Digo sempre que é a última vez que me ocupo do Presidente Cavaco Silva .
Mas acabo sempre por faltar ao combinado .
Nunca tive ilusões sobre o comportamento da Cavaco, quando confrontado
com uma situação delicada, para já não falar numa situação limite .
Refugia-se sempre que pode, em argumentação confusa e atrapalhada .
Afirmava-se adepto da chamada magistratura de influência .
Mas o que significa isso?
Trata-se de um eufemismo, que normalmente se transforma num elaborado
mecanismo de cobardia política, numa fuga deliberada ao enfrentamento de
problemas que ele não domina .
Acresce que os acessores e juristas que lhe são afectos, estão formatados
mesmo caldo caldo de cautela e falta de capacidade de decisão .
Chega a ser patético o comportamento evidenciado em sucessivas ocasiões,
eximindo-se ao contacto com o público, mesmo para esclarecer coisas de la-
na caprina .
Para quê então um Presidente da Repúlica nestas circunstâncias ?
Quando Portugal vive uma das maiores crises de sempre?
Que conforto, que ajuda, que esperança,
pode Cavaco trazer a uma população baralhada, agredida quase diariamente,
por informações e contra-informações, que espalham uma densa angústia,
e nos mergulham numa realidade virtual, que não traz nada de positivo .
O PR devia intervir activamente , um mínimo que fosse,
até porque o actua governo está a viver uma experiência perigosa,
que nos irá conduzir ao abismo .
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