" A Democracia contém, em si mesma, os germes da sua própria
destruição."
" Tão ladrão é o que vai à vinha, como o que fica ao portão".
" A corrupção só se consuma, nos actos practicados pelos represen-
tantes dos Órgãos de Soberania, incluindo as Autarquias."
" QUE DIZER?",
transpondo a célebre directiva política de Lenine : QUE FAZER?".
Já por diversas vezes tenho escrito estes lugares comuns, mas acabo
sempre prisioneiro nesta trama odiosa, no veneno dos crimes de cola-
rinho branco.
O problema mais grave por que estamos a passar, diz respeito ao
tráfico de influências, em que os negócios se entrelaçam com os assun-
tos de Estado, numa verdadeira prostituição de valores, valores éticos
e morais e valores económicos.
Os riscos assumidos pelos corruptos sáo altos , mas maiores são os pro-
veitos auferidos.
O pior, é que não há qualquer escrutínio minimamente ajustado, capaz
de travar esta bebedeira assassina, que, mais tarde ou mais cedo, irá
corroer irreversívelmente, a tal democracia dita burguesa.
Ladrões sempre houve, sempre haverá.
Em todos os meios, em todas as classes, em todos os partidos.
Se há bandidos no/do PS, estes que sejam severamente questionados,
averiguados, julgados e condenados.
Se forem poucos, limpemos a casa.
Se forem muitos, o melhor é fechar a loja.
Passaremos a jogar ao peão, ao berlinde, à cabra-cega e aos polícias e
ladrões.
Também poderemos brincar com o bilhar de mão...
.