segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A CONSAGRAÇÃO .

Estranha terra esta, 
que transformou uma velha igreja romana, 
apostólica, romana, numa adega que produz
vinho tinto .

Uma maneira subtil e subliminar,
de transformar o vinho, no sangue consagrado
do Corpo de Cristo .
.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Um sonho de criança .

Quando era miúdo, gostava de ter sido 
aviador .

Nunca soube explicar esta pancada, pois eu nunca brinquei
com tais brinquedos, só tarde saí da minha zona de conforto
(Lisboa era então uma miragem), não via cinema, muito me-
nos sonhava com a televisão .
O meu único elo de ligação só poderia ter surgido da imagi-
nação das aventuras do Cavaleiro Andante, a revista da pe-
quenada .
Ainda hoje estou sem saber o porquê .

Aos deis anos vivi algum tempo com os meus Pais, em Lisboa, na 
pensão do Gaia e da D. Isabel .
Talvez que alguém me tivesse levado a visitar o Aeroporto de Lis-
boa ( que hoje dá pelo nome de Humberto Delgado ), não sei, mas
é muito pouco provável .

Comecei então a tentar a construir os meus aviões, mas o proble-
ma maior eram  as asas, carros e barcos já eu construía bué, de 
todos os tamanhos e formatos, com madeira, corcódea, palmeira, 
cortiça, mas e o diacho  eram as asas...

Foi então que me ensinaram que havia aviões feitos com balsa, 
uma madeira leve e fininha, própria para o aeromodelismo, e  lo-
go desenvolvi démarches para mandar vir de Lisboa, tal material, 
através da Casa Havaneza, uma espécie de bazar onde se vendia 
de tudo .

 Parte do sonho estava realizado,

só muito mais tarde, quando comecei a trabalhar de Engenheiro, 
me foi permitido voar de verdade, a bordo de um SuperConstel-
lation da Tap, para Paris, num outro sonho que então viria a rea-
lizar vezes sem conta .
.


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

DEOLINDA .

Agora sim, que vamos dar volta a isto !
Agora sim, há pernas para andar !
Agora sim, eu sinto o optimismo !
Vamos em frente, ninguém nos vai parar !

-Agora não, que é hora do almoço ...
-Agora não, que é hora do jantar ..
-Agora não, que eu acho que não posso ...
- Amanhã vou trabalhar ...

Agora sim, que temos toda a força !
Agora sim, há fé neste querer !
Agora sim, só vejo gente boa !
Vamos em frente e havemos de vencer !

-Agora não, que me dói a barriga ...
- Agora não, dizem que vai chover ...
- Agora não, joga o Benfica ...
e eu tenho mais que fazer ...

Agora sim, cantamos com vontade !
Agora sim, eu sinto a união !
Agora sim, já ouço a liberdade "
Agora sim, e é esta a direcção !

-Agora não, que falta um impresso ...
- Agora não, que o meu pai não quer ...
- Agora não, que há engarrafamentos ...
- Vão sem mim, que eu vou lá ter ...

Composição de
Pedro da Silva Martins .
.


A Geringonça 2 .

Eu tinha uma Geringonça
que um dia me apareceu
Quando estava em baixo de forma
Girava-a  e ia pró Céu 

A Geringonça quebrou-se
E agora que faço eu
.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

E A GERINGONÇA ...

Afinal, a coisa funciona mesmo .

Até ver .

As experiências feitas em devido tempo com a Frente Popular,
com esse ou com outro nome, acabariam por fracassar, ou por 
divórcio das partes interessadas, ou esmagadas por golpes fas-
cistas, um pouco por todo o lado .

Os exemplos da Espanha, França,  Itália, 
Chile, tiveram a sua época .

Situadas à esquerda, sem glorificar o centralismo democrático,
de um lado, e nem se basear burguêsmente sobretudo nas clas-
sesmais do centro,  à direita, essas experiências frutificaram, não 
fora o assalto traiçoeiro levado a cabo pelas franjas mais reacció-
nárias do capitalismo selvagem .

Em Portugal, malgré  os disparates cometidos de ambos os lados 
da fronteira ideológica, e a guerrilha herdada da guerra fria, e 
dasdificuldades de assimetrias pessoais dos principais líderes so-
cialistas e socialistas, o modelo tinha tudo para dar certo, e havi-
am-se poupado  décadas de empobrecimento e embrutecimento 
do nosso
País .

Et pourtant

Siga a dança,
que os rapazes são de confiança ...
.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O que me importa .

Que me importa

que o Trump metralhe a Coreia
que invada a Venezuela
retome a lei do Far West
matando os índios que restam

Quero lá saber
O que tenho eu com isso

Em criança
sofria muito com as desgraças dos outros
com as guerras 
com os atentados
E eu 
que estava sempre do lado errado 
das contendas

Fartei-me de ser eternamente do contra
vivi a guerra do Vietname
o derrube do Sadam
a queda do Mundo de Berlin
o desastre do 11 de Setembro 
as guerra do Afeganistão, 
do Iraque e da Síria 
e tantas outras

Descobri então 
que tudo era mentira

passei a ver a vida com outros olhos
num miradouro gigantesco
vendo os conflitos como se estivesse brincando
aos soldadinhos de chumbo

Que me importa tudo isso

A Vida passou-me completamente ao lado
sem eu dar por isso

Quantas Paixões não correspondidas

Quantos Amores reprimidos

Quantos Afectos desperdiçados

Quantos Sonhos desfeitos

Quantos Desejos esmagados

Quantos Sentimentos perdidos

Afinal porquê ?

.






quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A PÓS VERDADE .

Rádio Moscovo não fala verdade,
não fala verdade .

Mataram a informação, só ficou o Circo .

Restou o Show Off .

Uma mentira repetida mil vezes, acaba por transformar-se 
em verdade .

Trás o desastre, trás o desastre, gritavam os ardinas do Bairro 
Alto, tentando enganar os parolos como eu .

Lisboa, Capital, República Popular,

eram a provocação feita por eles, glosando o nome dos 4 ves-
pertinos então publicados em Portugal .

Quando era mais novo, na minha fase mais militante, passava
longas horas sintonizando e ouvindo as rádios proíbidas, em 
onda curta, e o meu Pai acordava a meio da noite e dizia-me pa-
ra ir dormir, que amanhã tinha que ir para a Escola .

Recordo uma piada do Mestre Vilhena, um postal com dois rica-
ços no café, em que um dizia, então ó Compadre, já sabe as últi-
mas notícias do País .
Ao que o outro respondia, não sei Compadre, ainda não li os jor-
nais estrangeiros .

Durante o Serviço Militar Obrigatório, ( cinco anos, sessenta me-
ses perdidos, de que ainda ando `procura), sorvia de fio a pavio, 
o Diário de Lisboa, um jornal de referência para a Esquerda .

Mais tarde, durante o Prec. de 1974 e 75, lia o Página 1, até re-
bentarem com ele .

Depois a Direita, leia-se, o Poder Económico, tomou conta de 
quase todos os órgãos de comunicação social, num cerrado duelo 
entre prostitutas e proxenetas .

Com os acontecimentos da 2ª. Guerra do Iraque, o Sol da Liberda-
de amarelecia, e mais tarde apagou-se de vez .

Hoje ouvimos apenas notícias requentadas, embrulhadas em papel
do lixo, muitas delas sem fazer qualquer nexo .

O ressuscitado Diário da Manha, continua a fazer a propaganda dos 
desastres acontecidos pelo mundo fora , com uma sem vergonha im-
parável .

Mais abjecto, ainda é o uso e abuso das chamadas redes sociedades,
que conduzem à estupidificação e à massificação quase total dos nos-
sos Homo Sapiens . 
.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O BOTAS E O BOTAS DE ELÁSTICO .

O Botas de Santa Comba Dão

e o Botas de Boliqueime .

Ditosa Pátria que tais filhos pariu .

Salazar era um bronco, um rato de sacristia, que odiava o progresso,
e qualquer ideia de avanço da sociedade .
Chegava a despachar a despesa efectuada com o gasto de um bilhete
de eléctrico .

Uma cavalgadura .

Certa vez, na inauguração do Aeroporto na capital do Norte , quando
saíu do avião, disse :

Não gostei .

E nunca mais viajou naquele meio de transporte, razão porque nunca
teve oportunidade de visitar as suas amadas colónias .
Em meio século nunca mais pôs o cú num avião .

Uma besta .

Fez o possível para evitar a construção a Autoestrada de Cascais, consi-
derada luxo, e não fora o Engº. Duarte Pacheco ter ameaçado demitir-se de
Ministro das Obras Públicas, ainda hoje íamos de burro a Cascais .

Só a D. Maria tinha alguma rédea sobre o 

Energúmeno .

Tinha como lema a trindade

Deus, Pátria e Família .

Ora o homenzinho, que sempre viveu amigado com a governanta, nunca 
aceitou abertamente ter mulher e filhos, vivendo toda a vida uma relação 
de mancebia .  

Um Grunho .

.

Mas o Botas de Santa Comba fez escola e deixou-nos belos seguidores .

Noutro tempo e noutro contexto, não podemos deixar se referir 

Cavaco Silva

um pobre escriturário, um político coxo, um Ministro medíocre, um execrá-
vel Presidente da República, 

que com os milhões averbados em Bruxelas, à tripa forra, contibuíu para a
destruição do País, abatendo a nossa Indústria, a nossa Pesca, a nossa Agri-
cultura, betonizou o País inteiro, encheu de dinheiro os bolsos dos muitos ami-
gos, poisados alegremente na estrutura do Estado, e ajudou a criar uma enor-
me

Quadrilha,

O Banco Espírito Santo,

que acabou por fazer explodir toda a Banca Portuguesa .

Homem inculto, teimoso, deselegante, babando-se de quando em vez,de índo-
le autoritária e com laivos de propensão para o regime ditatorial .

.

Assim decorreu quase um século de grande negrume na vida e na política por-
guesa .

Cada povo,
tem os dirigentes que merece ...
.




terça-feira, 5 de setembro de 2017

A EXPLOSÃO DOS ANOS 60 .

Madrasta terra,
que tais filhos deu ao Mundo .

Fátima, fados,
touros e bola,
eis as diversões
de um povo que pede esmola.

Na década de 60,
deu-se uma explosão migratória, em direcção à Europa .

As populações tinham sido dizimadas pela Guerra, e eram 
precisos milhões de almas para reconstruir o Continente .
Vinham de todo o lado, de todos os cantos do Mundo, em 
busca de uma oportunidade .

Portugal, país neutral, mas que acabou sempre a apoiar as.
duas partes do grande conflito, só tinha um porém, a barrei-
ra física e política, para debandar a salto para a França e de-
pois para a Alemanha .

E os portugueses lá partiam mais uma vez, com a mala de car,
tão, a ajudar a enriquecer os outros países,

Construindo as casas para os 
outros,
muita força, por pouco dinheiro,
trabalhando o dia inteiro .

Milhões de portugueses partiram de novo .

Galiza fica mais pobre,
sem homens,
que venham colher o teu o teu pão .
.

E depois eclodiu a Guerra Colonial,

e nova remessa de desterrados foram espalhar a nossa cultura, 
as canções,os poemas, os romances, o nosso saber e a nossa ex-
periência, a nossa identidade, os nossos anseios, sempre adiados,
sempres espezinhados, os nossos sonhos, sempre esmagados, e 
partimps, partíamos sempre, desta terra madrasta, amaldiçoada,
para bem longe, deixando filhos e pais, mães e amantes, amigos,
para a terra de ninguém, como ciganos errantes .

Triste sina a nossa ...
.

domingo, 3 de setembro de 2017

A Emigração no Pós Guerra .

Para onde ir 
ganhar o pão que o Diabo amassou .

Trancado o continente o Continente Europeu, destruído por
uma guerra atroz, com a Espanha (que nunca foi um destino
migratório para os portugueses) em ruínas e de fronteiras bar-
radas por Salazar, só restava, uma vez mais o Mar Português -

Quanto do teu sal, 
são lágrimas de Portugal .

A Madeira e os Açôres, há muito que conheciam os caminhos
da África do sul e da Austrália .
A  distância e a língua eram obstáculos de pouca monta, quando 
se queria ir ganhar a vida, para dar de comer aos nossos compa-
triotas ..

Tinha-se entretanto aberto uma nova janela de oportunidade, da-
da a intransigência domentecapto Oliveira Salazar, em deixar 
transformar Angola, num novo Brasil .

Esse erro constitui um dos 
maiores da nossa História .

Ao tempo, ainda vigorava  

o Velho Código Colonial, com

Indígenas, Contratados, Brancos de Iª Clas-
se,  e de 2ª Classe .

E só avançava para as Colónias quem se tivesse portado bem, com
a chamada 

Carta de Chamada,

devidamente escrutinada pela PIDE e por outras organizações e in
teresses .

Estava em curso o processo de descolonização, um pouco por todo o
Mundo .

Partiram os franceses, muitos ingleses, quase todos os belgas, e mais
uma vez, os portugueses tiveram que arrumar a trouxa e zarpar .

Ficaram para o fim os portugueses . 

Os primeiros a chegar

 e os últimos a partir .







Cantiga de Amigo (a) .

Que raiva é essa, Amigo ;
que raiva é essa, Amigo,

Que te põe de bem com os outros
e de mal contigo .

Que raiva é essa, Amigo,
que raiva é essa, Amigo .

Sérgio Godinho .
.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A FÉ e o IMPÉRIO .

Portugal só foi uma Nação sustentável 
durante o período das Descobertas .

Parece impossível como um País com tão pouca população 
e tão poucos recursos foi, durante quase um século, o centro 
de gravidade do mundo então conhecido .

Durante o resto da História, e salvo o tempo da Conquista e 
da rapina do território, Portugal andou sempre à esmola do 
Papado, dos Ingleses e dos Castelhanos .

Como é que um País pobre, encostado ao Mar, cercado pela 
Espanha e ajudado (e lixado sempre) pela muleta Britânica,
conseguiu sobreviver a séculos de História, nem sempre mui-
toedificante .

Mas que tal aconteceu, aconteceu .

De D. João V para cá, aguentámos várias bancarrotas, muita 
miséria do povo, e muita pouca vergonha das classes ditas pre-
vilegiadas

Em vária épocas, nos últimos dois ou três séculos, portugal teve
que recorrer à Emigração, primeiro por razões religiosas, depois 
por razões políticas e depois por razões de natureza económica .

.

Lembro-me em criança de ouvir falar dos brasileiros e dos afri-
canistas, gente que regressava com grandes fortunas, de fazer
crescer o olho aos outros mortais, com grandes anéis nos dedos
inchados pelo reumático, que construíam grandes palacetes, di-
tos as casas dos brasileiros .

E depois já não eram só brasileiros, mas gente vinda para a Ar-
gentina, Venezuela, Canadá e outros .

Dos Estados Unidos, eu não ouvia falar, mas mais tarde aprendi
que a miséria estava bem distribuída pelo nosso País, e muitos ou-
tros partiam para os Estados Unidos, idos da Madeira e dos Açô-
res .

Terá sido possívelmente, no início do Séc.XX, o primeiro grande
surto emigratório em direcção à América .

Com os Portugueses, partiam em direcção ao Novo Mundo, gran-
des massas de desgraçados provenientes de vários países, como 
era o caso da Irlanda, Itália e Polónia, entre tantos outros .

Os Estados Unidos, ávidos de mão de obra barata e disposta a tudo,
agradeceram com entusiasmo .

Bolchevistas, é que não, obrigado .
.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O CAVALEIRO DA TRISTE FIGURA .

O meu tio Zé Nini .

Sem querer, olhei para a Televisão, e dei com um fantasma
de muito má memória .

Era ele , o velhote de Boliqueime ...

Velho, ressequido, deitando espuma pela boca, vociferando
umas patacoadas sem jeito, vingativo, asqueroso, dizendo mal
de tudo e de todos .
Aí estava ele no seu melhor .

O que faz esta múmia descarnada no Carnaval de Castelo de Vide ?

Fugi criancinhas, que o homem do saco 
voltou .

Fechem portas e janelas, que anda por aí, outra vez, o leproso .

O cadáver ambulante .

Será que é com este paspalho, saído do baú da naftalina, o teaser
do PSD; para as autárquicas que se aproximam ...

Até  Sá Carneiro se vai levantar do cemitério .
.


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

NAZISMO à PORTUGUESA .

O que é que fará com que a natureza humana reaja de maneira 
tão canalha, em determinadas ocasiões .

Não há limites 
para a ruindade das pessoas .

Há quase 2 meses que os bombeiros fazem um esforço sobre hu-
mano , para salvar vidas, animais, bens, máquinas e outros uten-
sílios, sem horário, sem comer, sem beber, sem dormir, sem des-
cansar,

e há gente e instituições, que em vez e ajudar a minorar as dificul-
dades sentidas pelos Soldados da Paz, andam por aí, infiltrados, a
tramar a sua vida, chegando ao ponto de surripiar as parcas ra-
ções a que têm moral e legitimamente direito .

Ao que chegámos .

Cuidado, 
que andam por aí nazis à solta .
.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

OS FENÓMENOS EXTREMOS .

Deus é uma pessoa do contra .

No dia em que bolei o meu plano para acabar com o problema dos fogos,
eis que começa a chover cães e gatos, e lá se vai a minha teoria por água
abaixo .

Literalmente .

Já começava a ter grandiosas ideias para realizar o meu projecto, de deser-
tificar por completo Portugal, e construir tudo de novo, de modo a proteger
os velhos e velhas, os eremitas, as pessoas acamadas, os nostálgicos do che-
ro a resinosas e a eucaliptos, os amantes sinceros e devotados de um bom in-
cêndio a valer, um espectáculo digno de uns quantos Neros, espalhados pe-
las serras, bem escondidos para actuar de rompante, e sem qalquer prévio
aviso ou preparação .

E lá se vai  apagar aquela ideia tão brilhante, 

que a até o Sol quis destruir .

Mas eu não me fico .

Fica para outra vez, se as condições se mostrarem propícias .

Com o Planeta a aquecer desta maneira, em breve reencontrarei Calígula,
um sujeitinho também dado a estas coisas de fogos .

Aqui fica a minha promessa .

.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

UMA IDEIA ARDENTE .

Agora que parece que já acabou a época dos fogos (embora
ainda ontem ficassem feridos mais 3 bombeiros, no incêndio 
de Pinhel), 
está na hora de avançar com novas ideias e propostas para com-
bater a sério o drama dos fogos florestais, com novas políticas
e estratégias, tendentes a acabar radicalmente com este flagelo
que nos invade todos os meses de Verão . 

Têm aparecido nos media ideias mais de mil para solucionar a
questão, mas tudo não passa de meros paliativos, que só fazem 
é  prolongar indefinidamente, o rosário de morte e de dôr, de ca-
lamidade e de sofrimento, sentidos na carne por milhares de por-
tugueses, que teimam obstinadamente em viver no interior pro-
fundo, tantas vezes sem os mínimos cuidados e privilégios .

Está tudo errado .

Há décadas, ou séculos mesmo, que a floresta só dá rendimento 
para uns quantos crápulas, que vivem do pinheiro e do eucalipto, 
somente para os esfarelar para fazer papel, que se vai usando cada
vez menos .

Até os madeireiros estão em vias de extinção, pois que a popula-
ção vai minguando cada vez mais .

Só a chatice de fazer crianças, o trabalhão e as preocupações que
isso acarreta .

A trave mestra da nova política é

Fazer arder, de uma só vez, o país 
inteiro, 
de forma ordenada e coordenada,
poupando desta maneira , o dinheiro
gasto em bombeiros, em capitais in-
vestidos nas florestas, em seguros, em
protecção civil e tudo o mais,

e construindo aldeias modelo, bem si-
tuadas e equipadas, onde o fogo nunca,
em situação alguma, pudesse chegar .

Não viveríamos todos mais felizes .

Ou será apenas mais uma ideia obtusa ?!?...
.


domingo, 27 de agosto de 2017

Toma lá, que é democrático .

Parece que ainda estou a ver o olho do Jeff Bush,
a mirar os furinhos do boletim de voto, na eleição
presidencial no Estado da Flórida, que ainda usava 
uma maquina completamente obsoleta, que dava os
votos que se quisesse .

Recordo com saudade as primeiras eleições na 
Rússia, onde tudo foi usado para dar a vitória 
ao bêbado Yeltsin,
dinheiro a rodos, chapeladas e mais chapeladas, 
para que o Partido Comunista fosse arreado do 
poder .

Agora, em Angola, a imensa maioria dos observa-
dores nacionais e internacionais, veio considerar 
as eleições angolanas correctas, justas e democráti-
cas .

Quase todos não, os da UNITA e uma boa parte dos
media portuguesa, continua a protestar e a renegar 
a realidade .

A UE também não quis verificar o acto eleitoral em 
Angola,
mas aceita os resultados do Burkina Fasso e da 
Guiné Equatorial .
.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Notas sobre o País do Galo Negro .

Dos acontecimentos mais antigos, pouco ou nada se sabe
de concreto .

Pouco se conhece do que se passou em Angola, antes dos
quinhentos anos que aquele País foi pura e simplesmente
transformado numa colónia rentável para as os impérios,
europeus, incluindo Portugal .

O Congresso de Berlim redesenhou o mapa das colónias,
mas apenas acabou com algumas rivalidades, quanto à divi-
são das imensas riquezas do Continente Africano .

Só com o alvorecer da II ª Guerra Mundial, com a participa-
ção de soldados africanos e asiáticos, na batalha global contra
o 3ºReich, se abriram levemente, as portas ao incipiente naciona-
lismo africano (e asiático) .

Mas somente com a Conferência de Bandung, com o apareci-
mento dos países ditos do Terceiro Mundo, sob a égide de
Nerhu, Nasser e Tito, nasceu um novo bloco na cena interna-
cional, designadamente no seio da ONU, é que esses naciona-
lismos ganharam carta de alforria .

Muita  água no entanto iria correr nos rios angolanos até se po-
der falar de Democracia em Angola .

O desencadear da Guerra de Libertação dos Povos de Angola,
contra o o regime fascista de Lisboa, a Guerra Civil entre os dife-
rentes movimentos alinhados com os diferentes blocos que sus-
tentavam a Guerra Fria, e mais tarde, o envolvimento das pró-
prias potências em causa, numa mortífera guerra fraticida, que
Cuba e a URSS acabariam por ganhar .

Quanto custou, em vidas humanas, em riquezas, em ódio e raiva,
toda essa caminhada até se chegar a um ideia de Democracia An-
golana .
.


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O MITO ANGOLANO .

Ninguém dá pontapés num cão morto .

Afinal, 
o Dos Santos, não era tão mau como o pintavam .

Mas a História deste imenso e rico País, ainda está toda por 
contar, porque o ódio ainda não sedimentou nas selvas afri-
canas .

Uma coisa me parece evidente, 
sem MPLA e o tal Dos Santos, Angola teria sido dividido,
inexoravelmente, em duas outra duas Coreias, com  os resul-
tados negativos e trágicos que daí adviriam .

Angola é nossa

gritava-se nos idos de 70, com uma ingenuidade e uma manha
imensas .

As voltas que o Mundo dá ...
.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

OS RADICALIZADOS .

Liberdade de Expressão .

Liberdade até para ficar calado .
De boca aberta para não dar em doido, com o que se passa
à nossa volta .

O que dizer ?
O que escrever ?
O que reter? 
O que esquecer ?
O que sonegar ?
O que confundir ?  

Talvez que seja mesmo esse o objectivo em mira, não se sabe de
quem, como e porquê .

Qual a razão do linchamento

com vinte tiros nos cornos,

de um emigrante português, pretensamente munido de uma faca,
que não obedeceu à ordem para abandonar a sua viatura, e que só
pretendia abrigar-se em casa da família, e acossado por várias via-
turas da polícia.

Ainda por cima, constava que o homem que sofria de doença mental .

Afinal, 

quem são, realmente, os verdadeiros 
radicalizados ...
.