quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A SOCIEDADE CIVIL .

A Democracia, tal como a entendemos nos paises europeus, é essencialmente
estruturada no seio dos partidos políticos .
O resto é conversa da treta .

Causa-me, pois, uma grande coceira, o apelo a messias de toda e qual-
quer natureza , sobretudo os que se emergem por geração instantânea
através das chamadas "redes sociais" .

Trata-se de um tremendo erro de análise pretender que os problemas do
País se resolvam na praça pública, ou nas mansardas de casarões corroí-
dos pelo tempo e pelas circunstâncias .

Tais apelos "espontâneos" têm quase sempre uma vesga noção da realidade
e destinam-se, por vezes, a ajudar a criar o vácuo, num espaço social car-
regado de vírus perigosos contra os partidos, abrindo brechas  em impor-
tantes franjas da sociedade .

Este tipo de comportamento, tão a geito dos nossos dias, é fácil e barato,
e não representa nada, nem ninguém, mas também comprometenm e res-
ponsabiliza ninguem .

É a arma dos patetas .
Forma-se e desaparece de acordo com pulsões isoladas e descomprome-
tidas .

Todavia, poderão abrir caminho a soluções autoritárias persistentes, que
poderão limitar  definitivamente o uso das tais redes sociais.

O inferno está cheio de exemplos dessa natureza .
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