domingo, 30 de junho de 2013
sábado, 29 de junho de 2013
O DEFICE SALTITANTE .
Com tanto economista afamado,
Tanto professor aprovado.
tanto investigador esforçado,
tanto doutor abençoado,
e com o povo desconfiado,
afinal quanto marca o defice ?
7, diz o trolha,
12, diz a peixeira,
3, diz o engenheiro,
22, diz a mulher da vida .
Organizam-se festivais,
colóquios, debates,
jogos florais
e outras coisas, que tais,
7, 9, 15, vinte sete,
quem dá mais .
E o ministro aparvalhado,
o chefe mudo e calado,
o primeiro meio chalado,
não arriscam qualquer dado .
Fazem um ar espantado,
tratam a gente como gado .
.
Tanto professor aprovado.
tanto investigador esforçado,
tanto doutor abençoado,
e com o povo desconfiado,
afinal quanto marca o defice ?
7, diz o trolha,
12, diz a peixeira,
3, diz o engenheiro,
22, diz a mulher da vida .
Organizam-se festivais,
colóquios, debates,
jogos florais
e outras coisas, que tais,
7, 9, 15, vinte sete,
quem dá mais .
E o ministro aparvalhado,
o chefe mudo e calado,
o primeiro meio chalado,
não arriscam qualquer dado .
Fazem um ar espantado,
tratam a gente como gado .
.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
SONHO DE UMA MANHÃ DE VERÃO .
Estavam lá todos .
Descontraídos .
Traje desportivo .
Até parecia que tinham sido sido convidados para um jogo de bridge .
É de salientar que era o 2º aniversário do Governo .
Eis que um grupo numeroso começa a entrar para o Mosteiro .
Muitos chapéus, fatos a cheirar a naftalina,
muita perua, muito franganote, uma grande restolhada .
Chegam os padrinhos, o prior,
e finalmente os noivos .
Abençoado matrimónio .
A cerimónia decorreu como previsto .
Houve discursos, cantorias, muitas lágrimas .
Muitos beijos, muitos abraços .
Um dia de felicidade .
Muito sol, muito arroz pelo ar .
O prior e os acólitos sairam,
e trancaram a porta por fora,
com meia dúzia de voltas .
Os membros do Governo nunca mais foram vistos .
Consta que ainda estão trancados no Mosteiro .
Paz à sua alma ...
.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
CARTA DO DESASSOSSEGO .
MÁRIO PEDRO :
Ando há muito tempo para te escrever
Adio sempre .
Como o Bocage, à procura da última moda para fazer um fato
Aguardo sempre a ocasião mais propícia,
mas o que acontece é que a realidade muda tão depressa e tão
dramaticamente, tão trágica e absurdamente,
que não queria estar a aborrecer-te,
lá no assento etéreo onde subiste .´
Queria que me ajudasses a acudir às calamidades que pairam
sobre o nosso País,
e também em todo o planeta .
Não quero falar do nosso triste e envergonhado Benfica,
que perdeu três torneios, nos três últimos jogos da temporada
futebolística .
Menos ainda do papel de embrulho de A. S . Seguro,
tu que tudo fizeste para o ajudar a subir a montanha do poder,
e agora aprisionado na teia da Troika, chamada de urgência pelo
malfadado Cavaco Silva, o nosso bem amado inimigo de estimação .
Não vou abordar as revoltas que incendiaram o mundo, desde os Paí-
ses Árabes, Turquia, Brasil, Próximo e Médio Oriente, até na Europa,
onde se salienta a Grécia, país mártir abocanhado pelos esbirros da
Banca Alemã e do Capitalismo selvagem .
Também não quero falar do desempenho mais que vergonhoso
dos principais actores, directos e indirectos, da nossa estafada go-
vernação, do governo europeu e mundial,
com o mundo a caminho da bancarrota global, onde se assiste ao
festim globalizado, em que os grandes tubarões, agarram e mastigam
inexoravelmente, tudo o que mexe .
Deixo para trás as traições preparadas por Cavaco, seus aliados
objectivos e subjectivos, que conduziram à troca do governo Sócrates,
por uma cáfila de idiotas e mentecaptos, que estão a promover a des-
truição acelerada da economia e da vida nacionais .
Já te estou a ver com o teu ar trocista,
a pensar como o teu pai é um exagerado .
Que nada ...
Eu até estou a doirar um pouco a pílula .
Acredita em mim .
Em breve voltarei ao assunto,
para que possas aferir da veracidade da minha conversa,
e poderes deslindar a trapalhada em que nos envolveram .
Estamos bem tramados .
Um grande beijinho
dos pais
muito amigos .
.
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Ando há muito tempo para te escrever
Adio sempre .
Como o Bocage, à procura da última moda para fazer um fato
Aguardo sempre a ocasião mais propícia,
mas o que acontece é que a realidade muda tão depressa e tão
dramaticamente, tão trágica e absurdamente,
que não queria estar a aborrecer-te,
lá no assento etéreo onde subiste .´
Queria que me ajudasses a acudir às calamidades que pairam
sobre o nosso País,
e também em todo o planeta .
Não quero falar do nosso triste e envergonhado Benfica,
que perdeu três torneios, nos três últimos jogos da temporada
futebolística .
Menos ainda do papel de embrulho de A. S . Seguro,
tu que tudo fizeste para o ajudar a subir a montanha do poder,
e agora aprisionado na teia da Troika, chamada de urgência pelo
malfadado Cavaco Silva, o nosso bem amado inimigo de estimação .
Não vou abordar as revoltas que incendiaram o mundo, desde os Paí-
ses Árabes, Turquia, Brasil, Próximo e Médio Oriente, até na Europa,
onde se salienta a Grécia, país mártir abocanhado pelos esbirros da
Banca Alemã e do Capitalismo selvagem .
Também não quero falar do desempenho mais que vergonhoso
dos principais actores, directos e indirectos, da nossa estafada go-
vernação, do governo europeu e mundial,
com o mundo a caminho da bancarrota global, onde se assiste ao
festim globalizado, em que os grandes tubarões, agarram e mastigam
inexoravelmente, tudo o que mexe .
Deixo para trás as traições preparadas por Cavaco, seus aliados
objectivos e subjectivos, que conduziram à troca do governo Sócrates,
por uma cáfila de idiotas e mentecaptos, que estão a promover a des-
truição acelerada da economia e da vida nacionais .
Já te estou a ver com o teu ar trocista,
a pensar como o teu pai é um exagerado .
Que nada ...
Eu até estou a doirar um pouco a pílula .
Acredita em mim .
Em breve voltarei ao assunto,
para que possas aferir da veracidade da minha conversa,
e poderes deslindar a trapalhada em que nos envolveram .
Estamos bem tramados .
Um grande beijinho
dos pais
muito amigos .
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terça-feira, 25 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
FORMIGUEIRO .
Concedo que é difícil alterar os parâmetros sociais,
ou as leis da economia e da finança daqueles que detêm
o poder, de uma maneira brusca, revolucionária .
Em regra avança-se por saltos qualitativos e alterações
quantitativas .
Sobretudo quando o essencial tem vindo a ser mantido
há mais de dois séculos, mormente os cataclismos de toda
a natureza que têm assolado o nosso planeta, de que refe-
riremos o nazismo, a escravatura, a bomba atómica e as
sucessivas revoluções tecnológicas .
Todavia o modelo geral da organização do mundo tem-se
alicerçado na existência de classes sociais que se comba-
tem sem tréguas, e no nascimento, evolução e agonia dos
impérios, que se sucedem uns aos outros .
O aparecimento do socialismo/comunismo poderia ter intro-
duzido um novo paradigma de sociedade, mas o modelo não
conseguiu vingar .
E agora ?
Que mundo iremos herdar ?
A transformação é meteórica e globalizada .
Os mecanismos de defesa contra a mudança, qual vírus de
que não conhecemos a cura, nem a vacina, mas sòmente
alguns cuidados paliativos, esbarra em meia dúzia de pre-
conceitos difíceis de ultrapassar, mas poucos ousam ques-
tionar sèriamente, o que o futuro nos reserva
E, eis-nos de novo,
de regresso ao modelo do formigueiro , altamente organ-
izado, mas incapaz de aguentar um sismo à escala dos
simpáticos bichinhos .
.
ou as leis da economia e da finança daqueles que detêm
o poder, de uma maneira brusca, revolucionária .
Em regra avança-se por saltos qualitativos e alterações
quantitativas .
Sobretudo quando o essencial tem vindo a ser mantido
há mais de dois séculos, mormente os cataclismos de toda
a natureza que têm assolado o nosso planeta, de que refe-
riremos o nazismo, a escravatura, a bomba atómica e as
sucessivas revoluções tecnológicas .
Todavia o modelo geral da organização do mundo tem-se
alicerçado na existência de classes sociais que se comba-
tem sem tréguas, e no nascimento, evolução e agonia dos
impérios, que se sucedem uns aos outros .
O aparecimento do socialismo/comunismo poderia ter intro-
duzido um novo paradigma de sociedade, mas o modelo não
conseguiu vingar .
E agora ?
Que mundo iremos herdar ?
A transformação é meteórica e globalizada .
Os mecanismos de defesa contra a mudança, qual vírus de
que não conhecemos a cura, nem a vacina, mas sòmente
alguns cuidados paliativos, esbarra em meia dúzia de pre-
conceitos difíceis de ultrapassar, mas poucos ousam ques-
tionar sèriamente, o que o futuro nos reserva
E, eis-nos de novo,
de regresso ao modelo do formigueiro , altamente organ-
izado, mas incapaz de aguentar um sismo à escala dos
simpáticos bichinhos .
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