação estão
mesmo aqui à mão, e temos que ir para fora, para longe, para
acrescentarmos valor e riqueza àquilo que nos pertence .
Que sempre foi nosso .
Claro que as coisas mais simples, são muitas vezes as mais difíceis
de conseguir .
Por amor de Deus,
não deitemos fogo a Portugal ...
.
sábado, 11 de novembro de 2017
AS CARTAS DE AMOR .
.
"Todas as cartas de amor são ridículas,
por isso é que são cartas de amor ".
Cada vez mais me custa a escrever, seja o que for .
Dia após dia, me começo a confrontar com o papel em branco,
ou melhor, com o écran apagado .
Já me cansam as palavras,
já pouco me dizem .
Por isso vou ficando cada vez mais calado, pois deste modo fico
menos exposto à contradita, à crítica, ao paleio oco, à necessidade
de me confrontarem, sempre que abro a boca .
A minha vida foi-se complicando mais e mais, quando emito uma
opinião, por mais singela, que seja sobre bola, sobre política, ou
sobre outro assunto qualquer .
Tenho medo das palavras, mas abomino ainda mais, o silêncio .
"Todas as cartas de amor são ridículas,
por isso é que são cartas de amor ".
Cada vez mais me custa a escrever, seja o que for .
Dia após dia, me começo a confrontar com o papel em branco,
ou melhor, com o écran apagado .
Já me cansam as palavras,
já pouco me dizem .
Por isso vou ficando cada vez mais calado, pois deste modo fico
menos exposto à contradita, à crítica, ao paleio oco, à necessidade
de me confrontarem, sempre que abro a boca .
A minha vida foi-se complicando mais e mais, quando emito uma
opinião, por mais singela, que seja sobre bola, sobre política, ou
sobre outro assunto qualquer .
Tenho medo das palavras, mas abomino ainda mais, o silêncio .
Triste dilema que me assola .
Mais triste ainda, se este cenário se apresenta no domínio dos ami-
gos, dos falsos amigos, ou dos que que se fazem passar por meus
amigos .
As cartas de amor não têm que ser ridículas, ou destituídas de sen-
tido, antes devem ser objecto de forte afecto, de sentimento e de ca-
rinho para quem nos ama .
Caso contrário,
é porque que a fonte do amor secou .
.
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
Um País virado do avesso .
" Não perguntes
o que que o teu País pode fazer por ti,
mas sim aquilo que tu podes fazer
pelo teu País ".
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades para os outros
tanta força por pouco dinheiro
vi-te a trabalhar o dia inteiro
Que força é essa que força é essa amigo
que trazes contigo
que te põe de bem com os outros
e de mal contigo .
Quando comecei a trabalhar como Engenheiro, na Direcção
dos Combustíveis, mais tarde, D.G. da Energia, o Director
Geral à época, Moura Vicente, uma das primeiras coisas que
fazia, era enviar os Técnicos Superiores estagiar no estrangei-
no, dentro da área que lhe estava destinada, durante o tempo-
necessário para obter uma boa formação profissional compa-
tível .
Esse tempo e essa experiência eram depois creditados para
constituir uma reserva de gente especializada, para suprir
as dificuldades e as tarefas tão necessárias ao serviço do País .
Nessa altura,
um engenheiro, era mesmo um engenhei-
ro,
tão bom ou melhor que o pessoal das empresas privadas .
Aliás, à semelhança do que acontecia dos diferentes países estran-
geiros .
Uma vez, em França, num certo Departamento do Estado, ouvi
alguém sussurrar entre dentes na minha presença :
"Faites attention, qu/il est la, le type de
l/Administration Portugaise".
No Reino Unido, tinham fama e proveito, os chamados
Civil Servants
uma profissão prestigiada e respeitada, entre as demais .
Andámos de cavalo para burro,
e temos hoje em dia, ao serviço do Estado, uma legião de burocra-
tas e
yes mans,
obscuros e sem qualquer reconhecimento .
Foram correndo, paulativamente com toda a gente que não se ver-
gonhava de assumir as suas responsabilidades, substituída por pes-
soal dos grupos de estudo, gabinetes técnicos assessores privados,
que se destinava a fazer o serviço mais à maneira, sugando dupla-
mente o erário público .
público .
Tinha nascido o mito do País
prestador de serviços .
que, dizia-se, viria a ser o futuro de Portugal .
.
o que que o teu País pode fazer por ti,
mas sim aquilo que tu podes fazer
pelo teu País ".
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades para os outros
tanta força por pouco dinheiro
vi-te a trabalhar o dia inteiro
Que força é essa que força é essa amigo
que trazes contigo
que te põe de bem com os outros
e de mal contigo .
Quando comecei a trabalhar como Engenheiro, na Direcção
dos Combustíveis, mais tarde, D.G. da Energia, o Director
Geral à época, Moura Vicente, uma das primeiras coisas que
fazia, era enviar os Técnicos Superiores estagiar no estrangei-
no, dentro da área que lhe estava destinada, durante o tempo-
necessário para obter uma boa formação profissional compa-
tível .
Esse tempo e essa experiência eram depois creditados para
constituir uma reserva de gente especializada, para suprir
as dificuldades e as tarefas tão necessárias ao serviço do País .
Nessa altura,
um engenheiro, era mesmo um engenhei-
ro,
tão bom ou melhor que o pessoal das empresas privadas .
Aliás, à semelhança do que acontecia dos diferentes países estran-
geiros .
Uma vez, em França, num certo Departamento do Estado, ouvi
alguém sussurrar entre dentes na minha presença :
"Faites attention, qu/il est la, le type de
l/Administration Portugaise".
No Reino Unido, tinham fama e proveito, os chamados
Civil Servants
uma profissão prestigiada e respeitada, entre as demais .
Andámos de cavalo para burro,
e temos hoje em dia, ao serviço do Estado, uma legião de burocra-
tas e
yes mans,
obscuros e sem qualquer reconhecimento .
Foram correndo, paulativamente com toda a gente que não se ver-
gonhava de assumir as suas responsabilidades, substituída por pes-
soal dos grupos de estudo, gabinetes técnicos assessores privados,
que se destinava a fazer o serviço mais à maneira, sugando dupla-
mente o erário público .
público .
Tinha nascido o mito do País
prestador de serviços .
que, dizia-se, viria a ser o futuro de Portugal .
.
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
O ORÇAMENTO DO ESTADO .
ESQUIZOFRENIA .
Caíram as primeiras chuvas e só então os fogos acabaram .
Já se pensa nas cheias, estão a chegar, mas é preciso primei-
ro limpar as sarjetas convenientemente .
Não sei se tal limpeza
está inscrita no OE .
Muitos dos nossos problemas têm a ver sobretudo com ques-
tões de disciplina e organização, muito mais do que com a na-
tureza e gravidade desses problemas .
Os fogos foram apagados com êxito .
Para o ano há mais .
Costa e o Governo que se ponham a pau,
que Marcelo está de guarda e vigia .
(Assumiu o papel de guarda florestal) .
Fica a dôr e o sofrimento, todos os anos renovados, a memória
dos que partiram, a raiva impotente dos que por cá ficaram e o
desleixo e a incúria de gente imprópria para consumo, que não
tem o mínimo respeito por quem trabalha a Terra, mesmo quan-
do ela não lhes pertence .
Portugal poderia ser um País formidável, mas sempre adiado à
espera não se sabe como, nem porquê ...
O que de bom tem,
são os trabalhadores - formiga,
que de há séculos, vêm teimosamente guardando a língua e os
costumes de milhões de portugueses, espalhados po todos os Con-
tinentes e por quase todos os países do Mundo .
.
domingo, 5 de novembro de 2017
O TPC do COSTA .
"Tens 7 meses para todos evitar
os fogos,
para o ano que vem.
e,
até ao fim da legislatura,
irradicar definitivamente os
incêndios florestais ."
.
os fogos,
para o ano que vem.
e,
até ao fim da legislatura,
irradicar definitivamente os
incêndios florestais ."
.
sábado, 4 de novembro de 2017
Os Fogos do Verão Quente de 2017 .
PORTUGAL JÁ ESTÁ A ARDER ...
Muito se tem dito e escrito sobre o problema dos fogos flo-
restais.
A maior parte das vezes, os protagonistas são velhos escribas
que pensam que eles é que sabem e que vão resolver os pro-
blemas, num estalar de dedos .
Ora perante um assunto de enorme importância e gravidade,
não há milagre que se possa fazer .
O Presidente Marcelo, ao tentar colocar
os ovos no mesmo cesto, arrisca-se a dar
um imenso trambolhão .
Não há inocentes nesta história, e a culpa é colectiva e tão pe-
sada, que nenhum comparsa aparece bem focado na fotogra-
fia do tempo .
Os ecologistas de pacotilha, calados há tanto tempo, apressa-
ram-se a jurar a pés juntos, que foi tudo culpa das alterações
climáticas e dos fenómenos extremos delas resultantes .
E pronto, está salva a honra do convento .
De todo o lado surgem as opiniões mais díspares e mais idio-
tas, toda a gente tem uma opinião e uma (a sua) teoria e expli-
cação .
Até o Presidente Marcelo tem a sua, uma autoridade na ma-
téria, que logo se apressou a expôr - a culpa foi do Governo e
pronto .
Casa em que não há pão, todos ralham
e ninguém tem razão .
Mas, o PR, na sua sapiência, aproveitou logo a ocasião para
cruxificar António Costa e o seu Governo .
Talvez que Marcelo, na ânsia de batotar o jogo, tenha cometi-
do o seu maior erro político ...
.
.
O COSTA .
São Pedro também renegou Cristo por 3 vezes,
foi Santo e trepou até ao posto mais alto da Igreja Católica .
Pobre Costa, que também tramou o António José Seguro por
três vezes e agora é Primeiro Ministro e amigo e aluno do PR .
Tudo farinha do mesmo saco .
Costa é um macaco velho, que ganhou e perdeu muitas batal-
has, num Partido Socialista completamente descaracterizado,
e reduzido a estilhaços .
O Partido de Soares é hoje uma sombra do que foi no passado,
onde impera o espírito de seita ou facção, formado por muita
gente séria e de grande valia, mas onde impera o oportunismo
e o calculismo .
De quando em quando, surgem umas aves raras que querem
subir aos céus, mas com asas de cera .
Costa, um político hábil, exímio negociador, com o dom da pala-
vra, conseguiu sobressair da ganga socialistas, onde imperam
o compadrio e a mediocridade .
Mas lá Subiu ao topo.
O seu grande mérito foi a invenção da geringonça, mérito repar-
tido em grande medida, pela habilidade táctica do PCP, obrigado
a engolir sapos, uns atrás de outros .
Fui dos primeiros a apoiar a ideia, apesar da opinião adversa de mui-
tos militantes agarrados ao passado, ainda chamuscados pelo terror
do papão bolchevista, que deu aso a guerrilhas ideológicas interminá-
veis, como nas guerras religiosas, onde se matava, só para tentar des-
cobrir o sexo dos anjos .
Nunca me revi nas ondas do Comunismo, embora reconheça que sem
a sua emergência, o mundo continuaria a viver nas trevas .
E mais do que uma vez, pois foi o País dos Sovietes que parou a barbá-
rie dos tempos modernos - o Nazismo .
A direita trauliteira encostada ao Presidente Marcelo, espreita uma no-
va oportunidade para se guindar, de novo, a um poder carunchoso, re-
trógado, neoliberal, bolorento, que sonha retomar os privilégios herda-
dos da boa vida do colonialismo .
Pobres coitados .
Marcelo que se cuide .
E ainda não cheguei aos fogos ...
.
foi Santo e trepou até ao posto mais alto da Igreja Católica .
Pobre Costa, que também tramou o António José Seguro por
três vezes e agora é Primeiro Ministro e amigo e aluno do PR .
Tudo farinha do mesmo saco .
Costa é um macaco velho, que ganhou e perdeu muitas batal-
has, num Partido Socialista completamente descaracterizado,
e reduzido a estilhaços .
O Partido de Soares é hoje uma sombra do que foi no passado,
onde impera o espírito de seita ou facção, formado por muita
gente séria e de grande valia, mas onde impera o oportunismo
e o calculismo .
De quando em quando, surgem umas aves raras que querem
subir aos céus, mas com asas de cera .
Costa, um político hábil, exímio negociador, com o dom da pala-
vra, conseguiu sobressair da ganga socialistas, onde imperam
o compadrio e a mediocridade .
Mas lá Subiu ao topo.
O seu grande mérito foi a invenção da geringonça, mérito repar-
tido em grande medida, pela habilidade táctica do PCP, obrigado
a engolir sapos, uns atrás de outros .
Fui dos primeiros a apoiar a ideia, apesar da opinião adversa de mui-
tos militantes agarrados ao passado, ainda chamuscados pelo terror
do papão bolchevista, que deu aso a guerrilhas ideológicas interminá-
veis, como nas guerras religiosas, onde se matava, só para tentar des-
cobrir o sexo dos anjos .
Nunca me revi nas ondas do Comunismo, embora reconheça que sem
a sua emergência, o mundo continuaria a viver nas trevas .
E mais do que uma vez, pois foi o País dos Sovietes que parou a barbá-
rie dos tempos modernos - o Nazismo .
A direita trauliteira encostada ao Presidente Marcelo, espreita uma no-
va oportunidade para se guindar, de novo, a um poder carunchoso, re-
trógado, neoliberal, bolorento, que sonha retomar os privilégios herda-
dos da boa vida do colonialismo .
Pobres coitados .
Marcelo que se cuide .
E ainda não cheguei aos fogos ...
.
Marcelo .
A paixão pela floresta .
E vão mais de dois anos de mandato
presidencial.
O Presidente não tem que saber tudo, nem pode
resolver tudo .
Mas deveria ter o mínimo conhecimento de que os
problemas que tratam do território, são fundamen
tais para a existência de Portugal como Nação sobe-
rana .
O PIB, a dívida, o crescimento, o défice e tantas ou-
tras miudezas económicas, são importantes, claro,
mas a defesa do nosso património material, histórico,
cultural e a nossa população e o nosso território é que
formatam estruturalmente Portugal .
O Primeiro Magistrado devia (ou deve) ser o primei-
ro a bulir com este tipo de problemáticas, tendo per-
dido tanto tempo em jogos florais .
Acresce que o PR deveria de estar rodeado de gente
capaz de poder acudir às questões fundamentais do
País .
Foi muito feio o que Marcelo fez durante a situação
de catástrofe ocorrida neste Verão, ao vir atribuir a
maior parte das culpas pelo acontecido, ao PM e ao
Governo .
Além de ser incorrecto e injusto, peca por falta de
sentido de Estado e quebra de solidariedade pessoal
e institucional .
Deveria ter coexistido em todo uma cooperação acti-
va e participada entre todos os Órgãos de Soberania,
(incluindo a oposição, que só veio atiçar mais o lume,
traiçoeiramente), dar tempo ao primeiro ataque ao
desastre, e apoio imediato à reconstrução e à indemi-
nização das vítimas, antes de partir estupidamente pa-
ra a caça ás bruxas .
A reacção do Governo foi desajustada, precipitada e
desconexa, mas dada a enormidade da calamidade, e
a complexidade dos acontecimentos
Marcelo teve um comportamento ina-
dequado, e errado,
para não utilizar outra adjectivação mais forte .
Foi parcial e desleal, parecendo mesmo querer exibir as
características de um homem ávido de poder, que deseja
mudar as regras a meio do jogo .
.
E vão mais de dois anos de mandato
presidencial.
O Presidente não tem que saber tudo, nem pode
resolver tudo .
Mas deveria ter o mínimo conhecimento de que os
problemas que tratam do território, são fundamen
tais para a existência de Portugal como Nação sobe-
rana .
O PIB, a dívida, o crescimento, o défice e tantas ou-
tras miudezas económicas, são importantes, claro,
mas a defesa do nosso património material, histórico,
cultural e a nossa população e o nosso território é que
formatam estruturalmente Portugal .
O Primeiro Magistrado devia (ou deve) ser o primei-
ro a bulir com este tipo de problemáticas, tendo per-
dido tanto tempo em jogos florais .
Acresce que o PR deveria de estar rodeado de gente
capaz de poder acudir às questões fundamentais do
País .
Foi muito feio o que Marcelo fez durante a situação
de catástrofe ocorrida neste Verão, ao vir atribuir a
maior parte das culpas pelo acontecido, ao PM e ao
Governo .
Além de ser incorrecto e injusto, peca por falta de
sentido de Estado e quebra de solidariedade pessoal
e institucional .
Deveria ter coexistido em todo uma cooperação acti-
va e participada entre todos os Órgãos de Soberania,
(incluindo a oposição, que só veio atiçar mais o lume,
traiçoeiramente), dar tempo ao primeiro ataque ao
desastre, e apoio imediato à reconstrução e à indemi-
nização das vítimas, antes de partir estupidamente pa-
ra a caça ás bruxas .
A reacção do Governo foi desajustada, precipitada e
desconexa, mas dada a enormidade da calamidade, e
a complexidade dos acontecimentos
Marcelo teve um comportamento ina-
dequado, e errado,
para não utilizar outra adjectivação mais forte .
Foi parcial e desleal, parecendo mesmo querer exibir as
características de um homem ávido de poder, que deseja
mudar as regras a meio do jogo .
.
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
O PRESIDENTE REI (cont.).
Caro Presidente Marcelo .
Voltemos então aos fogos,
que é o que está a dar .
Como é sabido e largamente propagandeado, o Senhor
(desculpe a familariedade) é reconhecidamente um ho-
mem do Norte, das Terras de Basto, que vive paredes
meias com a floresta e o meio rural, e um municipalis-
ta venerado .
Ora, trata-se de uma região pródiga em zonas de flores-
ta .
Estará pois familiarizado com as problemáticas dos fo-
gos florestais e das razões que poderão conduzir siste-
maticamente, todos os anos, ás desgraças que atingem
as pessoas de mais parcos rendimentos e mais fraca ca-
pacidade de luta e resistência a tão graves atribulações, -
designadamente no que respeita ao lento estertor das
comunidades campestres .
De onde surgiu agora o serôdio interesse (será uma pai-
xão doentia ?), pela tragédia que vem assolando o nosso
País, pelo menos desde que alcancei a idade da razão ?.
Não havia fogos lá na sua Terra?
Alguma vez andou a chamuscar-se a
lutar contra as chamas ?.
O Presidente vem agora verter grossas lágrimas de cro-
codilo, a toda as horas, a todos os dias, sobre o leite der-
ramado ?.
Quantas
Conversas em Família
dedicou ao tema, durante quase um década, espalhando
o seu palavreado, que ia sabiamente doseando por todas
as televisões por onde campeou ?.
Sabendo (ou desconhecendo ) a ingência de tão importante
problema na vida de milhões de portugueses,
porque não acudiu ao País atempada e firmemente, tentan-
do valer a sua magistratura de interferência, fazendo ouvir -
a sua respeitada voz, conhecendo-se o estado de emergência
que estávamos correndo, e que foi largamente dado a conhe-
cer dentro e fora de fronteiras .
Mas o seu tempo de antena foi sendo gasto a sedimentar a
sua previsível candidatura à batalha de conquista de um
lugar ao sol,
A Presidência da República .
.
Voltemos então aos fogos,
que é o que está a dar .
Como é sabido e largamente propagandeado, o Senhor
(desculpe a familariedade) é reconhecidamente um ho-
mem do Norte, das Terras de Basto, que vive paredes
meias com a floresta e o meio rural, e um municipalis-
ta venerado .
Ora, trata-se de uma região pródiga em zonas de flores-
ta .
Estará pois familiarizado com as problemáticas dos fo-
gos florestais e das razões que poderão conduzir siste-
maticamente, todos os anos, ás desgraças que atingem
as pessoas de mais parcos rendimentos e mais fraca ca-
pacidade de luta e resistência a tão graves atribulações, -
designadamente no que respeita ao lento estertor das
comunidades campestres .
De onde surgiu agora o serôdio interesse (será uma pai-
xão doentia ?), pela tragédia que vem assolando o nosso
País, pelo menos desde que alcancei a idade da razão ?.
Não havia fogos lá na sua Terra?
Alguma vez andou a chamuscar-se a
lutar contra as chamas ?.
O Presidente vem agora verter grossas lágrimas de cro-
codilo, a toda as horas, a todos os dias, sobre o leite der-
ramado ?.
Quantas
Conversas em Família
dedicou ao tema, durante quase um década, espalhando
o seu palavreado, que ia sabiamente doseando por todas
as televisões por onde campeou ?.
Sabendo (ou desconhecendo ) a ingência de tão importante
problema na vida de milhões de portugueses,
porque não acudiu ao País atempada e firmemente, tentan-
do valer a sua magistratura de interferência, fazendo ouvir -
a sua respeitada voz, conhecendo-se o estado de emergência
que estávamos correndo, e que foi largamente dado a conhe-
cer dentro e fora de fronteiras .
Mas o seu tempo de antena foi sendo gasto a sedimentar a
sua previsível candidatura à batalha de conquista de um
lugar ao sol,
A Presidência da República .
.
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
O BURACO NEGRO DE TANCOS .
Afinal, vem agora o CEME informar que :
"...É perfeitamente compreensível que o roubo
de uma caixa com mais de100 velas de ex-
plástico não tivesse sido detectado .
Cada unidade tem 200 gramas de capacidade
destrutiva superior ao TNT ".
Histórias da mula da cooperativa e da carochinha .
Ó 31, qual é a tua mão direita ?.
Não sei, o meu General baralho-as ...
.
"...É perfeitamente compreensível que o roubo
de uma caixa com mais de100 velas de ex-
plástico não tivesse sido detectado .
Cada unidade tem 200 gramas de capacidade
destrutiva superior ao TNT ".
Histórias da mula da cooperativa e da carochinha .
Ó 31, qual é a tua mão direita ?.
Não sei, o meu General baralho-as ...
.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Radiografia com contraste .
O Rei Presidente vai nú .
Nos trágicos acontecimentos dos fogos da temporada de 2017,
( confesso que não consigo vislumbrar a frieza, o desdém e a
agressividade do PM, um estado de alma inventado e cozinha-
do em lume brando, não se sabe por quem e por quê, mas a
imagem perdura até aos dias de hoje )
Quanto à procura de responsabilidades pelos fatídicos aconte-
cimentos, Marcelo aproveitou logo para tirar o cavalinho da
chuva, e continua a fazer o papel de Madre Teresa de Calcutá,
papel que lhe calharia às mil maravilhas, não fosse o uso por-
nográfico que faz dele .
Marcelo, um actor de segunda classe, tentou investir-se na no-
vela, num policial que aborda o roubo das armas da Base de
Tancos, uma história de suspense, de que se começam agora a
conhecer-se os mais recente episódios .
Ainda há militares com sentido de humor ...
Marcelo sai esta história com alguma dose de ridículo .
Mas então, o PR não é o Comandante em Chefe de todas as For-
ças Armadas de Portugal ...
Mais recentemente e com grande fervor, começa a surgir como
candidato a um Óscar da Academia de Hollywood, sobretudo
pela carga dramática com incarna as cenas mais lancinantes .
Também faz , de Sheriff e de de polícia bom, bem como conse-
gue tratar com propriedade, o disfarce de escorpião .
Nos filmes recentemente exibidos, Marcelo repete muito as ce-
nas, que começam a tornar-se impertinentes e repetitivas, mas
teima em seguir essa trajectória que pode criar-lhe anguns es-
colhos .
O Actor começa a ficar usado, aproximando-se, por vezes,
do aproveitamento da da sua imagem, para, inadvertidamente,
roçar o culto da personalidade .
Nos trágicos acontecimentos dos fogos da temporada de 2017,
( confesso que não consigo vislumbrar a frieza, o desdém e a
agressividade do PM, um estado de alma inventado e cozinha-
do em lume brando, não se sabe por quem e por quê, mas a
imagem perdura até aos dias de hoje )
Quanto à procura de responsabilidades pelos fatídicos aconte-
cimentos, Marcelo aproveitou logo para tirar o cavalinho da
chuva, e continua a fazer o papel de Madre Teresa de Calcutá,
papel que lhe calharia às mil maravilhas, não fosse o uso por-
nográfico que faz dele .
Marcelo, um actor de segunda classe, tentou investir-se na no-
vela, num policial que aborda o roubo das armas da Base de
Tancos, uma história de suspense, de que se começam agora a
conhecer-se os mais recente episódios .
Ainda há militares com sentido de humor ...
Marcelo sai esta história com alguma dose de ridículo .
Mas então, o PR não é o Comandante em Chefe de todas as For-
ças Armadas de Portugal ...
Mais recentemente e com grande fervor, começa a surgir como
candidato a um Óscar da Academia de Hollywood, sobretudo
pela carga dramática com incarna as cenas mais lancinantes .
Também faz , de Sheriff e de de polícia bom, bem como conse-
gue tratar com propriedade, o disfarce de escorpião .
Nos filmes recentemente exibidos, Marcelo repete muito as ce-
nas, que começam a tornar-se impertinentes e repetitivas, mas
teima em seguir essa trajectória que pode criar-lhe anguns es-
colhos .
O Actor começa a ficar usado, aproximando-se, por vezes,
do aproveitamento da da sua imagem, para, inadvertidamente,
roçar o culto da personalidade .
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Reviver o passado na Vila de Seia .
Estou constantemente a regressar à minha infância, uma e outra
vez, vezes sem conta ,vezes sem conta .
Dizem os mais velhos, que estão tornando à sua meninice, e que é
essa a fase da nossa vida, a que mais nos grava mais fundo a nos-
sa mente .
É engraçado que muitas memórias, muitas histórias, muitas aventu-
ras, vêm facilmente ao espírito, mas as pessoas que me são mais pró-
ximas, por alguma razão inexplicável, são recordadas com alguma
distância e despojadas, por vezes, de grandes afectos .
Fui sempre uma espécie de bom selvagem, a maneira de Rousseau,
era o mundo à nossa volta que ia gravando na fita do tempo, os acon-
tecimentos, bons ou maus, que mais me impressionavam e que eu ia
àvidamente absorvendo, sobretudo aqueles que faziam sobressair o
meu instinto de rebeldia e revolta .
Talvez que a minha conduta se foi estruturando nesse paradigma,
pelo facto de eu pertencer a uma família de vários irmãos, nascidos
a intervalos curtos, uns dos outros .
À medida que um novo membro da família surgia, já há muito que
se havia procedido ao desmame do anterior .
Não havia tempo para grandes desvelos, pois uma nova vida estava
a caminho .
Cada um que chegava, arrumava-se na hierarquia familiar, da ma-
neira mais adequada .
Por sua vez, a família era um conglomerado complexo, com mem-
bros muito diversificados, por vezes era passado, de mão em mão,
de pessoa para pessoa, e em que eu encaixava com alguma dificul-
dade .
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vez, vezes sem conta ,vezes sem conta .
Dizem os mais velhos, que estão tornando à sua meninice, e que é
essa a fase da nossa vida, a que mais nos grava mais fundo a nos-
sa mente .
É engraçado que muitas memórias, muitas histórias, muitas aventu-
ras, vêm facilmente ao espírito, mas as pessoas que me são mais pró-
ximas, por alguma razão inexplicável, são recordadas com alguma
distância e despojadas, por vezes, de grandes afectos .
Fui sempre uma espécie de bom selvagem, a maneira de Rousseau,
era o mundo à nossa volta que ia gravando na fita do tempo, os acon-
tecimentos, bons ou maus, que mais me impressionavam e que eu ia
àvidamente absorvendo, sobretudo aqueles que faziam sobressair o
meu instinto de rebeldia e revolta .
Talvez que a minha conduta se foi estruturando nesse paradigma,
pelo facto de eu pertencer a uma família de vários irmãos, nascidos
a intervalos curtos, uns dos outros .
À medida que um novo membro da família surgia, já há muito que
se havia procedido ao desmame do anterior .
Não havia tempo para grandes desvelos, pois uma nova vida estava
a caminho .
Cada um que chegava, arrumava-se na hierarquia familiar, da ma-
neira mais adequada .
Por sua vez, a família era um conglomerado complexo, com mem-
bros muito diversificados, por vezes era passado, de mão em mão,
de pessoa para pessoa, e em que eu encaixava com alguma dificul-
dade .
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sábado, 28 de outubro de 2017
O CÚMULO JURÍDICO .
O cúmulo dos cúmulos .
Estava um casal de muares, em pleno acto sexual .
A certa altura, a fêmea queixou-se ao companheiro,
e berro-lhe agastada .
Estás parva,
então não vês que agora
é o CÚ MULO ...
Javardice por javardice,
prefiro esta, ao espantoso acórdão pronunciado pela
besta do juíz que dissertou sobre a agressão a uma
mulher alegadamente adúltera :
"Lapide-se a barregâ ".
.
Estava um casal de muares, em pleno acto sexual .
A certa altura, a fêmea queixou-se ao companheiro,
e berro-lhe agastada .
Estás parva,
então não vês que agora
é o CÚ MULO ...
Javardice por javardice,
prefiro esta, ao espantoso acórdão pronunciado pela
besta do juíz que dissertou sobre a agressão a uma
mulher alegadamente adúltera :
"Lapide-se a barregâ ".
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A CATALUNHA NA ENCRUZILHADA .
Uma terra anestesiada .
Quantas vezes, ao longo da sua história,
foi declarada e celebrada a independência da Catalunha .
E outras tantas foi esmagada, sem dó nem piedade, pelos
predadores de Castela e muitos outros .
Qual será o próximo lance deste interminável jogo do Mo-
nopólio, qu dura há mais de mil anos .
Emocionalmente, estou com os catalães, pese no entanto as
enormes dificuldades, de toda a ordem, que se apresentam
de imediato e no próximo futuro, à Catalunha .
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Quantas vezes, ao longo da sua história,
foi declarada e celebrada a independência da Catalunha .
E outras tantas foi esmagada, sem dó nem piedade, pelos
predadores de Castela e muitos outros .
Qual será o próximo lance deste interminável jogo do Mo-
nopólio, qu dura há mais de mil anos .
Emocionalmente, estou com os catalães, pese no entanto as
enormes dificuldades, de toda a ordem, que se apresentam
de imediato e no próximo futuro, à Catalunha .
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quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Coisas do outro Mundo .
Vai rareando o número de pessoas que atravessaram
o quarto de século e, que a custo, vão acertando o re-
lógio da vida .
Para quem nasceu em 1942, no meio semi-rural, no
auge de uma guerra total sangrenta e interminável,
viu muita coisa, mesmo se comparado com o que con-
seguiria alcançar noutro tempo e noutro lugar e com
muito mais meios ao seu dispor que, apesar de tudo
existiam noutras sociedades mais desenvolvidas .
Mesmo estando longe, sentiam-se ainda os ecos da Gue
rra Civil de Espanha, sobretudo a partir da propagan-
da emanada dos noticiários dos jornais e da rádio .
Um pouco mais tarde, recordo a chegada dos refugiados,
crianças vindas no Norte da Europa, muitos deles órfãos
que procuravam abrigo e algum aconchego, dadas as con-
dições de vida em muitos dos países beligerantes .
Eram recebidos com desvelo, por todo o País, e alguns,
muitos por cá ficaram e cá iniciaram uma nova vida .
Assistia incrédulo ao contrabando do fioco, fibra têxtil de
baixa qualidade, e do volfrâmio, metal indispensável para
o esforço de guerra, que dos alemães, quer dos Aliados .
Coisas estranhas mas que faziam o dia a dia de toda a gen-
te, novos, velhos e crianças, sobretudo do Centro e Norte
de Portugal .
O Volfrâmio Eram transacionados pelos dois lados da guer-
ra, havia le-giõe de gente que percorria o país, de saco de se-
rapilheira às costas, e dessa busca faziam o seu principal
meio desubsistência quotidiana .
.
Ferro velho, farrapos, papel, peles de coelho .
Ferro velho, farrapos, papel, peles de coelho .
Vinham de longe, das aldeias, com o saco às costas, chegavam
Vila, sempre com esta cantilena, poisavam a tralha na loja do
meu tio Alberto, um autêntico bazar, desde a tasca e os comes
e bebes, para os que vinham à feira, ao médico e ao tribunal,
até às barricas de bacalhau demolhado, o arroz e o açúcar,
e tudo o resto,
e depositavam no chão o espólio recolhido, na esperança de al-
guma peça mais valiosa, de cobre ou de outro material com al-
gum valor comercial .
Ainda não tinha sido construída a siderurgia nacional, os per-
tences recolhidos iriam para pequenas fundições, para Lidboa
ou para o Norte do País .
Havia também algum interesse por certas alfaias para reutiliza-
ção ou para alimentar o vício de algum coleccionador, gente es-
tranha para a época .
Toda a gente aproveitava tudo, procurava-se em todos os bura-
cos, objectos do passado, candeeiros, alfaias de pequeno porte,
lâmpadas velhas, pregos, parafusos, enxadas, peças avulsas, acha-
das ao acaso, sempre se apanhavam uns magros tostões para os
cromos da bola, ou alguma coisa de comer .
Era esta a minha vivência no pós guerra, cheio de dificuldades,
mas prenhe de aventuras e brincadeiras de toda a espécie .
.
A fome que sobra à riqueza
dividida com razão
matava a fome à pobreza
e ainda sobrava pão
Não me lembro de ter passado fome, em toda a minha vida .
Levávamos uma vida austera, mas regrada .
Não havia lugar para lambarices .
Muita gente vivia da agricultura de subsistência . Quase todos
tinham um pedaço para cultivar, outros eram mesmo pequenos
agricultores ou trabalhavam a terra por conta de outrem .
Portugal era, sempre foi, um País pobre, com enrmes insuficiên-
cias, e a Guerra veio complicar ainda mais as coisas .
A tuberculose grassava em força, eu e o meu irmão mais velho
fomos apanhados nessa ratoeira .
O consultório do Dr. Melo, que nos aos 40, dispunha de um apa-
relho de radioscopia, estava sempre pejado de doentes, muitos
deles vinha de longe, de táxi, que naquela altura eram denomina-
dos carros de praça, que a todos tratava com enorme desvelo .
Lembro-me de apanhar muitas injecções na veia, sacrifício depois
resarcido com os mimos da Tia Lurdes e com os santos, caixas e
serrinhas que ela me dava .
Não foi fácil o meu relacionamento com o médico e com o consultó-
rio; para levar a primeira pica, fugi a sete pés da mão de uma das
minhas tias, e só um binómio da GNR me conseguiu deitar a mão .
Foi então que a palhaçada abrandou um pouco mais, pois era obri-
gado a fazer repouso todos os dias, depois do almoço .
Aí começou o meu fascínio pela arte, pois que, deitado no divâ, tinha
imenso tempo para observar sonhar com as gravuras que o tempo e a
chuva iam desenhado no tecto da sala .
Foi aí que tudo começou ...
.
o quarto de século e, que a custo, vão acertando o re-
lógio da vida .
Para quem nasceu em 1942, no meio semi-rural, no
auge de uma guerra total sangrenta e interminável,
viu muita coisa, mesmo se comparado com o que con-
seguiria alcançar noutro tempo e noutro lugar e com
muito mais meios ao seu dispor que, apesar de tudo
existiam noutras sociedades mais desenvolvidas .
Mesmo estando longe, sentiam-se ainda os ecos da Gue
rra Civil de Espanha, sobretudo a partir da propagan-
da emanada dos noticiários dos jornais e da rádio .
Um pouco mais tarde, recordo a chegada dos refugiados,
crianças vindas no Norte da Europa, muitos deles órfãos
que procuravam abrigo e algum aconchego, dadas as con-
dições de vida em muitos dos países beligerantes .
Eram recebidos com desvelo, por todo o País, e alguns,
muitos por cá ficaram e cá iniciaram uma nova vida .
Assistia incrédulo ao contrabando do fioco, fibra têxtil de
baixa qualidade, e do volfrâmio, metal indispensável para
o esforço de guerra, que dos alemães, quer dos Aliados .
Coisas estranhas mas que faziam o dia a dia de toda a gen-
te, novos, velhos e crianças, sobretudo do Centro e Norte
de Portugal .
O Volfrâmio Eram transacionados pelos dois lados da guer-
ra, havia le-giõe de gente que percorria o país, de saco de se-
rapilheira às costas, e dessa busca faziam o seu principal
meio desubsistência quotidiana .
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Ferro velho, farrapos, papel, peles de coelho .
Ferro velho, farrapos, papel, peles de coelho .
Vinham de longe, das aldeias, com o saco às costas, chegavam
Vila, sempre com esta cantilena, poisavam a tralha na loja do
meu tio Alberto, um autêntico bazar, desde a tasca e os comes
e bebes, para os que vinham à feira, ao médico e ao tribunal,
até às barricas de bacalhau demolhado, o arroz e o açúcar,
e tudo o resto,
e depositavam no chão o espólio recolhido, na esperança de al-
guma peça mais valiosa, de cobre ou de outro material com al-
gum valor comercial .
Ainda não tinha sido construída a siderurgia nacional, os per-
tences recolhidos iriam para pequenas fundições, para Lidboa
ou para o Norte do País .
Havia também algum interesse por certas alfaias para reutiliza-
ção ou para alimentar o vício de algum coleccionador, gente es-
tranha para a época .
Toda a gente aproveitava tudo, procurava-se em todos os bura-
cos, objectos do passado, candeeiros, alfaias de pequeno porte,
lâmpadas velhas, pregos, parafusos, enxadas, peças avulsas, acha-
das ao acaso, sempre se apanhavam uns magros tostões para os
cromos da bola, ou alguma coisa de comer .
Era esta a minha vivência no pós guerra, cheio de dificuldades,
mas prenhe de aventuras e brincadeiras de toda a espécie .
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A fome que sobra à riqueza
dividida com razão
matava a fome à pobreza
e ainda sobrava pão
Não me lembro de ter passado fome, em toda a minha vida .
Levávamos uma vida austera, mas regrada .
Não havia lugar para lambarices .
Muita gente vivia da agricultura de subsistência . Quase todos
tinham um pedaço para cultivar, outros eram mesmo pequenos
agricultores ou trabalhavam a terra por conta de outrem .
Portugal era, sempre foi, um País pobre, com enrmes insuficiên-
cias, e a Guerra veio complicar ainda mais as coisas .
A tuberculose grassava em força, eu e o meu irmão mais velho
fomos apanhados nessa ratoeira .
O consultório do Dr. Melo, que nos aos 40, dispunha de um apa-
relho de radioscopia, estava sempre pejado de doentes, muitos
deles vinha de longe, de táxi, que naquela altura eram denomina-
dos carros de praça, que a todos tratava com enorme desvelo .
Lembro-me de apanhar muitas injecções na veia, sacrifício depois
resarcido com os mimos da Tia Lurdes e com os santos, caixas e
serrinhas que ela me dava .
Não foi fácil o meu relacionamento com o médico e com o consultó-
rio; para levar a primeira pica, fugi a sete pés da mão de uma das
minhas tias, e só um binómio da GNR me conseguiu deitar a mão .
Foi então que a palhaçada abrandou um pouco mais, pois era obri-
gado a fazer repouso todos os dias, depois do almoço .
Aí começou o meu fascínio pela arte, pois que, deitado no divâ, tinha
imenso tempo para observar sonhar com as gravuras que o tempo e a
chuva iam desenhado no tecto da sala .
Foi aí que tudo começou ...
.
O ESCORPIÃO .
Palpita-me que um dia,
ainda vou ver o Marcelo
a espetar o seu ferrão venenoso
no corpo do Costa,
e os dois a serem arrastados
para as águas fétidas do pântano
profundo .
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ainda vou ver o Marcelo
a espetar o seu ferrão venenoso
no corpo do Costa,
e os dois a serem arrastados
para as águas fétidas do pântano
profundo .
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