Uma vez tomado o poder, o principal desiderato do Prícipe, é mantê-lo,
quaisquer que sejam as circunstâncias.
Contudo , em sitações normais, aquele deve ser usado com parcimónia.
Se o Príncipe tiver aptidões, inteligência, prudência, capacidade de mando,
argúcia, poder de encaixe, diplomacia.
Se souber dosear o pau e a cenoura.
Se souber cativar vassalos e súbditos, com maestria,
então o Príncipe irá longe, e governará muitos anos.
Se ele fôr desajeitado, incompetente, ou mostrar uma especial incapacida-
de para a vida social;
Se usar o poder, de modo a indispôr sistematicamente, quer senhores,
quer servos, de maneira a ir criando cada vez mais inimigos, o Principe
terá os dias contados.
O Príncipe tem que saber desarmar os principais nós espalhados no seu
caminho .
Quanto melhor o fizer, maior será a sua longevidade.
Se conseguir manter os seus amigos e aliados, dificilmente será desalojado
do poder.
Mas se o não conseguir, será presa fãcil dos seus adversários.
Em regra esse processo é longo, doloroso e dramático.
O Príncipe poderá desistir, exilar-se, ser afastado pela força, ou mesmo
assassinado.
PS: Pode ainda abichar um bom cargo além fronteiras.
Em qualquer dos casos, suceder-lhe-à um novo Príncipe.
PRICIPE MORTO,
PRINCIPE POSTO.
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