O que pensará o cidadão comum da justiça em Portugal?.
Que confiança nos pode merecer a máquina do chamado poder judicial?.
Poder ou despudôr ?.
Os magistrados passaram incólomes pelo turbilhão de Abril, e só descan-
saram com a contra-revolução de Novembro.
A nova justiça só se revelou pelas fachadas dos palácios de justiça, tal como
no tempo do fascismo.
Insisto fascismo.
Aumentou o número de escolas, de advogados, juízes, magistrados, doutores,
mas tudo com a roupagem antiga, o modelo antigo, as practicas antigas, os ví-
cios antigos.
Multiplicou-se o número de criminosos, aligeirou-se a severidade das penas,
facultou-se o acesso a novas leis, já de si intricadas e complexas, exercitaram-
se e refinaram-se os truques judiciais, concentrou-se o poder dos mais influ-
entes, manteve-se o enorme defeso da justiça (medida a todos os títulos per-
feitamente indecente e imoral).
A violação do segredo de justiça é aceite e praticada com todo o àvontade, a di-
vulgaçao em todos os media, de grande quantidade de peças processuais é des-
caradamente facultada.
Que mais?
TEMOS A JUSTIÇA QUE MERECEMOS.
NÃO A JUSTIÇA A QUE TEMOS DIREITO.
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