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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

As eleições, o Benfica e os velhos do Restelo

A não perderem hoje a crónica de Leonor Pinhão no jornal "A Bola" acerca do actual momento do SL Benfica, em conversa de café entre dois benfiquistas, o optimista e o pessimista, da qual não foi possível encontrar link.

Ao ler a mesma, retrato fabuloso do nosso espírito bem português, retratado de forma ímpar por Camões, assenta como uma luva ao actual momento político nacional.

Por mais boas notícias, que se insuficientes isoladas terão carácter distinto lidas em conjunto, haverá sempre velhos do Restelo a desvalorizá-las e a revirá-las do avesso, forma bem portuguesa de passarmos do 80 ao 8.
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Ganhar ou perder eleições

O Mário Plácido falou em Jogo muito perigoso no complicado xadrez político que nos poderá bater à porta nos próximos meses, fruto do que se avizinha com recentes sondagens e decisões de alguns actores políticos.

Gostaria de acrescentar uma questão essencial: a diminuição da credibilidade do primeiro-ministro, fruto de todas as notícias desde o "caso licenciatura" aumenta um prato essencial da balança, a abstenção.

Para este facto, aumento da abstenção, as acusações à comunicação social poderão ter certamente um efeito multiplicador.

Não é de esquecer que é mais fácil quem governa perder eleições do que a oposição as ganhar.
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terça-feira, 16 de setembro de 2008

... a 50 dias da decisão

Pondo de parte as questões que têm a ver com a forma com que cada sondagem ou estudo de opinião é realizado, dado que alguns deles são manifestamente insuficientes para aferir do resultado final, importa realçar algumas questões.

Importante em todas as eleições são sempre as votações paralelas em cada estado e mesmo condado, desde referendos sobre questões específicas às eleições para Governador, Senadores ou Representantes na Câmara dos deputados. A isso voltarei noutra altura.

Relevante para a vitória em cada estado é também a presença a sufrágio de outros candidatos, como o independente Ralph Nader ou o candidato do Libertarian Party, Bob Barr que poderão fazer alterar o vencedor em estados de diferenças mais reduzidas entre os candidatos democrata e republicano.

Dada a forma de eleição do Presidente dos Estado Unidos o resultado final global não é de todo significativo para a vitória.

Através de colégio eleitoral composto por "grandes eleitores" representativos dos vários estados, na quase totalidade dos estados representando o vencedor nesse mesmo estado seja com mais 1 voto ou mais um milhão, encontra-se o eleito.

Apesar de não ser relevante para a vitória no estado as sondagens globais poderão naturalmente influenciar a tendência de voto dos indecisos. Se olharmos a estas (nomeadamente para as que agrupam vários estudos), agora que o efeito convenções foi esbatido, verificamos a existência de um empate técnico com ligeira vantagem para McCain (45-45 CNN pool of pools 15/9 ou 46.3-44.7 NPR 5/9-14/9) após maior ascendente do candidato republicano na semana anterior.

No entanto olhando para cada estado a tendência pende para Obama, mesmo nos dias pós Saint Paul. Vendo os estados eleitos como campo de batalha por ambas as partes resulta que Indiana, Missouri,  Florida, Carolina do Norte, Montana, Georgia, Texas, Mississipi e  Louisiana pendem de forma mais ou menos clara para McCain enquanto que Iowa, Oregon, Wisconsin, New Jersey, Washington e California para Obama.

Quanto aos estados da decisão, os chamados Toss Up em que as diferenças são mínimas, McCain conquista Ohio e eventualmente o Nevada enquanto que Obama segura Michigan, Pennsylvania, New Mexico, New Hampshire e o Minnesota, embora em qualquer deles haja resultados favoráveis a ambos os candidatos.

Se, volto a referir, se nestes assim acontecesse bastaria a Obama ganhar o Colorado, onde tem liderado e foi aposta pela realização da convenção democrata em Denver, alcançando 273 dos 270 eleitores necessários, restando ainda a surpresa da campanha 2008, a Virginia.

Neste estado tradicionalmente republicano, onde Bush venceu em 2000 e 2004 por mais de 8 pontos existe neste momento um empate.

Qualquer decisão, discurso ou acção de campanha neste momento poderá ser crucial na conquista de votos ainda não definidos. Disso exemplo foi a escolha de McCain para seu Vice. Palin poderá não ter acrescentado muitos votos ao centro mas seguramente é inquestionável que agitou e mobilizou as hostes mais conservadoras dos republicanos e seguramente assim conquistou um "exército" imprescindível para alcançar a vitória.