Um velho de esquerda, às direitas .
Quando a esquerda era esquerda,
e a direita era direita .
Hoje o que mais se encontra, são travestis e encapotados,
camaleões e mascarados .
A Europa transformou-se num imenso entreposto de trafi-
cantes, ladrões, vigaristas, corruptos , vadios e outra gente
de mau porte .
O que foi, outrora, o berço de dezenas ou centenas, de gente
famosa e esforçada, que cimentou, pedra sobre pedra, o mais
elaborado centro de cultura e de ciência .
Não nos deixemos enganar .
A esquerda é
É A VERDADE
A JUSTIÇA
E A BELEZA,
temperadas com bastante
LIBERDADE
FRATERNIDADE
E IGUALDADE .
Tudo o resto é apanágio a direita .
Recordo apenas um homem que teve um papel importante na
emancipação a Itália - GIUSEPPE VERDI (Vittorio Emanuelle
Rei D` Itália),
que com Garibaldi ,
ajudaram a edificar um grande pais, berço do
RENASCIMENTO .
.
domingo, 31 de maio de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
A IMPRENSA DE REFERÊNCIA .
Quando o meu filho trouxe o seu primeiro gato bebé
para casa, tive a necessidade de comprar o Expresso,
pois era o que apresentava a melhor relação qualidade
preço - tinha papel para o gato mijar
a semana inteira .
Reconto a história do tipo que vinha de barco para o
emprego, comprava todos os dias o jornal, via a 1ª pá-
gina e depois deitava o papel fora .
Questionado sobre o facto, disse que estava à espera de
um certo óbito .
O vendedor de jornais informou que a necrologia vinha
sempre nas páginas de dentro .
E disse o outro :
De certeza que, quando o gajo morrer,
vem logo na manchete, a letras gordas .
Vem isto, a propósito a boa e da má imprensa, da dita im-
prensa de referência .
Uma treta indecente : só interessa aos media o que
convem os grandes potentados económicos e às grandes cen-
trais de comunicação .
Para que serve então ler jornais e ver televisão :
Para seguir as novelas, reais ou imaginárias,
para o caso, tanto faz .
E a maralha engole este xarope, dezenas e vezes ao dia . .
.
É isto, a imprensa de referência .
.
para casa, tive a necessidade de comprar o Expresso,
pois era o que apresentava a melhor relação qualidade
preço - tinha papel para o gato mijar
a semana inteira .
Reconto a história do tipo que vinha de barco para o
emprego, comprava todos os dias o jornal, via a 1ª pá-
gina e depois deitava o papel fora .
Questionado sobre o facto, disse que estava à espera de
um certo óbito .
O vendedor de jornais informou que a necrologia vinha
sempre nas páginas de dentro .
E disse o outro :
De certeza que, quando o gajo morrer,
vem logo na manchete, a letras gordas .
Vem isto, a propósito a boa e da má imprensa, da dita im-
prensa de referência .
Uma treta indecente : só interessa aos media o que
convem os grandes potentados económicos e às grandes cen-
trais de comunicação .
Para que serve então ler jornais e ver televisão :
Para seguir as novelas, reais ou imaginárias,
para o caso, tanto faz .
E a maralha engole este xarope, dezenas e vezes ao dia . .
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É isto, a imprensa de referência .
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sexta-feira, 29 de maio de 2015
MIXORDEIROS .
AMOR COM AMOR SE PAGA .
Todos estamos recordados da prestação indecente
de Constâncio, como presidente do Banco de Por-
tugal .
Daí a sua promoção a Vice Governador do Banco Eu-
ropeu .
Temos agora o prémio entregue a Carlos Costa, pelos
assinaláveis serviços prestados ao BES e aos Salgados .
Na gamela onde come um,
comem dois ou três,
ou uma dúzia .
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Todos estamos recordados da prestação indecente
de Constâncio, como presidente do Banco de Por-
tugal .
Daí a sua promoção a Vice Governador do Banco Eu-
ropeu .
Temos agora o prémio entregue a Carlos Costa, pelos
assinaláveis serviços prestados ao BES e aos Salgados .
Na gamela onde come um,
comem dois ou três,
ou uma dúzia .
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ODE AO COMUNISMO .
O comunismo foi uma ideia genial .
Conseguiu congelar a imensa bandalheira
que grassava no nosso querido mundo
ocidental .
Com o desaparecimento o malino,
quem sabe se por milagre divino,
começaram a emergir os cogumelos venenosos
de um sistema tão saudado e badalado,
que se pensava durar até à eternidade .
Que nada ...
Afinal o pecado morava mesmo ao lado .
O mundo era tão mau ou pior
daquele que então vigorava no universo soviético
e arredores .
Escondido nos armários do tempo,
lá estavam o mal que havia sido coado
durante quase um século :
A corrupção global,
a todos os níveis, em todos os azimutes,
de pessoas, grupos, organizações, famílias, empresas,
entidades religiosas, desportivas, benfeitoras,
Ministros, juízes, parlamentares, doutores advogados,
jogadores da bola, meretrizes, pais e família, católicos temen.
tes a Deus, escroques, os melhores alunos, polícias e ladrões,
tudo e todos navegavam
no lote dos corruptos e da corrupção ,
sem pecado, sem vergonha,
dormindo o sono dos justos,
como se tudo isto fosse a coisa
mais natural deste mundo .
VIVA, POIS, O COMUNISMO .
.
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Conseguiu congelar a imensa bandalheira
que grassava no nosso querido mundo
ocidental .
Com o desaparecimento o malino,
quem sabe se por milagre divino,
começaram a emergir os cogumelos venenosos
de um sistema tão saudado e badalado,
que se pensava durar até à eternidade .
Que nada ...
Afinal o pecado morava mesmo ao lado .
O mundo era tão mau ou pior
daquele que então vigorava no universo soviético
e arredores .
Escondido nos armários do tempo,
lá estavam o mal que havia sido coado
durante quase um século :
A corrupção global,
a todos os níveis, em todos os azimutes,
de pessoas, grupos, organizações, famílias, empresas,
entidades religiosas, desportivas, benfeitoras,
Ministros, juízes, parlamentares, doutores advogados,
jogadores da bola, meretrizes, pais e família, católicos temen.
tes a Deus, escroques, os melhores alunos, polícias e ladrões,
tudo e todos navegavam
no lote dos corruptos e da corrupção ,
sem pecado, sem vergonha,
dormindo o sono dos justos,
como se tudo isto fosse a coisa
mais natural deste mundo .
VIVA, POIS, O COMUNISMO .
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
MARE NOSTRUM .
Oxalá não tenhamos que assistir um dia à abordagem dos
africanos maltratados, esfarrapados, famintos, violados,
moribundos, mortos,
avançando pelas praias europeias adentro,
com cintos de explosivos atados à cintura .
Pobres ingleses, holandeses, dinamarqueses,
branquinhos, lavadinhos e devidamente cevados,
que roubaram, durante séculos,
matérias primas, escravos,
e a honra e dignidade de milhões de africanos .
O futuro a Deus a Alá a pertence
.
africanos maltratados, esfarrapados, famintos, violados,
moribundos, mortos,
avançando pelas praias europeias adentro,
com cintos de explosivos atados à cintura .
Pobres ingleses, holandeses, dinamarqueses,
branquinhos, lavadinhos e devidamente cevados,
que roubaram, durante séculos,
matérias primas, escravos,
e a honra e dignidade de milhões de africanos .
O futuro a Deus a Alá a pertence
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A VERGONHA AS NOITES DE TARIFA E LAMPEDUSA .
Quando me viste as lágrimas
nas praias de Tarifa,
eram também por Lampedusa,
e pelas outras praias os mares de Ulisses .
Perguntaste :
É a alma que te dói ?
E eu ainda não sei bem dizer-te,
- Doem-me a humanidade,
a compreensão,
e tudo mais em que verdadeiramente assento .
Américo Brás Carlos
in "As flores brancas do Frangipani "
Publicado no Expresso, 2014 .
.
nas praias de Tarifa,
eram também por Lampedusa,
e pelas outras praias os mares de Ulisses .
Perguntaste :
É a alma que te dói ?
E eu ainda não sei bem dizer-te,
- Doem-me a humanidade,
a compreensão,
e tudo mais em que verdadeiramente assento .
Américo Brás Carlos
in "As flores brancas do Frangipani "
Publicado no Expresso, 2014 .
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segunda-feira, 25 de maio de 2015
O VELHO DO RESTELO E O D. SEBASTIÂO .
Estamos permanentemente apanhados pelos nossos
2 grandes mitos nacionais :
O VELHO DO RESTELO
E D. SEBASTIÃO
Muito poucos querem arriscar qualquer coisinha, seja
em que matéria fôr, pois o Velho está sempre
à espreita, castrando qualquer iniciativa, ou boa ideia .
Não fazemos, nem deixamos fazer.
Qual Bocage com o fato esfarrapado, sempre à espera a
última moda .
Mas pior, estamos todos nós, à espera de um milagre re-
dentor, como nos segredos de N. S. de Fátima .
As coisas hão-de resolver-se um dia .
Temos que ter paciência .
Roma e Pavia não se fizeram no mesmo dia .
Quem espera, sempre alcança .
Devagar, se vai ao longe . .
O que é preciso é ter calma e estupidez
natural .
.
2 grandes mitos nacionais :
O VELHO DO RESTELO
E D. SEBASTIÃO
Muito poucos querem arriscar qualquer coisinha, seja
em que matéria fôr, pois o Velho está sempre
à espreita, castrando qualquer iniciativa, ou boa ideia .
Não fazemos, nem deixamos fazer.
Qual Bocage com o fato esfarrapado, sempre à espera a
última moda .
Mas pior, estamos todos nós, à espera de um milagre re-
dentor, como nos segredos de N. S. de Fátima .
As coisas hão-de resolver-se um dia .
Temos que ter paciência .
Roma e Pavia não se fizeram no mesmo dia .
Quem espera, sempre alcança .
Devagar, se vai ao longe . .
O que é preciso é ter calma e estupidez
natural .
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domingo, 24 de maio de 2015
O GUARDADOR DE CABRAS .
Quando vim viver para o bairro onde agora resido,
tudo em redor era uma imensa quinta, que foi reta-
lhada em bairros e arruamentos .
Mas nas suas entranhas continuavam enterrados mil-
hões de sementes, de toda a espécie .
Fazendo apelo ao meu passado de camponês, dei co-
migo a proteger instintivamente uma ou outra cabrin
ha vegetal .
A primeira de que me lembro bem, foi uma pequena
haste de oliveira, perdida no meio das ervas bravias .
Um dia, dei pela falta da oliveira ; fui espreitar e vi
um carcamavno da CML, que eu havia invectivado :
Oliveira, sei lá o que isso é
Tenho instruções : num raio de 2 metros, e acima
a cabeça, vai tudo à vida .
Vale que, as oliveiras podem persistir na terra, milhares
de anos .
Desbasto essa planta assassina, que dá pelo nome de
borracheira . Tudo destrói à sua passagem .
Vou cortando aqui e ali, para facilitar a vida a um pin-
heiro manso meu amigo .
Hoje, já está um homenzinho .
Tenho ainda debaixo e olho um carvalho de bolotas,
Uma olaia anã e um grande dragoeiro .
Espalhadas pelos jardins, vivem diversas árvores garrafa
e muitas outras espécies interessantes .
Não haverá por aqui, uma alma
que queira começar um jardim
botânico em Telheiras ?.
.
tudo em redor era uma imensa quinta, que foi reta-
lhada em bairros e arruamentos .
Mas nas suas entranhas continuavam enterrados mil-
hões de sementes, de toda a espécie .
Fazendo apelo ao meu passado de camponês, dei co-
migo a proteger instintivamente uma ou outra cabrin
ha vegetal .
A primeira de que me lembro bem, foi uma pequena
haste de oliveira, perdida no meio das ervas bravias .
Um dia, dei pela falta da oliveira ; fui espreitar e vi
um carcamavno da CML, que eu havia invectivado :
Oliveira, sei lá o que isso é
Tenho instruções : num raio de 2 metros, e acima
a cabeça, vai tudo à vida .
Vale que, as oliveiras podem persistir na terra, milhares
de anos .
Desbasto essa planta assassina, que dá pelo nome de
borracheira . Tudo destrói à sua passagem .
Vou cortando aqui e ali, para facilitar a vida a um pin-
heiro manso meu amigo .
Hoje, já está um homenzinho .
Tenho ainda debaixo e olho um carvalho de bolotas,
Uma olaia anã e um grande dragoeiro .
Espalhadas pelos jardins, vivem diversas árvores garrafa
e muitas outras espécies interessantes .
Não haverá por aqui, uma alma
que queira começar um jardim
botânico em Telheiras ?.
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sábado, 23 de maio de 2015
ISTO É UM HOMEM .
Quando o silêncio é mais profundo,
é quando te oiço mais de perto .
Sinto-te a murmurar
palavras de carinho,
de amor fraterno,
amizade
e fraternidade .
Nunca pronunciaste
qualquer queixume, rancor,
raiva ou protesto .
E no entanto sofreste tudo isso
em dose reforçada .
Jamais saíu a tua boca
qualquer palavra mais amarga
ou mais azeda . .
Tudo aceitavas
como um remédio muito amargo,
como aqueles que realmente
tinhas que tomar .
Por vezes, uma contrariedade,
uma indisposição,
muita dôr e grande sofrimento,
tudo enfrentavas .
E não poucas vezes,
fazias das fraquezas, forças,
e eras tu próprio
que nos inculcavas a energia
para nos consolar .
.
é quando te oiço mais de perto .
Sinto-te a murmurar
palavras de carinho,
de amor fraterno,
amizade
e fraternidade .
Nunca pronunciaste
qualquer queixume, rancor,
raiva ou protesto .
E no entanto sofreste tudo isso
em dose reforçada .
Jamais saíu a tua boca
qualquer palavra mais amarga
ou mais azeda . .
Tudo aceitavas
como um remédio muito amargo,
como aqueles que realmente
tinhas que tomar .
Por vezes, uma contrariedade,
uma indisposição,
muita dôr e grande sofrimento,
tudo enfrentavas .
E não poucas vezes,
fazias das fraquezas, forças,
e eras tu próprio
que nos inculcavas a energia
para nos consolar .
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sexta-feira, 22 de maio de 2015
TORPOR ASSASSINO .
Para quem como eu, passou a vida a lutar pela Liberdade e
pela Democracia, é revoltante assistir ao triste espectáculo
que estamos a viver, neste Portugal esquálido e deprimente,
onde sen ão vislumbrando um mínimo de capacidade para
pôr fim a esta desgraça incomensurável .
A memória colectiva é má conselheira .
Não permite separar a realidade, da fantasia .
O trigo, do joio .
A acção, da imobilidade criminosa .
Que foi feito do meu País ?.
Por que razão, não se levanta do chão ?,
Está anestesiado, hipnotizado por um génio do mal .
Porque não se ergue com as armas
dos heróis do mar,
nobre Povo,
Nação valente e imortal .
Porque não levanta de novo,
o esplendor de Portugal ?.
.
pela Democracia, é revoltante assistir ao triste espectáculo
que estamos a viver, neste Portugal esquálido e deprimente,
onde sen ão vislumbrando um mínimo de capacidade para
pôr fim a esta desgraça incomensurável .
A memória colectiva é má conselheira .
Não permite separar a realidade, da fantasia .
O trigo, do joio .
A acção, da imobilidade criminosa .
Que foi feito do meu País ?.
Por que razão, não se levanta do chão ?,
Está anestesiado, hipnotizado por um génio do mal .
Porque não se ergue com as armas
dos heróis do mar,
nobre Povo,
Nação valente e imortal .
Porque não levanta de novo,
o esplendor de Portugal ?.
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quinta-feira, 21 de maio de 2015
CRISE DE AUTO ESTIMA OU CULTO DA PERSONALIDADE .
Navego muitas vezes à bolina,
entre as bóias que balizam a rota da vida :
Auto estima e
Exaltação da personalidade .
Acredito nas leis da dialéctica, definidas por Hegel,
mas é Camões quem melhor aborda esta temática, no
no soneto que a seguir transcrevo :
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades .
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança,
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades .
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto :
Que não se muda já como soía .
.
entre as bóias que balizam a rota da vida :
Auto estima e
Exaltação da personalidade .
Acredito nas leis da dialéctica, definidas por Hegel,
mas é Camões quem melhor aborda esta temática, no
no soneto que a seguir transcrevo :
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades .
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança,
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades .
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto :
Que não se muda já como soía .
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quarta-feira, 20 de maio de 2015
O MUSEU DAS COISAS - 16 - O PAPEL .
O papel começou muito cedo a fazer parte da minha vida,
muito antes dos bancos da escola .
O papel vinha da papelaria/livraria A Havaneza, talvez por
ser o sítio onde antigamente se vendiam os charutos .
Fazia-me uma certa confusão ver, como uma misturada de
coisas, restos de papel velho, trapos, etc.,vinham a conver-
ter-se numa superfície plana, lisinha, onde se escrevia e de-
senhava .
Igual encanto conheci, quando estudei para técnico têxtil, e
presenciei o processo de transformação de milhares de fibras
de lã, num velo , em penteado e finalmente, em fio .
Mas voltando ao papel .
Era um material relativamente raro, sobretudo o papel fino
para escrever cartas de amôr e cartas comerciais.
Umas e outras exerciam um grande fascínio, porque uma eram
coloridas, com forros bonitos e marcas fora do vulgar .
Algumas das cartas amorosas, ainda tinham um certo aroma,
o que lhes d um certo mistérioava .
Não que eu andasse a ler coisas nos desvões as casas antigas,
mas porque passava uma boa prestação do meu ócio, a catar
selos antigos e recentes, tal era o bichinho do coleccionador de
estampas filatélicas .
Depois havia outro filão, também muito importante, que eram
os papéis de embrulho que passavam pela loja do meu tio Al-
berto, cada côr, seu uso .
Amarelo e azul esverdeado para sabão e produtos
químicos;
Avermelhado (com terra e palhas, à mistura) para
fruta e legumes; papel pardo, para acúcar e produtos secos
e ainda para tremoços, azeitonas, etc .
Para produtos mais finos, havia o papel vegetal, para o fiam-
bre e a manteiga ;
papel e 2 faces, para bolos, pão, etc .
Papel de seda, para fazer embrulhos de prendas .
Muitos anos mais tarde, 2 gerações depois,
desenvolvi intensa actividade no estudo e aplicação de papéis
diversos .
Ai, tomei o gosto pela cortagens e colagens, usando
o papel nas mais diversas maneiras, e ainda é hoje o meu ma-
terial preferido nos meus trabalhos e bonecos .
muito antes dos bancos da escola .
O papel vinha da papelaria/livraria A Havaneza, talvez por
ser o sítio onde antigamente se vendiam os charutos .
Fazia-me uma certa confusão ver, como uma misturada de
coisas, restos de papel velho, trapos, etc.,vinham a conver-
ter-se numa superfície plana, lisinha, onde se escrevia e de-
senhava .
Igual encanto conheci, quando estudei para técnico têxtil, e
presenciei o processo de transformação de milhares de fibras
de lã, num velo , em penteado e finalmente, em fio .
Mas voltando ao papel .
Era um material relativamente raro, sobretudo o papel fino
para escrever cartas de amôr e cartas comerciais.
Umas e outras exerciam um grande fascínio, porque uma eram
coloridas, com forros bonitos e marcas fora do vulgar .
Algumas das cartas amorosas, ainda tinham um certo aroma,
o que lhes d um certo mistérioava .
Não que eu andasse a ler coisas nos desvões as casas antigas,
mas porque passava uma boa prestação do meu ócio, a catar
selos antigos e recentes, tal era o bichinho do coleccionador de
estampas filatélicas .
Depois havia outro filão, também muito importante, que eram
os papéis de embrulho que passavam pela loja do meu tio Al-
berto, cada côr, seu uso .
Amarelo e azul esverdeado para sabão e produtos
químicos;
Avermelhado (com terra e palhas, à mistura) para
fruta e legumes; papel pardo, para acúcar e produtos secos
e ainda para tremoços, azeitonas, etc .
Para produtos mais finos, havia o papel vegetal, para o fiam-
bre e a manteiga ;
papel e 2 faces, para bolos, pão, etc .
Papel de seda, para fazer embrulhos de prendas .
Muitos anos mais tarde, 2 gerações depois,
desenvolvi intensa actividade no estudo e aplicação de papéis
diversos .
Ai, tomei o gosto pela cortagens e colagens, usando
o papel nas mais diversas maneiras, e ainda é hoje o meu ma-
terial preferido nos meus trabalhos e bonecos .
terça-feira, 19 de maio de 2015
A BATALHA DO MEDITERRÂNEO .
Chegam aos milhares, quase sempre clandestinamente,
sem dinheiro, sem papéis, sem nada, espoliados do preço
da travessia e vão morrendo pelo caminho, tratados como
gado para abate, na esperança de chegarem à Terra Prome-
tida, com o objectivo de juntar uns magros soldos, para en-
viar às famílias famintas .
Onde é que eu já vi este filme ...
Noutros mares, noutras terras, outras gentescom o mesmo
objectivo .
Sofrem tormentos incríveis, promessas enganadoras, partem
sem destino certo, à procura de uma oportunidade ilusória,
e nunca desistem .
Agora é a vez dos sub sahelianos, dos magrebinos, dos eritreus,
africanos de todas as raças e de todos os credos .
Porque fogem ?!...
De que fogem?!...
Ninguém quer defrontar-se com a raíz do problema .
É mais simples, mais fácil, mais limpo,
utilizar o argumento da canhoeira,
para evitar maus exemplos às portas da Europa .
Mas eles passarão,
e irão transformar o nosso desinfectado continente num
imenso inferno .
.
sem dinheiro, sem papéis, sem nada, espoliados do preço
da travessia e vão morrendo pelo caminho, tratados como
gado para abate, na esperança de chegarem à Terra Prome-
tida, com o objectivo de juntar uns magros soldos, para en-
viar às famílias famintas .
Onde é que eu já vi este filme ...
Noutros mares, noutras terras, outras gentescom o mesmo
objectivo .
Sofrem tormentos incríveis, promessas enganadoras, partem
sem destino certo, à procura de uma oportunidade ilusória,
e nunca desistem .
Agora é a vez dos sub sahelianos, dos magrebinos, dos eritreus,
africanos de todas as raças e de todos os credos .
Porque fogem ?!...
De que fogem?!...
Ninguém quer defrontar-se com a raíz do problema .
É mais simples, mais fácil, mais limpo,
utilizar o argumento da canhoeira,
para evitar maus exemplos às portas da Europa .
Mas eles passarão,
e irão transformar o nosso desinfectado continente num
imenso inferno .
.
O MUSEU DAS COISAS - 15 - OS SACOS DE PLÁSTICO .
Antigamente quando se ia ás compras, à mercearia, ao talho
ao lugar ou à praça, ou se levava um saco de pano ou serapil-
heira, para guardar os géneros, ou então eles eram embrulha-
dos em papel de qualidades rasca .
Era o tempo dos secos e molhados .
Com o advento os supermercados e a instauração da so-
ciedade de consumo, emergiram os sacos de plástico, quais
monstros sem cabeça .
Houve ao longo deste Sec. XX, várias revoluções industriais,
mas nenhuma tão abrangente e democrática, como a Revo-
lução de Plástico .
Longe vai o tempo, em que os géneros comestíveis eram em-
brulhados numa folha de figueira .
Mas o que era maravilha, rapidamente se veio a transform.ar
num imenso pesadelo .
Os sacos multiplicaram-se aos milhões, não se podem queimar
devido aos gases nocivos que produzem, e dada a sua natureza
e resistência, são indestructíveis, e na sua maioria, não biodegra-
dáveis .
Eis então o planeta invadido, não por animais selvagens, mas por
verdadeiros monstros de plástico, que estão a reduzir o espaço
outrora ocupado pelos oceanos .
São os Continentes de Plástico, um situado em pleno
Atlântico, e outro no Índico, onde se fazem já sentir os efeitos no-
civos sobre a navegação, e sobre a vida marinha .
O Homem produziu, em menos de meio século,
Monstros inimagináveis .
.
ao lugar ou à praça, ou se levava um saco de pano ou serapil-
heira, para guardar os géneros, ou então eles eram embrulha-
dos em papel de qualidades rasca .
Era o tempo dos secos e molhados .
Com o advento os supermercados e a instauração da so-
ciedade de consumo, emergiram os sacos de plástico, quais
monstros sem cabeça .
Houve ao longo deste Sec. XX, várias revoluções industriais,
mas nenhuma tão abrangente e democrática, como a Revo-
lução de Plástico .
Longe vai o tempo, em que os géneros comestíveis eram em-
brulhados numa folha de figueira .
Mas o que era maravilha, rapidamente se veio a transform.ar
num imenso pesadelo .
Os sacos multiplicaram-se aos milhões, não se podem queimar
devido aos gases nocivos que produzem, e dada a sua natureza
e resistência, são indestructíveis, e na sua maioria, não biodegra-
dáveis .
Eis então o planeta invadido, não por animais selvagens, mas por
verdadeiros monstros de plástico, que estão a reduzir o espaço
outrora ocupado pelos oceanos .
São os Continentes de Plástico, um situado em pleno
Atlântico, e outro no Índico, onde se fazem já sentir os efeitos no-
civos sobre a navegação, e sobre a vida marinha .
O Homem produziu, em menos de meio século,
Monstros inimagináveis .
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
O TRILEMA DO PS .
Um Partido é, ou deveria ser, uma mistura
ponderada entre ideologia e paixão .
Acontece que, a maior parte das vezes, não é uma coisa, nem
outra .
Enquadra-se numa necessidade primária do preenchimento do
vazio .
É espantosa, a facilidade com que, quase cerca de 1 milhão de
votos atravessa o espectro político, à velocidade da luz, como se
nada de importante se passasse ...
É aflitiva a chantagem que os partidos mais importantes exer-
cem sobre o eleitorado, na ânsia de ganhar um pouco mais de
espaço .
Tentam explicar uma ilusória demarcação, ou dramatização,
num sistema político viciado e sem alternativas sérias .
Mas nada os salvará ...
.
ponderada entre ideologia e paixão .
Acontece que, a maior parte das vezes, não é uma coisa, nem
outra .
Enquadra-se numa necessidade primária do preenchimento do
vazio .
É espantosa, a facilidade com que, quase cerca de 1 milhão de
votos atravessa o espectro político, à velocidade da luz, como se
nada de importante se passasse ...
É aflitiva a chantagem que os partidos mais importantes exer-
cem sobre o eleitorado, na ânsia de ganhar um pouco mais de
espaço .
Tentam explicar uma ilusória demarcação, ou dramatização,
num sistema político viciado e sem alternativas sérias .
Mas nada os salvará ...
.
domingo, 17 de maio de 2015
O TRÔLHA A BOLA .
LOPETEGUI,
(será mesmo esse o seu nome ?...)
não teve t... para parabenizar o Benfica,
pela vitória no Campeonato,
afirmando na TV, que preferia dar os parabens
a todos aqueles que tinham contribuído para a vi-
toria do clube da Águia .
O estúpido não percebeu que foi ele um dos gran-
des ajudantes, na conquista do CãoPeonato pelo
arqui inimigo
.
(será mesmo esse o seu nome ?...)
não teve t... para parabenizar o Benfica,
pela vitória no Campeonato,
afirmando na TV, que preferia dar os parabens
a todos aqueles que tinham contribuído para a vi-
toria do clube da Águia .
O estúpido não percebeu que foi ele um dos gran-
des ajudantes, na conquista do CãoPeonato pelo
arqui inimigo
.
O ANAFADO GATARRÃO TEDESCO E O PEQUENO TARECO HELENO .
Já devem ter observado a cena,
Um gato a caçar um rato .
Começa por lhe dar uma forte patada, atirando
a vítima para bem longe .
Depois pára sàdicamente, a ver o resultado .
Se o rato se mexer, o gato pisa-o e segura-o pelo
rabo .
Depois dá-lhe uma unhada, para começar a sangrá-
lo .
Começa então uma estranha dança, alternando
pancadas, com paragens e unhadas
As unha contêm um veneno, que vai adormecendo
o pobre rato, ficando cada vez mais exausto .
Parece um filme do velho Oeste .
Mais umas pancadas, e o rato estará prestes a ser
empurrado para o forno quente assassino e ser final-
mente sacrificado .
OS BONS QUASE NUNCA VENCEM .
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Um gato a caçar um rato .
Começa por lhe dar uma forte patada, atirando
a vítima para bem longe .
Depois pára sàdicamente, a ver o resultado .
Se o rato se mexer, o gato pisa-o e segura-o pelo
rabo .
Depois dá-lhe uma unhada, para começar a sangrá-
lo .
Começa então uma estranha dança, alternando
pancadas, com paragens e unhadas
As unha contêm um veneno, que vai adormecendo
o pobre rato, ficando cada vez mais exausto .
Parece um filme do velho Oeste .
Mais umas pancadas, e o rato estará prestes a ser
empurrado para o forno quente assassino e ser final-
mente sacrificado .
OS BONS QUASE NUNCA VENCEM .
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sábado, 16 de maio de 2015
O MUSEU DAS COISAS - 14 - OS PLÁSTICOS .
O BIG BANG dos plásticos .
O pleneta espantoso dos plásticos explodiu no final da
IIª Guerra Mundial .
O Mundo tomou conhecimento desse facto através dos
GIs americanos, que espalharam as meias de Nylon por
todo o mundo .
Faziam esbugalhar os olhos das moçoilas europeias, à
míngua de homens, durante 5 longos anos .
Antes disso, as mulheres mais atrevidas, pintavam um
risco castanho , de alto a baixo, na parte traseira das per-
nas, facilitando o namoro às escuras .
Foi, certamente, um os maiores
incentivos para a explosão demográfica
de toda a história .
A abundância de petróleo conduziu ao aparecimento de
inúmeros novos produtos e materiais, de que se destacam
os plásticos, cada um com imensas propriedades novas,
que originavam os mais diversificados produtos .
Foi todo um mundo novo que se abriu, e que continua ainda
hoje dar-se a conhecer .
Não há nada que se não possa fabricar com poliamidas, estir-
enos, poliésteres, uma infinidade de compostos que mudaram
o mundo para melhor .
Qualquer dia, é o próprio homem que
vai ser talhado em plástico .
Aliá, muitas as peças do corpo humano, são já produzidas
com esses novos materiais .
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O pleneta espantoso dos plásticos explodiu no final da
IIª Guerra Mundial .
O Mundo tomou conhecimento desse facto através dos
GIs americanos, que espalharam as meias de Nylon por
todo o mundo .
Faziam esbugalhar os olhos das moçoilas europeias, à
míngua de homens, durante 5 longos anos .
Antes disso, as mulheres mais atrevidas, pintavam um
risco castanho , de alto a baixo, na parte traseira das per-
nas, facilitando o namoro às escuras .
Foi, certamente, um os maiores
incentivos para a explosão demográfica
de toda a história .
A abundância de petróleo conduziu ao aparecimento de
inúmeros novos produtos e materiais, de que se destacam
os plásticos, cada um com imensas propriedades novas,
que originavam os mais diversificados produtos .
Foi todo um mundo novo que se abriu, e que continua ainda
hoje dar-se a conhecer .
Não há nada que se não possa fabricar com poliamidas, estir-
enos, poliésteres, uma infinidade de compostos que mudaram
o mundo para melhor .
Qualquer dia, é o próprio homem que
vai ser talhado em plástico .
Aliá, muitas as peças do corpo humano, são já produzidas
com esses novos materiais .
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