David :
Se puderes,põe este post no blog .
Obrigado
mário garcia
.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
IMUNIDADE OU IMPUNIDADE :
Somos ou não somos um país de brandos costumes .
Forte, com os fracos,
cobarde, com os fortes .
O caso dos filhos do embaixador iraquiano em Portugal,
seria certamente abordado de outra maneira, se se tra-
tasse de um cidadão britânico, americano, ou mesmo es-
panhol .
Que diabo, um embaixador, é um embaixador .
Ainda por cima de um pais embebedado em petróleo .
Democracia é uma coisa,
subserviência é outra .
Não é verdade que os Direitos Humanos devem ser obser-
vados por igual pela generalidade de todos os cidadãos ?.
Lembro-me da célebre boutade dos filmes de James Bond,
ORDEM PARA MATAR,
ao serviço de Sua Majestade .
.
Forte, com os fracos,
cobarde, com os fortes .
O caso dos filhos do embaixador iraquiano em Portugal,
seria certamente abordado de outra maneira, se se tra-
tasse de um cidadão britânico, americano, ou mesmo es-
panhol .
Que diabo, um embaixador, é um embaixador .
Ainda por cima de um pais embebedado em petróleo .
Democracia é uma coisa,
subserviência é outra .
Não é verdade que os Direitos Humanos devem ser obser-
vados por igual pela generalidade de todos os cidadãos ?.
Lembro-me da célebre boutade dos filmes de James Bond,
ORDEM PARA MATAR,
ao serviço de Sua Majestade .
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A BANDALHEIRA DA BANCA .
Continua, e pelos vistos, vai continuar, a palhaçada
da banca portuguesa .
Uma lástima, um escarro, uma cagada, um nojo .
Já lá vai um ano de governo novo, já tivemos um
presidente à maneira,
e nada .
A confusão pariu um rato .Só os poderosos parecem
cumprir as leis(?...) o que está certo, pois não foram
eles que fabricaram as leis, à sua maneira e vontade ...
e para terem a utilidade e o proveito que lhes aprou-
ver .
Mas tanta lei para quê ?.
Dizia um desses magarefes entendidos em negócios
dos bancos :
Ai, aguenta, aguenta ...
Pois aguenta .
Até quando .?.
SIM, ATÉ QUANDO ...
.
da banca portuguesa .
Uma lástima, um escarro, uma cagada, um nojo .
Já lá vai um ano de governo novo, já tivemos um
presidente à maneira,
e nada .
A confusão pariu um rato .Só os poderosos parecem
cumprir as leis(?...) o que está certo, pois não foram
eles que fabricaram as leis, à sua maneira e vontade ...
e para terem a utilidade e o proveito que lhes aprou-
ver .
Mas tanta lei para quê ?.
Dizia um desses magarefes entendidos em negócios
dos bancos :
Ai, aguenta, aguenta ...
Pois aguenta .
Até quando .?.
SIM, ATÉ QUANDO ...
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017
ESPERANÇA OU ESCRAVIDÃO .
Pergunto ao vento que passa
Notícias do meu País
E o vento cala a desgraça
E o vento nada me diz
Mesmo na noite mais escura
Em dias de servidão
Há sempre alguém que resiste
Há sempre alguém que diz não
Manuel Alegre
Tornei-me céptico e relação a quase tudo,
senão mesmo um bocado cínico,
pois o mundo está cada vez mais às avessas , cheio de para-
doxos e inverdades, em que a realidade é retalhada, a bel-
-prazer dos media, tornados mais dependentes e intoxicados,
ao serviço de poderes ávidos e despudorados .
Descrente da vida,
descrente de tudo,
velhice chegando
e eu chegando ao fim,
ai, pobre de mim .
Será que eu, com a idade, mudei tanto assim,
ou foi o mundo que foi girando sem parar, até atingir um
ponto de não retorno .
E não há PIB, nem défice, nem dívida soberana que nos
valha .
Já passámos por tantos escolhos, tantas vezes na vida, mas
então havia a Esperança de nos salvar, de nos proteger de
todos os males .
Mas agora já nem isso temos .
Talvez um pouco de sonho e de fantasia, mas não sei se conse-
guiremos sobreviver, sobretudo se não nos agarrarmos a um
desejo de sobrevivência colectiva, que me parece muito longe
de conseguir resgatar Portugal .
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Notícias do meu País
E o vento cala a desgraça
E o vento nada me diz
Mesmo na noite mais escura
Em dias de servidão
Há sempre alguém que resiste
Há sempre alguém que diz não
Manuel Alegre
Tornei-me céptico e relação a quase tudo,
senão mesmo um bocado cínico,
pois o mundo está cada vez mais às avessas , cheio de para-
doxos e inverdades, em que a realidade é retalhada, a bel-
-prazer dos media, tornados mais dependentes e intoxicados,
ao serviço de poderes ávidos e despudorados .
Descrente da vida,
descrente de tudo,
velhice chegando
e eu chegando ao fim,
ai, pobre de mim .
Será que eu, com a idade, mudei tanto assim,
ou foi o mundo que foi girando sem parar, até atingir um
ponto de não retorno .
E não há PIB, nem défice, nem dívida soberana que nos
valha .
Já passámos por tantos escolhos, tantas vezes na vida, mas
então havia a Esperança de nos salvar, de nos proteger de
todos os males .
Mas agora já nem isso temos .
Talvez um pouco de sonho e de fantasia, mas não sei se conse-
guiremos sobreviver, sobretudo se não nos agarrarmos a um
desejo de sobrevivência colectiva, que me parece muito longe
de conseguir resgatar Portugal .
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ADIVINHA .
Qual é a coisa, qual é ela,
que quanto mais se lhe tira,
maior fica ?
É o buraco da dívida .
.
que quanto mais se lhe tira,
maior fica ?
É o buraco da dívida .
.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
O Domingues .
Esse tal de Domingues é um grande brincalhão .
Até pode ser um bom banqueiro (?),
mas assume-se como um vigarista de segunda
categoria .
Reconheço que a situação a que a Caixa chegou,
é uma paródia nacional, com os mais disparatados
contornos, chegando a roçar a falta de decência e
de pouca vergonha,
e ninguém tem a coragem de cortar a direito e co-
meçar a tratar a sério a gangrena que se vai desen-
volvendo no Banco Nacional, infectado até ao osso .
Qualquer dia,
cai de pôdre ...
.
Até pode ser um bom banqueiro (?),
mas assume-se como um vigarista de segunda
categoria .
Reconheço que a situação a que a Caixa chegou,
é uma paródia nacional, com os mais disparatados
contornos, chegando a roçar a falta de decência e
de pouca vergonha,
e ninguém tem a coragem de cortar a direito e co-
meçar a tratar a sério a gangrena que se vai desen-
volvendo no Banco Nacional, infectado até ao osso .
Qualquer dia,
cai de pôdre ...
.
CONTO DO VIGÁRIO .
Marcelo dirigiu a comunicação de Ano Novo
aos portugueses ,
É um acto normal, num País normal .
Fê-lo num tom normal, numa linguagem normal .
Julgo que a grande maioria dos portugueses entendeu
o seu conteúdo, sem grande dificuldade .
E se uma ou outra frase mais embrulhada foi pronun-
ciada, cabe ao comum dos ouvintes entendê-la de acordo
com as diferentes sensibilidades .
Julgo até que será, porventura, um dos méritos do Presi-
dente .
Uma vez proclamado o pensamento de Marcelo Rebelo
de Sousa, por que razão irrompe logo das sarjetas do po-
der, uma legião de iluminados a fazer a análise do texto,
cada um à sua maneira, de acordo com o seu modo de
pensar e das suas conveniências .
Um assunto que devia apreendido pelos portugueses em
geral, é desgraçadamente apropriado por esses escribas,
pagos mais caro, do que o ordenado do Presidente .
A quem pode interessar tal conto do
Vigário?.
.
aos portugueses ,
É um acto normal, num País normal .
Fê-lo num tom normal, numa linguagem normal .
Julgo que a grande maioria dos portugueses entendeu
o seu conteúdo, sem grande dificuldade .
E se uma ou outra frase mais embrulhada foi pronun-
ciada, cabe ao comum dos ouvintes entendê-la de acordo
com as diferentes sensibilidades .
Julgo até que será, porventura, um dos méritos do Presi-
dente .
Uma vez proclamado o pensamento de Marcelo Rebelo
de Sousa, por que razão irrompe logo das sarjetas do po-
der, uma legião de iluminados a fazer a análise do texto,
cada um à sua maneira, de acordo com o seu modo de
pensar e das suas conveniências .
Um assunto que devia apreendido pelos portugueses em
geral, é desgraçadamente apropriado por esses escribas,
pagos mais caro, do que o ordenado do Presidente .
A quem pode interessar tal conto do
Vigário?.
.
domingo, 1 de janeiro de 2017
OS TURCOS .
Levantei-me cedo, como acontece quase todos os dias .
Tinha-me deitado com a notícia de mais um ataque bom-
bista na Turquia, um Pai Natal que entrou numa das mais
conhecidas discotecas de Istambul, matou um polícia à
porta e desatou a, disparar a torto e direito .
De manhã, tinha acordado o meu lado sado masoquista,
e liguei a TV, para seguir a notícia .
Liguei todas, uma a uma, num zapping rápido, e não encon-
trei um único programa que estivesse a dar a informação
sobre o atentado .
Fiquei baralhado .
Pensei para comigo .
Será que a notícia não foi publicada ?
Os jornalistas tinham ido dormir ?
A maralha estava a curtir o Reveillon ?
Estava tudo a dar programas para criancinhas ?
Estava eu matutando sobre o assunto, quando de repente
se fez luz na minha cabecinha ...
A coisa, se calhar, aconteceu mesmo,
só que não tinha grande valor jornalístico .
Afinal, as vítimas eram turcos ...
.
Tinha-me deitado com a notícia de mais um ataque bom-
bista na Turquia, um Pai Natal que entrou numa das mais
conhecidas discotecas de Istambul, matou um polícia à
porta e desatou a, disparar a torto e direito .
De manhã, tinha acordado o meu lado sado masoquista,
e liguei a TV, para seguir a notícia .
Liguei todas, uma a uma, num zapping rápido, e não encon-
trei um único programa que estivesse a dar a informação
sobre o atentado .
Fiquei baralhado .
Pensei para comigo .
Será que a notícia não foi publicada ?
Os jornalistas tinham ido dormir ?
A maralha estava a curtir o Reveillon ?
Estava tudo a dar programas para criancinhas ?
Estava eu matutando sobre o assunto, quando de repente
se fez luz na minha cabecinha ...
A coisa, se calhar, aconteceu mesmo,
só que não tinha grande valor jornalístico .
Afinal, as vítimas eram turcos ...
.
sábado, 31 de dezembro de 2016
Os cafés e as Tascas .
A ronda dos cafés .
Bem cedo, comecei a acompanhar o meu tio Luís,
por terras e terrinhas da Beira Alta, fazendo a volta
para encomendar os produtos mais do agrado dos
fregueses, como se de um ritual se tratasse .
O velho tinha uma lata do caraças, e, por vezes che-
gava a piscar-me o olho, e no regresso ia-me ensinan-
do velhos truques de africanista, habituado que esta-
va a conduzir negócios menos claros, fazendo uma pro-
paganda exagerada deste ou daquele artigo, ou entran-
do em grande, quando o assunto não lhe convinha .
E este jogo do gato e do rato repetia.se dezenas ou mes-
mo centenas de vezes, até se verificar o assentimento ou
a desistência de um dos contendores .
O meu tio conhecia bem a região e o itinerário .Visitava
todos os lugares, cafés mais finos, e tascas degradadas,
e sabia como orientar a conversa de acordo com cada
interlocutor .
Havia que aliciá-los com manha e obter sem descanso
uma promessa de encomenda .
Aprendi muita ratice, a ganhar ou a perder cada lance
deste jogo .
Os beirões são decididos e teimosos, habituados a uma vi-
da dura, mas sabem quando têm algo a ganhar numa par-
tida bem disputada .
Por sua vez, quando se o caminho se torna muito difícil de
continuar, há que desistir ou negociar com vantagem para
ambos os contendores .
E a escola da vida,
que só a experiência proporciona .
.
Bem cedo, comecei a acompanhar o meu tio Luís,
por terras e terrinhas da Beira Alta, fazendo a volta
para encomendar os produtos mais do agrado dos
fregueses, como se de um ritual se tratasse .
O velho tinha uma lata do caraças, e, por vezes che-
gava a piscar-me o olho, e no regresso ia-me ensinan-
do velhos truques de africanista, habituado que esta-
va a conduzir negócios menos claros, fazendo uma pro-
paganda exagerada deste ou daquele artigo, ou entran-
do em grande, quando o assunto não lhe convinha .
E este jogo do gato e do rato repetia.se dezenas ou mes-
mo centenas de vezes, até se verificar o assentimento ou
a desistência de um dos contendores .
O meu tio conhecia bem a região e o itinerário .Visitava
todos os lugares, cafés mais finos, e tascas degradadas,
e sabia como orientar a conversa de acordo com cada
interlocutor .
Havia que aliciá-los com manha e obter sem descanso
uma promessa de encomenda .
Aprendi muita ratice, a ganhar ou a perder cada lance
deste jogo .
Os beirões são decididos e teimosos, habituados a uma vi-
da dura, mas sabem quando têm algo a ganhar numa par-
tida bem disputada .
Por sua vez, quando se o caminho se torna muito difícil de
continuar, há que desistir ou negociar com vantagem para
ambos os contendores .
E a escola da vida,
que só a experiência proporciona .
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O LABIRINTO DOS CAFÉS .
Cafés e Especiarias .
Assim se denominava o armazém do meu Tio Luís,
africanista de muitas aventuras, que negociava em
cafés e especiarias, e outra comezainas mais triviais,
rebuçados, bolachas, amendoins, etc.
.
A coisa ficava numa espelunca ( hoje seria uma gerin-
gonça), situada na Calçada do Jogo da Pela, para os la-
dos do Hospital de S. José .
Numa iª. fase foi destruído o armazém, numa zona onde
viria a ser construído o Teatro Àdoque, também derruba-
do no rescaldo da reconfiguração do Largo do Martin
Moniz .
Nessas obras, mesmo por debaixo do tal armazém, esta-
va escondida uma das torres da Muralha Fernandina, hoje
em vias de restauração, como monumento nacional .
Isto está tudo ligado, meu irmão .
O meu tio partia para a terra/serra, durante os meses de
verão, para percorrer as terreolas do Concelho de Seia e
Concelhos limítrofes, e acompanhava-me, como seu lugar-
tenente e criado às ordens .
.
Assim se denominava o armazém do meu Tio Luís,
africanista de muitas aventuras, que negociava em
cafés e especiarias, e outra comezainas mais triviais,
rebuçados, bolachas, amendoins, etc.
.
A coisa ficava numa espelunca ( hoje seria uma gerin-
gonça), situada na Calçada do Jogo da Pela, para os la-
dos do Hospital de S. José .
Numa iª. fase foi destruído o armazém, numa zona onde
viria a ser construído o Teatro Àdoque, também derruba-
do no rescaldo da reconfiguração do Largo do Martin
Moniz .
Nessas obras, mesmo por debaixo do tal armazém, esta-
va escondida uma das torres da Muralha Fernandina, hoje
em vias de restauração, como monumento nacional .
Isto está tudo ligado, meu irmão .
O meu tio partia para a terra/serra, durante os meses de
verão, para percorrer as terreolas do Concelho de Seia e
Concelhos limítrofes, e acompanhava-me, como seu lugar-
tenente e criado às ordens .
.
O FASCÍNIO DOS CAFÉS .
Desde muito novo que fui atraído pelo café e pelos
cafés .
Não que em criança gostasse de café, café mesmo .
Nessa altura, o café era cevada ,
Ou uma mistura de café, grão torrado, chicória e ce-
vada . Café era coisa de ricos e escasseava, por cau-
sa da Guerra . Os diferentes lotes de café, dividiam-se
entre as classes sociais prevalecentes - lote espacial,
para os senhores doutores, e lote popular, para o pú-
blico em geral .
Os cafés (havia 3 cafés na minha terra - o de cima,
o do meio e o de baixo ) .
O primeiro era por cima do
consultório do Dr. Melo,
o grande médico de Seia, que tinha um aparelho de
Radioscopia, coisa rara, que servia quase todo o -
da Guarda .
Consultório sempre cheio, fregueses habituais, que a
tuberculose sempre andou de mão dada com a pobreza .
O café de cima, que ficava na parte alta da vila, era o
que servia os doentes e suas famílias que vinham de
fora, em regra de taxi, e esperavam ser atendidos, pa-
ra depois regressarem, noite dentro, às aldeias da região .
Era uma terra com alguma importância social, foi das pri-
meiras a ter electricidade pública em todas as casas .
Mas não íamos ao cheiro do café, mas sim ao cheiro dos
cromos da bola, a grande atracção da pequenada, onde se
faziam negócios de grande risco, trocar o Peiroteu pelo
Barrigana. o Félix pelo Patalino .
Nesse tempo a Selecção de futebol não era ainda muito
conhecida, não havia televisão, e os rádios eram sinal de
abastança .
Era o tempo das cabazadas no Hoquei em Patins, muita
ganhas por dez ou mais a zero, sempre com a Espanha à
espera de muitos golos de Portugal e de muita porrada .
Raio, Perdigão, Correia dos Santos e Jesus Correia eram
os maiores daquele tempo .
Os cafés viriam um pouco depois .
.
cafés .
Não que em criança gostasse de café, café mesmo .
Nessa altura, o café era cevada ,
Ou uma mistura de café, grão torrado, chicória e ce-
vada . Café era coisa de ricos e escasseava, por cau-
sa da Guerra . Os diferentes lotes de café, dividiam-se
entre as classes sociais prevalecentes - lote espacial,
para os senhores doutores, e lote popular, para o pú-
blico em geral .
Os cafés (havia 3 cafés na minha terra - o de cima,
o do meio e o de baixo ) .
O primeiro era por cima do
consultório do Dr. Melo,
o grande médico de Seia, que tinha um aparelho de
Radioscopia, coisa rara, que servia quase todo o -
da Guarda .
Consultório sempre cheio, fregueses habituais, que a
tuberculose sempre andou de mão dada com a pobreza .
O café de cima, que ficava na parte alta da vila, era o
que servia os doentes e suas famílias que vinham de
fora, em regra de taxi, e esperavam ser atendidos, pa-
ra depois regressarem, noite dentro, às aldeias da região .
Era uma terra com alguma importância social, foi das pri-
meiras a ter electricidade pública em todas as casas .
Mas não íamos ao cheiro do café, mas sim ao cheiro dos
cromos da bola, a grande atracção da pequenada, onde se
faziam negócios de grande risco, trocar o Peiroteu pelo
Barrigana. o Félix pelo Patalino .
Nesse tempo a Selecção de futebol não era ainda muito
conhecida, não havia televisão, e os rádios eram sinal de
abastança .
Era o tempo das cabazadas no Hoquei em Patins, muita
ganhas por dez ou mais a zero, sempre com a Espanha à
espera de muitos golos de Portugal e de muita porrada .
Raio, Perdigão, Correia dos Santos e Jesus Correia eram
os maiores daquele tempo .
Os cafés viriam um pouco depois .
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
O MILITANTE Nº. 1 .
Não sei se alguma vez me cruzei com Mário Soares
antes do 25 de Abril .
Julgo que foi o tempo em que esteve em que esteve no
degredo em S. Tomé e Príncipe,
e posteriormente no exílio em Paris, ainda antes de se
ter criado o PS, na Alemanha Federal .
Viria a conhecê-lo já na Democracia,
um pouco por todo o lado .
Por exemplo, aquando das eleições presidenciais, ao fa-
zer campanha, na rua de Santo António, em pleno centro
de Faro .
Quando deste pela sua presença, correste a casa, para em-
punhares a bandeira do partido , e vieste cumprimentá-lo,
quando ele metia conversa com um turista .
Mais tarde, começou a tua forte ligação ao PS, tecida por
imensos contactos e reuniões, amalgamada por imensas vi-
tórias e algumas derrotas .
Foi Mário Soares que te presenteou com o Prémio de me-
lhor aluno finalista do Colégio Moderno, no ano de 1979 .
Soares era como se fosse da família .
Acompanhaste-o ao longo de toda a tua vida, nas tuas boas
e desditas horas . Seguia-lo para todo o lado, admirava-lo,
sempre com a bandeirinha em riste, a mesma bandeira que
tens no coração e que está aos teus pés, bem juntinha a ti .
Quando tu soubeste da sua candidatura a PR, estavas muito
triste pois as sondagens eram muito pessimistas .
Lembro-me de ter comentado contigo os teus receios e de
te ter dito :
Deixa lá, já somos 3 a votar em Mário Soares, tu, eu e o pró-
prio Mário Soares .
E ele acabou por vencer, ainda que por uma margem muito
estreita .
Um destes dias, o presidente Soares irá certamente fazer-te
companhia lá no infinito, companhia que tu lhe proporcio-
naste sempre,na tua passagem terrena .
Um grande beijinho,
OS PAIS .
.
antes do 25 de Abril .
Julgo que foi o tempo em que esteve em que esteve no
degredo em S. Tomé e Príncipe,
e posteriormente no exílio em Paris, ainda antes de se
ter criado o PS, na Alemanha Federal .
Viria a conhecê-lo já na Democracia,
um pouco por todo o lado .
Por exemplo, aquando das eleições presidenciais, ao fa-
zer campanha, na rua de Santo António, em pleno centro
de Faro .
Quando deste pela sua presença, correste a casa, para em-
punhares a bandeira do partido , e vieste cumprimentá-lo,
quando ele metia conversa com um turista .
Mais tarde, começou a tua forte ligação ao PS, tecida por
imensos contactos e reuniões, amalgamada por imensas vi-
tórias e algumas derrotas .
Foi Mário Soares que te presenteou com o Prémio de me-
lhor aluno finalista do Colégio Moderno, no ano de 1979 .
Soares era como se fosse da família .
Acompanhaste-o ao longo de toda a tua vida, nas tuas boas
e desditas horas . Seguia-lo para todo o lado, admirava-lo,
sempre com a bandeirinha em riste, a mesma bandeira que
tens no coração e que está aos teus pés, bem juntinha a ti .
Quando tu soubeste da sua candidatura a PR, estavas muito
triste pois as sondagens eram muito pessimistas .
Lembro-me de ter comentado contigo os teus receios e de
te ter dito :
Deixa lá, já somos 3 a votar em Mário Soares, tu, eu e o pró-
prio Mário Soares .
E ele acabou por vencer, ainda que por uma margem muito
estreita .
Um destes dias, o presidente Soares irá certamente fazer-te
companhia lá no infinito, companhia que tu lhe proporcio-
naste sempre,na tua passagem terrena .
Um grande beijinho,
OS PAIS .
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
O FUTEBOL É GRANDE .
Portugal é o campeão da Europa .
Cristiano Ronaldo é o maior jogador
do mundo e arredores .
Fernando Santos é o melhor treinador
do mundo .
Há muitos portugueses a jogar à bola nas principais equi-
pas europeias .
Há várias dezenas de treinadores portugueses a orientar
equipas, um pouco por toda a parte no mundo, algumas
das quais são, ou foram, campeãs nacionais, nos países
onde têm laborado .
O futebol é importante .
Portugal é grande .
.
Cristiano Ronaldo é o maior jogador
do mundo e arredores .
Fernando Santos é o melhor treinador
do mundo .
Há muitos portugueses a jogar à bola nas principais equi-
pas europeias .
Há várias dezenas de treinadores portugueses a orientar
equipas, um pouco por toda a parte no mundo, algumas
das quais são, ou foram, campeãs nacionais, nos países
onde têm laborado .
O futebol é importante .
Portugal é grande .
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
O ANO 2016 .
O ano que agora termina foi fértil em acontecimentos que
nos deixam crescer água na boca .
É como se a História se tivesse acelerado de repente, alte-
rando as leis da relatividade .
A nível internacional, para além de muitos factos, sobressai
a eleição presidencial de Donald Trump, só possível pela igno-
rãncia colectiva de um país que se gaba(ou lhe gabam) o seu
alto grau de democraticidade, com um sistema eleitoral, em
muitos casos completamente arcaico, e ainda uma lei eleito-
ral do tempo da idade da pedra .
Em segundo lugar, aparece a trapalhada confusa do Brexit,
a saída inexperada do Reino Unido, da UE .
Ficou tudo da cara à banda, sem ninguém habilitado a dar
uma explicação razoável, nem do facto em si, nem das raz-
zões que o determinaram .
É uma pedrada na des(União) de consequências imprevisí-
veis .
A nível nacional, tenho que por em evidência a aventura sem
rede, que foi a invenção da chamada Geringonça, a sua utili-
zação inesperada, e o êxito que veio trazer a um novo processo
de fazer política em Portugal
.
nos deixam crescer água na boca .
É como se a História se tivesse acelerado de repente, alte-
rando as leis da relatividade .
A nível internacional, para além de muitos factos, sobressai
a eleição presidencial de Donald Trump, só possível pela igno-
rãncia colectiva de um país que se gaba(ou lhe gabam) o seu
alto grau de democraticidade, com um sistema eleitoral, em
muitos casos completamente arcaico, e ainda uma lei eleito-
ral do tempo da idade da pedra .
Em segundo lugar, aparece a trapalhada confusa do Brexit,
a saída inexperada do Reino Unido, da UE .
Ficou tudo da cara à banda, sem ninguém habilitado a dar
uma explicação razoável, nem do facto em si, nem das raz-
zões que o determinaram .
É uma pedrada na des(União) de consequências imprevisí-
veis .
A nível nacional, tenho que por em evidência a aventura sem
rede, que foi a invenção da chamada Geringonça, a sua utili-
zação inesperada, e o êxito que veio trazer a um novo processo
de fazer política em Portugal
.
OS SINOS .
" E se alguém te perguntar.
por quem dobram os sino ?
Eles dobram por ti "
Hemingway
O sino toca na aldeia
Reza a gente com fervor
O sino toca na gente
Na aldeia nasce amos
Adriano Correia de Oliveira
O que mais me prende à vida
Não é amor de ninguém
É que a morte de esquecida
Deixa o mal e leva o bem
Popular
.
por quem dobram os sino ?
Eles dobram por ti "
Hemingway
O sino toca na aldeia
Reza a gente com fervor
O sino toca na gente
Na aldeia nasce amos
Adriano Correia de Oliveira
O que mais me prende à vida
Não é amor de ninguém
É que a morte de esquecida
Deixa o mal e leva o bem
Popular
.
sábado, 24 de dezembro de 2016
Un truc comme ça .
A primeira vez que fiz um estágio em França,
tive a oportunidade de visitar visitar uma boa parte
do País e contactar com inúmeros organismos ofi-
ciais e algumas fábricas importantes .
Desde os meus tempos de liceu que me habituei a
aprender falar e escrever bem a língua de Voltaire .
Não tinha dificuldades de maior em manter uma con-
versação fácil com os meus interlocutores franceses .
Havia é claro alguns pontos que eu não dominava,
os palavrões, o calão e as frases idiomáticas .
Levei tempo a perceber o que é que eles queriam
dizer com o
Un truc comme ça
Servia para tudo, aplicava-se a tudo, confesso que
por vezes ficava um pouco baralhado, e tinha que
pedir ajuda para perceber o significado daquela
frase .
Mal eu sabia ...,
-uma premonição com tanto tempo de avanço-,
que tinha descoberto o verdadeiro sentido do con-
ceito da
Geringonça .
Elementar, meu caro Holmes ...
.
tive a oportunidade de visitar visitar uma boa parte
do País e contactar com inúmeros organismos ofi-
ciais e algumas fábricas importantes .
Desde os meus tempos de liceu que me habituei a
aprender falar e escrever bem a língua de Voltaire .
Não tinha dificuldades de maior em manter uma con-
versação fácil com os meus interlocutores franceses .
Havia é claro alguns pontos que eu não dominava,
os palavrões, o calão e as frases idiomáticas .
Levei tempo a perceber o que é que eles queriam
dizer com o
Un truc comme ça
Servia para tudo, aplicava-se a tudo, confesso que
por vezes ficava um pouco baralhado, e tinha que
pedir ajuda para perceber o significado daquela
frase .
Mal eu sabia ...,
-uma premonição com tanto tempo de avanço-,
que tinha descoberto o verdadeiro sentido do con-
ceito da
Geringonça .
Elementar, meu caro Holmes ...
.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
AMBIENTE - 1 / ENERGIA - 0 .
O Dr. Sousa Tavares ( conhecido por Tareco), pai do Miguel
Sousa Tavares, democrata e próximo do PS, foi o primeiro mi-
nistro a tratar das questões ligadas ao ambiente .
Foi escolhido por Mário Soares para exercer a pasta da
Qualidade de Vida,
um eufemismo engraçado, mas que era uma maneira de ir
estudando o tema .
Foi ele que introduziu o palavrão
Parâmetros de Qualidade de Vida,
que viria a tentar um processo de avaliar o modo como viviam
as pessoas, logo após o 25 de Abril .
Tarefa ingrata e impossível .
Com a chegada da Democracia ao nosso País, tudo parecia pos-
sível .
A contestação a tudo e todos, tornou-se um modo de vida .
O primeiro assunto ambiental que se levantou e que se espalhou
por Portugal inteiro, respeitava o projecto de construção de uma
Central Nuclear, que seria implantada em Ferrel, no Distrito
de Leiria .
Foi todo um povo que se levantou contra tal projecto, como se de
uma guerra civil se tratasse .
A ideia do eventual empreendimento, foi liminarmente rejeitada,
mas tinha acabado de surgir o
movimento ambiental folclórico,
que iria perdurar durante várias décadas,
como iremos ver .
.
Sousa Tavares, democrata e próximo do PS, foi o primeiro mi-
nistro a tratar das questões ligadas ao ambiente .
Foi escolhido por Mário Soares para exercer a pasta da
Qualidade de Vida,
um eufemismo engraçado, mas que era uma maneira de ir
estudando o tema .
Foi ele que introduziu o palavrão
Parâmetros de Qualidade de Vida,
que viria a tentar um processo de avaliar o modo como viviam
as pessoas, logo após o 25 de Abril .
Tarefa ingrata e impossível .
Com a chegada da Democracia ao nosso País, tudo parecia pos-
sível .
A contestação a tudo e todos, tornou-se um modo de vida .
O primeiro assunto ambiental que se levantou e que se espalhou
por Portugal inteiro, respeitava o projecto de construção de uma
Central Nuclear, que seria implantada em Ferrel, no Distrito
de Leiria .
Foi todo um povo que se levantou contra tal projecto, como se de
uma guerra civil se tratasse .
A ideia do eventual empreendimento, foi liminarmente rejeitada,
mas tinha acabado de surgir o
movimento ambiental folclórico,
que iria perdurar durante várias décadas,
como iremos ver .
.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
O AMBIENTE PORTUGUÊS .
As questões ambientais em Portugal tiveram um parto
difícil .
Já tinham sido dados pequenos passos tímidos nalgu-
mas matérias relacionadas com a poluição, quer do ar,
quer das águas, relativamente aos problemas que en-
refinarias e centrais térmicas .
Havia já alguma legislação, decorrente das nossas obri-
gações impostas pela ONU, designadamente no que se
referia à poluição do Mar, nas convenções de Oslo e Pa-
ris, OSCON E PARCON, aplicáveis ao espaço Norte do
Oceano Atlântico .
A CNCPM, Comissão Nacional contra a Poluição do
Mar, de Junho de 71, constituída no âmbito do Ministé-
rio da Marinha, funcionava como uma espécie de Tribu-
nal Ambiental , tratando dos casos de poluição marítima
e aplicação das coimas deles resultantes .
Quanto à poluição do ar, desde 1966 que tinha sido cria-
do o GTPA - Grupo de Trabalho sobre Poluição do Ar,
no âmbito do Ministério da Saúde, com representantes
da Administração Pública e das principais empresas das
cidades de Lisboa e do Porto, concretamente, Sacor, Cuf
e Siderurgia Nacional .
Só em 1972, por esforços de alguns deputados da ala mar-
celista da Assembleia Nacional, foi criada a Comissão Na-
cional do Âmbiente, presidida pelo deputado Correia da
Cunha, e que pretendia preparar uma delegação portu-
guesa à Conferência do Ambiente, a realizar em Estocol-
mo, nesse mesmo ano .
Não foram fáceis os primeiros anos da CNA .
Os industriais portugueses mostraram uma resistência fe-
roz, à abordagem destes temas .
De salientar o combate travado pelo actual Presidente da
República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, na intro-
dução da agenda ambiental no nosso País, com o beneplá-
cito do então Presidente do Conselho, Marcelo Caetano .
.
difícil .
Já tinham sido dados pequenos passos tímidos nalgu-
mas matérias relacionadas com a poluição, quer do ar,
quer das águas, relativamente aos problemas que en-
refinarias e centrais térmicas .
Havia já alguma legislação, decorrente das nossas obri-
gações impostas pela ONU, designadamente no que se
referia à poluição do Mar, nas convenções de Oslo e Pa-
ris, OSCON E PARCON, aplicáveis ao espaço Norte do
Oceano Atlântico .
A CNCPM, Comissão Nacional contra a Poluição do
Mar, de Junho de 71, constituída no âmbito do Ministé-
rio da Marinha, funcionava como uma espécie de Tribu-
nal Ambiental , tratando dos casos de poluição marítima
e aplicação das coimas deles resultantes .
Quanto à poluição do ar, desde 1966 que tinha sido cria-
do o GTPA - Grupo de Trabalho sobre Poluição do Ar,
no âmbito do Ministério da Saúde, com representantes
da Administração Pública e das principais empresas das
cidades de Lisboa e do Porto, concretamente, Sacor, Cuf
e Siderurgia Nacional .
Só em 1972, por esforços de alguns deputados da ala mar-
celista da Assembleia Nacional, foi criada a Comissão Na-
cional do Âmbiente, presidida pelo deputado Correia da
Cunha, e que pretendia preparar uma delegação portu-
guesa à Conferência do Ambiente, a realizar em Estocol-
mo, nesse mesmo ano .
Não foram fáceis os primeiros anos da CNA .
Os industriais portugueses mostraram uma resistência fe-
roz, à abordagem destes temas .
De salientar o combate travado pelo actual Presidente da
República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, na intro-
dução da agenda ambiental no nosso País, com o beneplá-
cito do então Presidente do Conselho, Marcelo Caetano .
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016
UMA NOVA FASE DA GUERRA .
Temos vindo a assistir nos últimos anos a uma guerra
mortífera, guerra quente, guerra fria, guerra religiosa,
guerra, não declarada entre as grandes potências, guer-
ra encomendada por outras pequenas e médias potên-
cias .
Ninguém sabe ao certo quem são os verdadeiros parti-
cipantes, nem quais os verdadeiros objectivos .
E já lá vão seis anos .
Mas a partir de agora,
a guerra suja vai apresentar um novo paradigma, e irá
certamente transformar-se numa guerra global .
Com o assassinato do Embaixador Russo em Ancara, às
mãos de um agente secreto da própria polícia secreta
turca, e após o terrível atentado levado a cabo no cora-
ção da Alemanha, em condições incríveis, a guerra vai
apresentar novas consequências impensáveis .
Talvez a Senhora Merkel comece a compreender que o
seu inimigo nunca foram os países mais desfavorecidos
da Europa do Sul .
Talvez que o Défice e a Dívida portugueses, possam con-
tar como activos importantes, no conjunto global da de-
fesa do Ocidente .
TALVEZ ...
.
mortífera, guerra quente, guerra fria, guerra religiosa,
guerra, não declarada entre as grandes potências, guer-
ra encomendada por outras pequenas e médias potên-
cias .
Ninguém sabe ao certo quem são os verdadeiros parti-
cipantes, nem quais os verdadeiros objectivos .
E já lá vão seis anos .
Mas a partir de agora,
a guerra suja vai apresentar um novo paradigma, e irá
certamente transformar-se numa guerra global .
Com o assassinato do Embaixador Russo em Ancara, às
mãos de um agente secreto da própria polícia secreta
turca, e após o terrível atentado levado a cabo no cora-
ção da Alemanha, em condições incríveis, a guerra vai
apresentar novas consequências impensáveis .
Talvez a Senhora Merkel comece a compreender que o
seu inimigo nunca foram os países mais desfavorecidos
da Europa do Sul .
Talvez que o Défice e a Dívida portugueses, possam con-
tar como activos importantes, no conjunto global da de-
fesa do Ocidente .
TALVEZ ...
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