O navio foi lançado ao mar com satisfação geral .
A festa continuou pela noite fora .
O champanhe corria a rodos,
dentro e fora do paquete imperial .
O comandante estava muito satisfeito,
talvez até um pouco demais, como acontece nestas ocasiões .
É natural .
O caminho era seguro,
o navio à prova de todas as contrariedades .
Tinhham chegado até nós alguns boatos .
Inveja, é o que era ...
Entrou-se, de repente, numa zona de denso nevoeiro .
Redobraram-se os cuidados da tripulação .
Mas tudo serenou .
O comandante nem sequer tinha sido incomodado .
Fazia as honras ao passeio,
para quê estar a maçá-lo com niharias .
De repente a crise explodiu .
Com um estronde descomunal .
Ninguém compreedia o que estava a passar-se .
Apagaram-se as luzes e os computadores .
Ficou toda a gente à deriva .
Tomaram-se as primeiras medidas,
logo julgadas insuficientes .
E o homem do leme ?
Um tipo bravio e avisado,
por onde andava ?
Terá sido imprevidente ou incompetente ?
Como reagiu?
Que providências tomou ?
Que directivas explicou ?
Será que afinal, desconhecia por completo ,
as características e as capacidades do navio .
Mas isso quase rasava aspectos de ordem legal
e criminal ?
Estaria o comandante ciente desta grave realidade ?
Acontece que,
até hoje ,
ainda não se conhece a extensão e a gravidade do desastre,
nem as suas causas próximas e afastadas,
nem a amplitude dos danos causados ,
nem as medidas necessárias
para obviar a reposição dos prejuízos .
O homem do leme
já teve tempo mais que suficiente
para mostrar o que vale ...
FICAMOS Á ESPERA ....
.