Em Portugal a percentagem de resíduos sólidos urbanos recolhidos rondará
os 20%, sendo a taxa de materiais reciclados e reutilizados quase insignificante .
Não estamos a contar, evidentemente, com os materiais resultantes da demoli-
ção de prédios .
Por outro lado é enorme o potencial energético, material e económico resultante
de uma política correcta de recolha e aproveitamento dos lixos .
Telheiras é um bairro onde já muito é feito nesta área .
Vejamos o que se passa com a recolha selectiva, já feita há vários anos no nosso
bairro, designadamente com a reutilização das tampas de plástico, que já rever-
teram para a compra de várias cadeiras especiais e outros equipamentos de apoio
a pessoas com problemas de motricidade .
Sensível a esta problemática, morador em Telheiras há 32 anos, comecei a pro-
ceder á recolha de objectos, ao vaguear pelas ruas ao sabor do acaso, primeiro
por uma necessidade de sanidade física e mental , substituindo o ginásio, pelo
prazer da marcha descontraída .
Como tenho o bichinho de coleccionador, fui juntando coisas ao acaso, e du-
rante os últimos 3 anos, recolhi, seleccionei e ordenei por tipo, forma e côr, os
objectos apanhados, que guardei em garrafões que abundam no bairro.
Deste modo, fui elaborando pacientemente, e sem qualquer dispêndio ( ainda
com a poupança do aluguer de ginásio), a instalação que tem estado patente aos
habitantes de Telheiras, no espaço da Horta .
Gorada a tentativa de reprodução do evento,
tenho já disponível um lista de possíveis receptadores dos objectos colectados.
Deste modo, fecha-se o ciclo .
