Há seis anos que se deu a rotura do sistema financeiro portu-
guês, na sequência do colapso do sistema bancário mundial,
e estamos quase no mesmo ponto em que começámos .
Surgiram de todos os lado, de todos os quadrantes, de todos os
buracos, os curandeiros do deus dinheiro . Apareceram as vacas
sagradas e os burros com imensas licenciaturas,
Ano a ano, sábio a sábio, vão reunindo juntas de asnos, com todo
o empenho, dão à língua sem parar, dão conferências, palestras,
seminários, entrevistas, mesas redondas, eu sei lá, e o nosso di-
nheiro a desaparecer, à velocidade da luz .
E nada.
Estão sempre a dizer-nos que desta é que batemos no fundo,
e sacam ao Zé, mais uns milhares de milhões .
Nem Cavaco, nem Constâncio, nem Dragui, nem Gaspar, nem
Luísa, e muito menos o Costa, descobrem o mistério do roubo
do erário português .
Quem nos mandou abusar do marisco nos restaurantes revolu-
cionários e espatifar carros em segunda mão, para frequentar as
autoestradas sem portagem .
Quem nos mandou comprar bifes e frango, mais que uma vez por
mês .
E mandar todos os filhos à escola .
E frequentar frequentemente o Serviço Nacional de Saúde.
A usar a Net e o Telemóvel .
Andámos a viver acima das nossas posses,
agora aguentem ...
.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
terça-feira, 19 de abril de 2016
ADIVINHA .
Qual é a coisa, qual é ela,
que quanto mais se lhe tira,
Maior fica .
É o buraco .
O buraco da dívida .
O buraco da banca .
O buraco da vida .
.
que quanto mais se lhe tira,
Maior fica .
É o buraco .
O buraco da dívida .
O buraco da banca .
O buraco da vida .
.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
A CANTIGA É UMA ARMA .
A cantiga é uma arma,
eu já sabia,
tudo depende da bala e da pontaria .
A cantiga é uma arma,
contra a burguesia,
tudo depende da raiva e da alegria .
´
José Mário Branco
Prec. 1974/75
.
eu já sabia,
tudo depende da bala e da pontaria .
A cantiga é uma arma,
contra a burguesia,
tudo depende da raiva e da alegria .
´
José Mário Branco
Prec. 1974/75
.
REQUERIMENTO .
Pela presente missiva,
venho requerer, com carácter de urgência,
a requisição da senhora Engenheira Elisa Ferreira,
para se apresentar, com a maior brevidade, nas insta-
lações do Banco de Portugal,
para os devidos efeitos .
Pede deferimento
A bem da sanidade nacional .
.
venho requerer, com carácter de urgência,
a requisição da senhora Engenheira Elisa Ferreira,
para se apresentar, com a maior brevidade, nas insta-
lações do Banco de Portugal,
para os devidos efeitos .
Pede deferimento
A bem da sanidade nacional .
.
sábado, 16 de abril de 2016
O MACHO LATINO .
Caro amigo Vasco
CAMARADA
Conheci-te no Liceu de Castelo Branco,
menino bem comportado, bom filiado e bom amigo .
Vim encontra-te mais tarde, aficionado das tertúlias
da Mexicana, juntamente com a malta albicastrense .
Tinhas-te feito um bom militar, garboso e disciplinado ,
Fiquei espantado quando vim a saber do teu desempenho
na Revolução dos Cravos, e orgulhoso por ter um amigo
capitão de Abril ,
Revolução que,dizias tu, iria acabar com todo o tipo de
discriminizaçõs ?! .
Porquê então agora, apareceres com a força da tua farda,
encarnar o macho guerreiro, que abomina civis, meninas
e homossexuais ?! .
Toma juízo, pá ...
Um grande abraço,
do Mário Plácido .
.
CAMARADA
Conheci-te no Liceu de Castelo Branco,
menino bem comportado, bom filiado e bom amigo .
Vim encontra-te mais tarde, aficionado das tertúlias
da Mexicana, juntamente com a malta albicastrense .
Tinhas-te feito um bom militar, garboso e disciplinado ,
Fiquei espantado quando vim a saber do teu desempenho
na Revolução dos Cravos, e orgulhoso por ter um amigo
capitão de Abril ,
Revolução que,dizias tu, iria acabar com todo o tipo de
discriminizaçõs ?! .
Porquê então agora, apareceres com a força da tua farda,
encarnar o macho guerreiro, que abomina civis, meninas
e homossexuais ?! .
Toma juízo, pá ...
Um grande abraço,
do Mário Plácido .
.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
A NAVE DOS LOUCOS .
Navega-se à bolina e por cabotagem à vista .
O pior é quando se encontram zonas de ne-
voeiro, ou nos sítios em que os rochedos se
escondem sob o mar e a areia .
De noite é ainda mais perigoso, apesar do re-
curso a faróis muito potentes, que delimitam
a linha vermelha da governança, avisando os
argonautas do perigo que está sempre presen-
te.
Mas cuidado,
a borrasca está sempre à espera,
em qualquer rota menos segura ...
.
O pior é quando se encontram zonas de ne-
voeiro, ou nos sítios em que os rochedos se
escondem sob o mar e a areia .
De noite é ainda mais perigoso, apesar do re-
curso a faróis muito potentes, que delimitam
a linha vermelha da governança, avisando os
argonautas do perigo que está sempre presen-
te.
Mas cuidado,
a borrasca está sempre à espera,
em qualquer rota menos segura ...
.
O CAOS E A NOVA ORDEM .
Há quem esteja interessado em chafurdar no lodo podre e
conduzir as pessoas à desorientação de países com demo-
cracias fragilizadas, fazendo apelo ao caos e ao vácuo polí-
tico, anestesiando-as com o elixir das reformas nunca con-
cretizadas e aos pretensos direitos humanos
Não sei quem mexe os cordelinhos nesta aventura crimino-
sa, que tantas vezes se tem repetido ao longo da Histõria ...
Vejam-se agora, as lágrimas de crocodilo de aprendiz de
feiticeiro Obama .
O caso da Líbia é um bom exemplo, mas que pode servir
de roteiro de muitos outros filmes de cowboys .
Disse que o maior erro político dos seus
mandatos foi
"contribuir para a desestabilização daque-
le país, a Líbia, sem cuidar de levar a cabo
a sua reestruturação e pacificação, condu-
zindo ao caos e à desordem, de todo o Norte
de África ".
Palavras bonitas,
que soam a ingenuidade,
cumplicidade e a crime ...
.
conduzir as pessoas à desorientação de países com demo-
cracias fragilizadas, fazendo apelo ao caos e ao vácuo polí-
tico, anestesiando-as com o elixir das reformas nunca con-
cretizadas e aos pretensos direitos humanos
Não sei quem mexe os cordelinhos nesta aventura crimino-
sa, que tantas vezes se tem repetido ao longo da Histõria ...
Vejam-se agora, as lágrimas de crocodilo de aprendiz de
feiticeiro Obama .
O caso da Líbia é um bom exemplo, mas que pode servir
de roteiro de muitos outros filmes de cowboys .
Disse que o maior erro político dos seus
mandatos foi
"contribuir para a desestabilização daque-
le país, a Líbia, sem cuidar de levar a cabo
a sua reestruturação e pacificação, condu-
zindo ao caos e à desordem, de todo o Norte
de África ".
Palavras bonitas,
que soam a ingenuidade,
cumplicidade e a crime ...
.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
A NOVA VELHA EUROPA .
A seguir à queda do Muro de Berlim, surgiram alguns
mitos urbanos, que vieram trazer a esperança num mundo
melhor .
Não passavam de chavões para confundir os povos :
A NOVA EUROPA
A GLOBALIZAÇÃO
A nova Europa está bem à vista .
Vários países voltaram a escorregar para a extrema direita,
países que sempre se deram bem com os ditames reaccioná-
rios e totalitários, a que sempre estiveram habituados, típi-
cos da tal velha Europa .
Com o medo do comunismo, tais países têm vindo a corroer
o Continente, repetindo os erros do passado .
A globalização, com o regresso do
laissez faire, laissez passer
inventou o mito de Schengen ,
que abriu as portas a todo o tipo de patifarias, crimes e tra-
ficâncias , agora cozinhados em tempo real .
É a tempestade perfeita ...
E aqui estamos nós .
Ó vil cobiça,
Ó vã glória de mandar .
.
.
mitos urbanos, que vieram trazer a esperança num mundo
melhor .
Não passavam de chavões para confundir os povos :
A NOVA EUROPA
A GLOBALIZAÇÃO
A nova Europa está bem à vista .
Vários países voltaram a escorregar para a extrema direita,
países que sempre se deram bem com os ditames reaccioná-
rios e totalitários, a que sempre estiveram habituados, típi-
cos da tal velha Europa .
Com o medo do comunismo, tais países têm vindo a corroer
o Continente, repetindo os erros do passado .
A globalização, com o regresso do
laissez faire, laissez passer
inventou o mito de Schengen ,
que abriu as portas a todo o tipo de patifarias, crimes e tra-
ficâncias , agora cozinhados em tempo real .
É a tempestade perfeita ...
E aqui estamos nós .
Ó vil cobiça,
Ó vã glória de mandar .
.
.
terça-feira, 12 de abril de 2016
RIOS DE DINHEIRO .
Da mesma maneira que a água
corre da cabeceira da montanha,
em direcção ao mar
assim o dinheiro
escorre do bolso dos mais pobres,
para os cofres dos ricos e poderosos,
e não há lei, nem comporta
que os detenha .
.
corre da cabeceira da montanha,
em direcção ao mar
assim o dinheiro
escorre do bolso dos mais pobres,
para os cofres dos ricos e poderosos,
e não há lei, nem comporta
que os detenha .
.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
AS CARPIDEIRAS .
Os cães ladram,
mas a caravana passa ...
Após o Congresso do PPD/PSD,
calaram-se , finalmente, as cigarras barulhentas,
direitinhas que se sentem encornados pela solução
de esquerda encontrada para governar Portugal .
Acresce que o PR vem navegando à vista, com todo
o cuidado, para evitar bater nalgum baixio traiçoeiro,
mas sabe que pode , pelo menos durante os próximos
tempos, afastar os obstáculos que se apresentem no
mar encabelado da Democracia Portuguesa .
A choraminguisse durou até agora, como se se tratasse
de uma criança rabuja, com cocó nas fraldas ,
Seja como fôr,
dormimos agora melhor do que no passado recente .
Vamos pois, descansar uma boa sesta política ...
.
mas a caravana passa ...
Após o Congresso do PPD/PSD,
calaram-se , finalmente, as cigarras barulhentas,
direitinhas que se sentem encornados pela solução
de esquerda encontrada para governar Portugal .
Acresce que o PR vem navegando à vista, com todo
o cuidado, para evitar bater nalgum baixio traiçoeiro,
mas sabe que pode , pelo menos durante os próximos
tempos, afastar os obstáculos que se apresentem no
mar encabelado da Democracia Portuguesa .
A choraminguisse durou até agora, como se se tratasse
de uma criança rabuja, com cocó nas fraldas ,
Seja como fôr,
dormimos agora melhor do que no passado recente .
Vamos pois, descansar uma boa sesta política ...
.
A LETRA MUDA, MAS A CANTIGA É A MESMA ... .
Salazar
É
Burro
E
Não tem albarda .
.
Se soubessem quanto custa mandar,
toda a gente gostaria de obedecer .
.
O bom filiado educa-se a si próprio,
por sucessivas vitórias da vontade .
.
O que significava o S inscrito no cinto
dos filiados na Mocidade Portuguesa :
Servir
Sacrifício
Salazar .
.
Salazar, que Deus guarde,
deixou escrito no seu testamento,
o seguinte preceito :
Que todos os portugueses que visitassem o seu túmulo,
deveriam deixar um euro na campa ;
Se quisessem também cuspir,
deveriam deixar um euro e meio .
.
Quando Salazar morreu,
foi para o inferno, mas não o deixaram entrar .
Após algumas diligências,
São Pedro teria dito :
Toma lá uma brasinha
e vai fazer o Inferno para outro lado ...
.
Salazar estava muito isolado,
na sua política ultramarina.
Vários conselheiros
( o célebre Conselho de Estado )
queriam convencê-lo a enviar para N. Iorque
um embaixador credível, para tentar amaciar
as críticas a Salazar e ao seu Regime .
Tentaram várias vezes, sem conseguir,
e Salazar começava a ficar irritado
.
Quando lhe propuseram
o nome do Embaixador Supico Pinto,
Salazar passou-se, e terá dito .
Mandamos-lhe mas é um corno ...
E foi assim Supico Pinto,
ocupou o lugar de Embaixador de Portugal
nas Nações Unidas .
.
.
É
Burro
E
Não tem albarda .
.
Se soubessem quanto custa mandar,
toda a gente gostaria de obedecer .
.
O bom filiado educa-se a si próprio,
por sucessivas vitórias da vontade .
.
O que significava o S inscrito no cinto
dos filiados na Mocidade Portuguesa :
Servir
Sacrifício
Salazar .
.
Salazar, que Deus guarde,
deixou escrito no seu testamento,
o seguinte preceito :
Que todos os portugueses que visitassem o seu túmulo,
deveriam deixar um euro na campa ;
Se quisessem também cuspir,
deveriam deixar um euro e meio .
.
Quando Salazar morreu,
foi para o inferno, mas não o deixaram entrar .
Após algumas diligências,
São Pedro teria dito :
Toma lá uma brasinha
e vai fazer o Inferno para outro lado ...
.
Salazar estava muito isolado,
na sua política ultramarina.
Vários conselheiros
( o célebre Conselho de Estado )
queriam convencê-lo a enviar para N. Iorque
um embaixador credível, para tentar amaciar
as críticas a Salazar e ao seu Regime .
Tentaram várias vezes, sem conseguir,
e Salazar começava a ficar irritado
.
Quando lhe propuseram
o nome do Embaixador Supico Pinto,
Salazar passou-se, e terá dito .
Mandamos-lhe mas é um corno ...
E foi assim Supico Pinto,
ocupou o lugar de Embaixador de Portugal
nas Nações Unidas .
.
.
domingo, 10 de abril de 2016
A ESPECULAÇÃO .
Se toda a gente especula sobre tudo nesta vida,
porque razão não poderei eu especular também ...
Bombardeados a toda a hora sobre as coisas mais
mirabolantes, reais ou inventadas, anestesiando a
maralha com verdades mentirosas, e mentiras ver-
dadeiras, as pessoas descrêem cada vez mais do
que se passa à nossa volta .
Já nada as consegue mover .
Esta história dos Panamá Papers, é um bom exem-
plo de uma variação em dó menor .
Mete o ex-Presidente do Benfica Vilavinho, Messi
e Amodôvar , todos regados com um bom tempêro,
e acompanhados de uma boa pomada .
Os USA não foram convidados ao festim, pois na
América não há corruptos, graças a Deus .
O timing da palhaçada foi também escolhido a pre-
ceito .
Os artistas convidados, Putin e o amigo, o Comité
Central do Partido Comunista Chinês, os Primeiros
Ministros da Islândia e da Grâ bertanha, represen-
tam convenientemente a camarilha de corruptos es-
palhados por esse mundo fora .
Como, quem e porquê, vem editando esta novela de
cordel, para entreter os meninos que se portam mal
e não comem a sopa .
Aguardo com impaciência, o próximo capítulo desta
história aos quadradinhos .
.
porque razão não poderei eu especular também ...
Bombardeados a toda a hora sobre as coisas mais
mirabolantes, reais ou inventadas, anestesiando a
maralha com verdades mentirosas, e mentiras ver-
dadeiras, as pessoas descrêem cada vez mais do
que se passa à nossa volta .
Já nada as consegue mover .
Esta história dos Panamá Papers, é um bom exem-
plo de uma variação em dó menor .
Mete o ex-Presidente do Benfica Vilavinho, Messi
e Amodôvar , todos regados com um bom tempêro,
e acompanhados de uma boa pomada .
Os USA não foram convidados ao festim, pois na
América não há corruptos, graças a Deus .
O timing da palhaçada foi também escolhido a pre-
ceito .
Os artistas convidados, Putin e o amigo, o Comité
Central do Partido Comunista Chinês, os Primeiros
Ministros da Islândia e da Grâ bertanha, represen-
tam convenientemente a camarilha de corruptos es-
palhados por esse mundo fora .
Como, quem e porquê, vem editando esta novela de
cordel, para entreter os meninos que se portam mal
e não comem a sopa .
Aguardo com impaciência, o próximo capítulo desta
história aos quadradinhos .
.
O PECADO MORA AO LADO .
É mais fácil
um rico passar pelo cú de uma agulha,
do que alcançar o Reino dos Céus .
Da Bíblia
.
um rico passar pelo cú de uma agulha,
do que alcançar o Reino dos Céus .
Da Bíblia
.
sábado, 9 de abril de 2016
A DISCRIMINAÇÃO .
Só muito recentemente se procedeu à unificação das universidades
em Lisboa, e não foi fácil o caminho feito para se conseguir atin-
gir esse objectivo .
Passou a haver um Universidade Única .
Parece coisa pouca, mas foi um grande salto para as instituições uni-
versitárias e para o País .
A diferenciação entre as universidades Clássica e Técnica, era qua-
se insultuosa, pois escondia uma classificação classista.
A primeira recebia as elites que se dedicavam às chamadas Humani-
dades, o Direito, a Medicina, a Fisica, a Matemática;
A Universidade Técnica ocupava-se de coisas mais simplórias, tais
como as diversas Engenharias e as Artes Aplicadas, coisa mais vira-
das para profissões mais prosaicas ,
A discriminação já fora muito mais escandalosa durante os tempos do
regime salazarista, que impedia o acesso de estudantes da Técnica, a
frequentarem as instalações da Cidade Universitária de Lisboa .
O Orfeão Académico de Lisboa, onde tive a honra de cantar, era clan-
destino, denominado Orfeão da AEIST / Associação de Estudantes do
IST), e era interdito ao convívio das alunas da Fac. de Letras, entre
outras raparigas da Univ. Clássica . .
Só com a boa vontade do Prof. Luís Almeida Alves, meretíssimo Dir-
ector daquele Instituto, dando cobertura às acções coralistas,
foi possivel implementar tal actividade musical .
Toda a minha vida, fui sujeito a todo o tipo de discriminações, umas
quase ridículas, outras de enorme gravidade, algumas nos tempos do
Fascismo, mas outra já em plena Democracia .
Falarei disso a seu tempo, se a ocasião se proporcionar .
.
em Lisboa, e não foi fácil o caminho feito para se conseguir atin-
gir esse objectivo .
Passou a haver um Universidade Única .
Parece coisa pouca, mas foi um grande salto para as instituições uni-
versitárias e para o País .
A diferenciação entre as universidades Clássica e Técnica, era qua-
se insultuosa, pois escondia uma classificação classista.
A primeira recebia as elites que se dedicavam às chamadas Humani-
dades, o Direito, a Medicina, a Fisica, a Matemática;
A Universidade Técnica ocupava-se de coisas mais simplórias, tais
como as diversas Engenharias e as Artes Aplicadas, coisa mais vira-
das para profissões mais prosaicas ,
A discriminação já fora muito mais escandalosa durante os tempos do
regime salazarista, que impedia o acesso de estudantes da Técnica, a
frequentarem as instalações da Cidade Universitária de Lisboa .
O Orfeão Académico de Lisboa, onde tive a honra de cantar, era clan-
destino, denominado Orfeão da AEIST / Associação de Estudantes do
IST), e era interdito ao convívio das alunas da Fac. de Letras, entre
outras raparigas da Univ. Clássica . .
Só com a boa vontade do Prof. Luís Almeida Alves, meretíssimo Dir-
ector daquele Instituto, dando cobertura às acções coralistas,
foi possivel implementar tal actividade musical .
Toda a minha vida, fui sujeito a todo o tipo de discriminações, umas
quase ridículas, outras de enorme gravidade, algumas nos tempos do
Fascismo, mas outra já em plena Democracia .
Falarei disso a seu tempo, se a ocasião se proporcionar .
.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
O CAPITALISMO PRODIGIOSO .
A desculpa do comunismo conseguiu esconder todas as
máscaras das imensas patifarias e dos crimes heliondos
levados a cabo pelas sociedades ditas ocidentais, de cariz
judaico-cristãs .
Tudo em nome dos países democráticos, tementes a Deus
e respeitadores dos auto proclamados Direitos Humanos .
Quando se rompeu a cloaca da Cortina de Ferro, e se abriu
o esgoto do Muro de Berlim,
vieram ao de cima toda o tipo de miasmas que tal sistema
político continha no seu seio .
Tinha acabado, dizia-se, a História e mil anos de uma No-
va Civilização
Assim rezavam os idiotas, os ingénuos, os aldrabões, e os
crminosos de todos os matizes e de todas as condições .
Afinal, era tudo mentira, tudo ladroagem, para continuar a
transferir o dinheiro, cada vez mais, roubando os mais des-
protegidos, para entregar aos grandes potentados .
E não há inocentes neste terrorismo financeuro .
.
máscaras das imensas patifarias e dos crimes heliondos
levados a cabo pelas sociedades ditas ocidentais, de cariz
judaico-cristãs .
Tudo em nome dos países democráticos, tementes a Deus
e respeitadores dos auto proclamados Direitos Humanos .
Quando se rompeu a cloaca da Cortina de Ferro, e se abriu
o esgoto do Muro de Berlim,
vieram ao de cima toda o tipo de miasmas que tal sistema
político continha no seu seio .
Tinha acabado, dizia-se, a História e mil anos de uma No-
va Civilização
Assim rezavam os idiotas, os ingénuos, os aldrabões, e os
crminosos de todos os matizes e de todas as condições .
Afinal, era tudo mentira, tudo ladroagem, para continuar a
transferir o dinheiro, cada vez mais, roubando os mais des-
protegidos, para entregar aos grandes potentados .
E não há inocentes neste terrorismo financeuro .
.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
AINDA AS AGUARELAS .
Turner era um pintor que viajava muito, dentro e fora
da Inglaterra,
Visitou durante algum tempo, Oxford e Veneza, só para
citar dois lugares, nos quais deixou um enorme legado .
Andava sempre com um pequeno saco de cabedal, onde
levava papel e tintas, para fazer esboços com aguarelas .
É interessante, que Turner tinha uma paixão pela cor/luz,
passando uma parte do seu tempo a fazer experiências no
domínio das tonalidades obtidas, bem como dos efeitos
produzidos, sobretudo em cenários que o tinham impres-
sionado na sua juventude , designadamente os incêndios
navais na costa inglesa, e, sobretudo, o raiar e o pôr do
sol, passando horas a ver os reflexos luminosos na água .
Levava para os lugares que escolhia para pintar, grande
quantidade de pedaços de papel, que dispunha em série,
pintando cada um à vez, quer para ir deixando secar
as diversas folhas, e também para fixar em pouco tempo,
o rápido evoluir dos tons do mar .
Conhecia como ninguém, a sublime diferença entre as co-
res que ele reproduzia num nascer do sol, ou num pôr do
sol.
Ainda ontem estive a ver, mais uma vez, o filme Mister
Turner, uma enorme lição de vida e de amor pela arte, mau
grado o mau feitio e a truculência deste espantoso persona-
gem .
.
da Inglaterra,
Visitou durante algum tempo, Oxford e Veneza, só para
citar dois lugares, nos quais deixou um enorme legado .
Andava sempre com um pequeno saco de cabedal, onde
levava papel e tintas, para fazer esboços com aguarelas .
É interessante, que Turner tinha uma paixão pela cor/luz,
passando uma parte do seu tempo a fazer experiências no
domínio das tonalidades obtidas, bem como dos efeitos
produzidos, sobretudo em cenários que o tinham impres-
sionado na sua juventude , designadamente os incêndios
navais na costa inglesa, e, sobretudo, o raiar e o pôr do
sol, passando horas a ver os reflexos luminosos na água .
Levava para os lugares que escolhia para pintar, grande
quantidade de pedaços de papel, que dispunha em série,
pintando cada um à vez, quer para ir deixando secar
as diversas folhas, e também para fixar em pouco tempo,
o rápido evoluir dos tons do mar .
Conhecia como ninguém, a sublime diferença entre as co-
res que ele reproduzia num nascer do sol, ou num pôr do
sol.
Ainda ontem estive a ver, mais uma vez, o filme Mister
Turner, uma enorme lição de vida e de amor pela arte, mau
grado o mau feitio e a truculência deste espantoso persona-
gem .
.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
MIGALHAS DE AMOR .
Migalhas de amor,
ou a história do burro e do cigano .
Um cigano tinha comprado um burro em segunda mão .
O animal estava muito pouco escanzelado, mas o dono
pensava vir a engordá-lo, para depois conseguir um bom
negócio .
Como era agarrado ao dinheiro, todos os dias cortava na
ração do animal .
O burro era engraxado, de modo a impressionar um even-
tual comprador, mas ia mirrando cada vez mais .
Até que um dia o o bicho finou-se .
Pensou o cigano, com um ar filósofo :
Então agora que o animal já estava habituado a seguir
esta dieta, é que se foi abaixo das canetas ...
.
ou a história do burro e do cigano .
Um cigano tinha comprado um burro em segunda mão .
O animal estava muito pouco escanzelado, mas o dono
pensava vir a engordá-lo, para depois conseguir um bom
negócio .
Como era agarrado ao dinheiro, todos os dias cortava na
ração do animal .
O burro era engraxado, de modo a impressionar um even-
tual comprador, mas ia mirrando cada vez mais .
Até que um dia o o bicho finou-se .
Pensou o cigano, com um ar filósofo :
Então agora que o animal já estava habituado a seguir
esta dieta, é que se foi abaixo das canetas ...
.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
AS MINHAS AGUARELAS - 7 .
Ao longo da minha vida, várias vezes tentei dedicar-me
à pintura com aguarelas .
Acabava sempre por desistir .
Trata-se de uma técnica que, quando bem aplicada, produz
efeitos muito gratificantes .
Acontece que é necessário ter uma acção continuada, persis-
tente, e exige uma enorme paciência .
O meu carácter de desenhador compulsivo, exige ainda saber
esperar, sem o que se pode facilmente estragar o trabalho .
Uma das vezes que tentei, foi nas aulas de desenho do Min. da
Economia, dadas pela Professora Bárbara, de resto uma exce-
lente aguarelista .
Mas ela ensinava-me a pintar, pintando ela .
Não surtiu efeito .
Rapidamente desisti .
De outra vez, decorria a 2ª. Guerra do Iraque, esse imenso em-
buste, e eu, todos os dias, antes de ir trabalhar, fazia 1 ou 2 bo-
necos, como se de um correspondente de guerra se tratasse .
Ao longo de mais de 100 dias, fui seguindo o evoluir dos acon-
tecimentos, à medida que ia aperfeiçoando a maneira de pintar,
conseguindo mesmo atingir a técnica da aguarela .
Estive quase lá .
Depois, virei-me para as chamadas técnicas mistas, e em espe-
cial, para as colagens .
Foi então que "inventei"uma fórmula nova de técnica mista,
Colando pedaços de papéis coloridos, deixando pequenas zonas
em branco, para simular a luz e o efeito de transparência .
Estive outra vez, quase lá .
Mas eu vou tentar mais uma vez,
e sei que vou atingir o meu objectivo :
PINTAR AGUARELAS .
.
à pintura com aguarelas .
Acabava sempre por desistir .
Trata-se de uma técnica que, quando bem aplicada, produz
efeitos muito gratificantes .
Acontece que é necessário ter uma acção continuada, persis-
tente, e exige uma enorme paciência .
O meu carácter de desenhador compulsivo, exige ainda saber
esperar, sem o que se pode facilmente estragar o trabalho .
Uma das vezes que tentei, foi nas aulas de desenho do Min. da
Economia, dadas pela Professora Bárbara, de resto uma exce-
lente aguarelista .
Mas ela ensinava-me a pintar, pintando ela .
Não surtiu efeito .
Rapidamente desisti .
De outra vez, decorria a 2ª. Guerra do Iraque, esse imenso em-
buste, e eu, todos os dias, antes de ir trabalhar, fazia 1 ou 2 bo-
necos, como se de um correspondente de guerra se tratasse .
Ao longo de mais de 100 dias, fui seguindo o evoluir dos acon-
tecimentos, à medida que ia aperfeiçoando a maneira de pintar,
conseguindo mesmo atingir a técnica da aguarela .
Estive quase lá .
Depois, virei-me para as chamadas técnicas mistas, e em espe-
cial, para as colagens .
Foi então que "inventei"uma fórmula nova de técnica mista,
Colando pedaços de papéis coloridos, deixando pequenas zonas
em branco, para simular a luz e o efeito de transparência .
Estive outra vez, quase lá .
Mas eu vou tentar mais uma vez,
e sei que vou atingir o meu objectivo :
PINTAR AGUARELAS .
.
domingo, 3 de abril de 2016
UM DIA EM BRANCO .
Calhou ser ontem .
Podia ser outro dia qualquer
Às vezes, nada apetece fazer, nem dizer .
Fico calado a ouvir os sinais .
O silêncio fala mais do que as palavras .
Esqueço as misérias do mundo,
e o modo obtuso como decorrem os dias
e esta vida que me oprime .
Então, fecho os olhos e vejo coisas
bonitas .
Estás sentado no teu cadeirão,
escreves um texto num dos teus blogues,
uma reflexão, no Tertúlia do Martinho,
uma sátira, no Tonibler,
uma página de combate, no Descrédito .
E o sol a bater na tua janela.
Espreitas as tuas rapinas, a cruzar o céu .
A mesma janela
onde um dia espreitaste a neve
a pintar de branco, a tua Praceta .
Noite dentro, ouves cantar os pássaros ,
e meditas sem parar, até muito tarde,
curtindo a insónia sem fim .
Abro os olhos, e não te vejo,
descanso apenas a memória
na imagem dos teus retratos,
colocados na estante de vidro .
.
Podia ser outro dia qualquer
Às vezes, nada apetece fazer, nem dizer .
Fico calado a ouvir os sinais .
O silêncio fala mais do que as palavras .
Esqueço as misérias do mundo,
e o modo obtuso como decorrem os dias
e esta vida que me oprime .
Então, fecho os olhos e vejo coisas
bonitas .
Estás sentado no teu cadeirão,
escreves um texto num dos teus blogues,
uma reflexão, no Tertúlia do Martinho,
uma sátira, no Tonibler,
uma página de combate, no Descrédito .
E o sol a bater na tua janela.
Espreitas as tuas rapinas, a cruzar o céu .
A mesma janela
onde um dia espreitaste a neve
a pintar de branco, a tua Praceta .
Noite dentro, ouves cantar os pássaros ,
e meditas sem parar, até muito tarde,
curtindo a insónia sem fim .
Abro os olhos, e não te vejo,
descanso apenas a memória
na imagem dos teus retratos,
colocados na estante de vidro .
.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
O COMUNISMO REAL .
Nunca pensei que viria a ser um dos protagonistas da implementação
do Bairro de Telheiras, designadamente no que se refere à primeira
malha, que viria a ser, posteriormente, a CHE TECTO - Cooperativa
de Habitação Económica TECTO .
Foi uma tarefa colectiva que nasceu de uma ideia que floresceu a seguir
ao 25 de Abril, e desencadeada por um grupo de alunos e professores
do IST, graças aos novos ventos quer então sopravam, nesses tempos re-
volucionários .
Tinha sido criada a EPUL, para acudir às necessidades habitacionais
das populações mais desfavorecidas, e tinha sido publicado o Novo Có-
digo Cooperativo,
A CHE TECTO foi uma aventura muito impor
tante, mas era preciso levá-la à práctica .
Primeiro que tudo era necessário a compilação de toda a documentação
indispensável, organizar toda a parte burocrática e organizativa, prover
à recolha dos dados referentes aos cooperantes, criação de uma estrutura
funcional, interna e externa, realização de inúmeras reuniões, a vários ní-
veis, e manter um diálogo constante com os diversas autoridades e orga-
nismos intervenientes .
Foi ainda feito um cuidadoso regulamento interno, para prever o máximo
de situações que poderiam ser resolvidas pela CHE .
Coube-me a honra de ter sido convidado para ser o tesoureiro desta nave,
composta por 88 fogos .
Tudo era discutido e aprovado por braço no ar .
A escolha do número de sócios e localização de cada fogo, era votada e tinha
em linha de conta, a natureza do agregado, teor dos vencimentos declarados
e foi determinada a renda a pagar por cada família, de 6500 a 1600 mil es-
cudos .
Quem prescindisse da declaração de vencimentos, poderia pagar automáti-
camente a renda máxima .
Previa-se que, com o decurso dos anos, a renda máxima iria baixando, à me-
dida que fossem aumentando gradualmente, as rendas mais baixas .
Ninguém entendia muito bem como funcionava
esta geringonça, mas o que é facto é que tínhamos
conseguido implementar o comunismo real
numa pequena zonz, no centro da cidade de Lisboa .
De cada um, segundo as suas possibi-
lidades,
a cada um, segundo as suas necessi-
dades .
.
do Bairro de Telheiras, designadamente no que se refere à primeira
malha, que viria a ser, posteriormente, a CHE TECTO - Cooperativa
de Habitação Económica TECTO .
Foi uma tarefa colectiva que nasceu de uma ideia que floresceu a seguir
ao 25 de Abril, e desencadeada por um grupo de alunos e professores
do IST, graças aos novos ventos quer então sopravam, nesses tempos re-
volucionários .
Tinha sido criada a EPUL, para acudir às necessidades habitacionais
das populações mais desfavorecidas, e tinha sido publicado o Novo Có-
digo Cooperativo,
A CHE TECTO foi uma aventura muito impor
tante, mas era preciso levá-la à práctica .
Primeiro que tudo era necessário a compilação de toda a documentação
indispensável, organizar toda a parte burocrática e organizativa, prover
à recolha dos dados referentes aos cooperantes, criação de uma estrutura
funcional, interna e externa, realização de inúmeras reuniões, a vários ní-
veis, e manter um diálogo constante com os diversas autoridades e orga-
nismos intervenientes .
Foi ainda feito um cuidadoso regulamento interno, para prever o máximo
de situações que poderiam ser resolvidas pela CHE .
Coube-me a honra de ter sido convidado para ser o tesoureiro desta nave,
composta por 88 fogos .
Tudo era discutido e aprovado por braço no ar .
A escolha do número de sócios e localização de cada fogo, era votada e tinha
em linha de conta, a natureza do agregado, teor dos vencimentos declarados
e foi determinada a renda a pagar por cada família, de 6500 a 1600 mil es-
cudos .
Quem prescindisse da declaração de vencimentos, poderia pagar automáti-
camente a renda máxima .
Previa-se que, com o decurso dos anos, a renda máxima iria baixando, à me-
dida que fossem aumentando gradualmente, as rendas mais baixas .
Ninguém entendia muito bem como funcionava
esta geringonça, mas o que é facto é que tínhamos
conseguido implementar o comunismo real
numa pequena zonz, no centro da cidade de Lisboa .
De cada um, segundo as suas possibi-
lidades,
a cada um, segundo as suas necessi-
dades .
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)