Não terá sido Jorge Coelho um político de mão cheia,
com um curriculum exemplar, ao serviço do PS, do Governo
e de Portugal ?
Não soube guardar vários anos de nôjo empresarial, ao aban-
donar a actividade governativa, tendo sempre recusado qual-
quer cargo importante, apesar de instado muitas vezes a fa-
zê-lo ?
Em devido tempo, não foi uma empresa privada a convidá-lo,
dada a sua reconhecida competência, a trabalhar numa empresa
de referência, no campo dos trabalhos e serviços de obras ?
Como explicar então a sanha descabida, com que os mais altos
dirigentes do PPD/PSD e CDS/PP, anos a fio, sem qualquer ver-
gonha, se atiçaram a Jorge Coelho ?
Seria por ser do PS ?
Por ser do PSD ?
Por ser incompetente ?
Porque os políticos não devem ser bons gestores ?
Engraçado como aparece agora outro Coelho, qual grilo cantante,
bem ataviado e engraxado, ao serviço de gente sem escrúpulos e
commenos princípios, cuspir argumentos falaciosos para defender
o indefensãvel.
A memória dos homens é curta,
mas a sua velhacaria, incomensurável .
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