quinta-feira, 9 de junho de 2011

PLANURAS - 18 - A SEARA NOVA .



Já se vislumbra a época das colheitas.
O pão, semeado com suor e lágrimas, brilha ao sol que queima,
e em breve, irá servir de banquete a quem labuta sem descanso.
Só deve colher , quem semeia.
A terra a quem a trabalha.
O seu, a seu dono .
A messe será servida por toda a gente de boa vontade, que acre-
dita em princípios, na fraternidade e na solidariedade.
Separe-se cuidadosamente, o trigo do joio.
O primeiro grão pode ser para os pardais, mas não para os passa-
rões, que se acham donos da quinta e que continuam a roubar o pão
descaradamente, como rapinas desenfreadas .
Esperemos que as trovoadas de Verão não destruam a refeiçao, pre
parada, com tanto esforço e desvelo.
Corramos com os abutres .
Guardemos a propriedade.
Saibamos aproveitar a ocasião que se nos oferece.
Juntos, iremos debicar, com humildade, a nossa seara vermelha.
A SEARA NOVA .
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