sábado, 28 de fevereiro de 2009

CORRIDAS DA VIDA

Depois de ter participado em duas provas da maratona, pela equipa da Tertúlia, nos dois últimos meses, achei por bem parar um pouco, para retemperar do esforço, e preparar a táctica e a estratégia para corridas futuras.
Vai haver muitas e variadas provas a realizar proximamente, mas não sei por onde começar.Estamos em plena maratona do julgamento Casa Pia, prova de grande fundo, com imensos atletas de enorme gabarito, de prognóstico completamente reservado. É um concurso que contempla barreiras, triplo salto, decatlo e muitos obstáculos.
Temos também a animadíssima competição da crise económica e financeira, com a comparência de afamados bancos, banquinhos e banqueiros, os quais vão sendo eliminados, à medida que a prova se vai realizando. Esta corrida apresenta grande grau de dificuldade, prevendo-se até que ela não venha a ter qualquer vencedor.
Há ainda muitos treinos e outras provas de diversão, como é o famoso affaire Freepor(t), expressamente convocada para lançar a confusão e baralhar os atletas.
O problema é que me parece que há muito dopping envolvido, e as entidades desportivas têm andado elas próprias drogadas, e têm falseado quase todas as regras dos jogos.
Não sei mesmo se, apesar de tudo, deva prosseguir nas competições. Às vezes, dou comigo a pensar, em momentos de desânimo, que o melhor seria desistir.
O que me incita e dá ânimo para continuar, é a força e a coragem que omeu fiel PROTECTOR e PATROCINADOR me transmite, e que me diz que devo (con)correr sempre, a bem da ética e dos princípios.
Correr sempre contra tudo e contra todos, para alçançar as metas da VERDADE e da JUSTIÇA.
Embora cansado, lesionado e com muitas cãimbras, é o que continuarei sempre a fazer:
CORRER, CORRER, SEMPRE, SEMPRE ATÉ AO FIM.
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Vital Moreira

Vital Moreira foi o nome escolhido para encabeçar a lista do PS ao Parlamento Europeu. Uma boa escolha, independentemente de ter sido a primeira, segunda ou outra escolha qualquer. Foi a última e isso é que interessa. De realçar que Vital Moreira, além de todos os méritos que lhe são amplamente reconhecidos, é alguém que, como é sabido, é presença diária na blogosfera lusa, nunca se escondendo, nem escondendo o seu pensamento. E para todos aqueles que já o criticam por ser um convertido que se tornou mais papista que o papa, convém recordar-lhes que Vital Moreira fez parte da equipa de coordenação do Fórum Novas Fronteiras que esteve na base do programa eleitoral do Partido Socialista nas eleições de há quatro anos. Torna-se assim, a meu ver, difícil de criticar aquilo que se ajudou a construir, a não ser que isso não fosse o que estivesse a ser efectuado o que não é o caso.

Agora só espero que Ana Gomes seja reconduzida na lista, para continuar a desenvolver o bom trabalho que vem efectuando.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A Vida Num Só Dia

Já não via a Manuela Ralha há anos, e foi num infeliz momento que nos cruzámos novamente. E aí, mais um choque: A Manuela estava de cadeira de rodas. Mais um acidente estúpido, como o são todos. Mas um são mais que os outros. E este é um desses. Dos mais estúpidos.

Ela sempre foi uma lutadora. Uma lutadora por ela e pelos outros. Por aqueles que não têm voz. Por aqueles que não querem ter voz. Por aqueles que têm medo de ter voz. Agora, como sempre, dá voz e luta por ela e pelos outros. E por uma sociedade mais justa que olhe para todos de forma igual, e não somente em causas da moda. Não por estas não serem importantes, porque o são. Mas porque há mais, tão importantes embora fora de moda.

A Vida Num Só Dia é o seu blogue. O blogue de uma vida que mudou um dia. Numa hora. Num minuto. Num momento. Num acidente.

Mudou-lhe a vida, mas não lhe mudou a alma, muito menos o espírito. O espírito de sempre!
Este momento é o meu (primeiro) contributo para a sua luta. Solidária, como nos velhos tempos! Como sempre.
Um blogue a visitar diariamente.
Vão lá, também. Leiam-na, também! Leiam-lhe a luta! Ajudem-na na luta!

Um beijinho, Manuela.

P.S. - Obrigado, Pedro Sá, pelo endereço do blogue da Manuela Ralha

(publicado também no Loja de Ideias)
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

A verdade a que temos direito

Por concordar, na íntegra, com o texto da autora citada, e dada a sua
actualidade, publico -o, na sua totalidade.

A justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca
- Clara Ferreira Alves - Expresso

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral
muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se
preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do
secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os
portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo
"normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal
alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se
fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em
permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que,
nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é
definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,
foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao
caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas
histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os
criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços
de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de
apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da
história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as
coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em
ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este
estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos
computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao
maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e
esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às
escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao
caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport
Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de
Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande
empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João
Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos
arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem
por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos.

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de
Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado
num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos
crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre
Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja
cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e
enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível,
alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a
condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da
criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a
Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as
crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos,
alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que
aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela
reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol,
milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu
e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios
escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que
isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz,
apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para
a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter
assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de
colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é
surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são
arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao
esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem
eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e
abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto
que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças ,
de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e
reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da
verdade.
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Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Clara Ferreira Alves - "Expresso"
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Pisco de peito ruivo




O pisco de peito ruivo é um dos meus bons amigos.
Vem sempre passar o Natal comigo e acompanha-me
durante quase todo o Inverno.
É um pássaro fiel que canta comigo durante os meus
passeios solitários.
Desde que me conheço que me habituei a conviver com
as aves, e os piscos são os que avivam mais as minhas
recordações de infância.
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As boas acções

Confesso-vos que acabei de tomar um importante decisão. Devido à gravidade da tremenda crise económica e financeira que vai pelo mundo, e ao que parece, também já atingiu o nosso país, acho que devo participar, ainda que singelamente, nos esforços a ser feitos, no sentido de ajudar os desgraçados banqueiros, , especuladores, e afins.
Deste modo, e apesar de ter que me sacrificar, reduzindo um pouquinho as minhas despesas com a alimentação e com outros bens de consumo, achei por bem, contribuir com um singelo gesto, para minorar o mal estar e o sofrimento dos pobres capitalistas.
Foi com este desidério que decidi depositar uma pequena quantia num banco, em investimento de alto risco.
É uma boa acção, embora seja apenas uma gota de água neste mar das tormentas.
Cada um dá o que pode, a mais não é obrigado.
Eu, em nome do povo português, agradeço comovidamente.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Charles Darwin



Comemoram-se este ano os 200 anos do nascimento de
Darwin, o mais célebre naturalista inglês, que estabeleceu
a TEORIA DA EVOLUÇÃO, tendo publicado a sua obra
mais importante -A ORIGEM DAS ESPÉCIES, em 1857.
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Grelha de Partida

Claro que em relação a estas não especificou se a sua ideia de privatizar a Caixa Geral de Depósitos fazem parte das que considera "muito adequadas aos tempos que estamos a passar"! Mas também ninguém lhe perguntou.
Já agora: Fazem? É que nos outros países (e cá também) parece que está a acontecer o contrário...
P.S. - Publicado no Loja de Ideias

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Álvaro Cunhal - Artista Plástico

Álvaro Cunhal, como todos devem saber, para além de ser um político com uma enorme importância, no decurso de todo o século xx, foi um grande advogado, um intelectual de prestígio, escritor, romancista, polemista e tradutor, reconhecido em todas essas áreas.
É ele o autor da melhor tradução, para português, do conhecido drama de Shakespeare -O REI LEAR.
Por fim, mas não em último lugar, foi um artista plástico muito apreciado. Entre os seus trabalhos mais célebres, destacam-se os desenhos feitos na prisão, de que mostramos um dos mais conhecidos.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O Liberalismo, Doença Infantil do Capitalismo

Como é que o homem do leme não apareceu a avisar o pessoal,
não se apercebeu do que estava a acontecer, não enviou nenhuma
mensagem, e não alertou que se aproximava a crise financeira?
Tem andado muito distraído, o nosso homem do leme!
Ele que nunca erra e raramente se engana;
que num relance distingue com toda a facilidade
a moeda boa e a moeda ruim.

E que dizer de muitos banqueiros e afins, cuja actividade principal
é fabricar dinheiro, como se fossem donos de uma fábrica de moedas?
Quantas actividades menos lícitas, obscuras, ilegais, desonestas, senão mesmo criminosas, para as quais nos encontramos completamente desarmados, à mercê de toda a espécie de trafulhices e pantominices. Vêm agora todos pesarosos, estender a mão à caridade do Estado. Afinal o mercado, todo sapiência, como valor absoluto da regulação faliu, dizem uns, apenas sofreu um abanão, dizem outros.

E alguns políticos, que são óptimos a pôr e dispor sobre os valores das pensões dos mais pobres, que sabem muito bem quanto vale, para os mais débeis, o salário mínimo nacional, e afinal não souberam prever nada, andam a marrar às cegas, como se o grande objectivo fosse, quantas vezes ouvirem-se uns aos outros , esgrimirem argumentos e resguardarem-se na imunidade parlamentar, descurando em muitos casos, a procura de soluções para os problemas económicos e financeiros do país.

E os fiscalizadores, os controladores e os reguladores, etc, etc, não deram por nada? Ou só deram, por incúria, por interesse, por ignorância, ou até mesmo por maldade, quando já era tarde demais?
Então esses tipos não ganham rios de dinheiro, não arrecadam pipas de massa para pôr ordem no " mercado "? Têm andado a aumentar os vencimentos e as pensões uns dos outros.
São míopes, cínicos ou vesgos?

E os tubarões, piranhas, abutres, sanguessugas, vermes, e outra bicharada, que vivem à custa do alheio, jogando e voltando a jogar na roleta da vida, multiplicando," ad infinitum ", os bocados entregues à confiança de tantos e tantos garganeiros e chicos espertos, navegando à bolina e à babugem nas àguas turvas e, outras vezes, na lama.

E alguns dignatários e mandatários do sistema judicial, magistrados, advogados, juristas e doutores em geral, encobertos pelo segredo de justiça, que estiveram calados, relativamente às irregularidades e patifarias, que tiveram lugar, um pouco por todo o lado, e organizados pelos grandes senhores dos interesses e do dinheiro.
Uma boa parte deles ficaram insensíveis ao caos económico e financeiro que se foi verificando durante tanto tempo.

E que dizer da chamada comunicação social vulgo os media, os quais têm demonstrado tanta desfaçatez, pouca vergonha, cumplicidade, pressão política e ideológica, parcialidade, oportunismo e revanchismo inqualificáveis, roçando o nôjo, e destilando veneno por todos os poros, tudo em nome da independência e do dever de (des)informar.

Se calhar, quase toda a gente foi tendo contacto com a tempestade que se aproximava, mas ninguém quis aperceber-se que o rei capital ia completamente nu, em atitudes extremamente pornográficas, e ninguém se apressou a relatar o facto.
O caroço é mais forte que os escrúpulos, a tentação e a ganância, ficam de lado quando se tem o objectivo do lucro fácil.
O deus dinheiro, qual bezerro de oiro, continua a reinar em todo o planeta.

O CAPITALISMO MORREU, VIVA O CAPITALISMO!

Estava eu a magicar nestas coisas da política e das finanças, quando rebentou com grande estrondo o "affaire" Freeport de Alcochete.
Curioso, curioso, é a única reacção que me vem à cabeça.

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