sexta-feira, 7 de maio de 2010

A FÉ e a GANÂNCIA.

Não vou falar das falácias que rodearam a questão das origens
de Fátima, altar da fé, altar do mundo.
As circunstâncias históricas, internas e externas-
a 1ª República em Portugal, e o advento do Bolchevismo na
Europa.
O cenário das aparições levou muito tempo a montar.
Mas a Igreja, porfiadamente acabou por conseguir, após suces-
sivas maquinações de natureza vária.
Mas foi em 1950, ano das Celebrações Marianas, que a Cova da
Iria adquiriu a fama e o proveito , sempre crescentes e sustenta-
dos.
Foi com a cunha de Pio XII, um Papa de má memória.
Estava lançada a ideia e assegurada a vitalidade do Empreendi-
mento.
O negócio foi prosperando exponencialmente, atingindo níveis
nunca sonhados pelo manhoso cónego Formigão.
O busilis estava nos milagres e nos Segredos.
A crendice das pessoas fazia o resto.

Não quero ofender a Fé dos milhões de Peregrinos que buscam
alívio físico e moral para as suas maleitas.
Nem a sua Devoção e a sua capacidade de Sofrimento.
Nem a Esperança de conseguirem dias melhores.

Uma coisa é a Fé, outra é a Ganância.

O que me enjoa, é o mercantilismo descarado e obsceno, as nego-
ciatas aldrabonas com que enganam as pessoas ávidas de ajuda,
o embuste sempre repetido e perpetuado, numa maquinação sem
limites, que envolve grande parte dos responsáveis da Curia, inclu-
indo o(s) Papa(s).
Estes sempre souberam de tudo, mas apanharam
a boleia dos vendilhões do(s) Templo(s).
Sabem que Fátima não passa de uma enorme aldrabice, mas calam
e consentem.
Com a cumplicidade das figuras gradas do nosso país.
Ofendendo os que não acreditam nessas balelas.
Fazendo de Portugal, um imenso Carnaval.
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