Não há inocentes nesta história .
Ninguém soube gerir os nossos parcos proventos,
nem mesmo quando a Europa nos abriu os cordões à bolsa .
Todos se governaram e deixaram governar .
A vida corria de feição .
Os ventos estavam do nosso lado .
E o monstro foi engordando .
Devorava tudo sem parar .
Agora vêm as carpideiras do costume, verter lágrimas de crocodilo .
Todos estão repesos e preocupados .
O dinheiro mingua nos bolsos e nas carteiras, para quase todos .
Falta a sopa e o filé .
Não há guita para as propinas .
O Erasmus vai à vida .
Querem todos emigrar .
Até há gente a empurrar .
E se a gente começasse a trabalhar à séria,
e a produzir qualquer coisa de útil para o País
e para a Sociedade .
Como diria o outro :
Que trabalhem os doentes ...
Desculpem esta singela contribuição para ajudar a resolver a crise .
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