Nota
Continua a telenovela da co-incineração.
Volt0u a aparecer nos meios de comunicação social, esta semana.
Faz-me confusão o bruxedo das providências cautelares e outras
peripécias legais.
Como é que uma questão de incontrolável interesse nacional, conti-
nua a ser protelada até às calendas, pelas autoridades(in)competen
tes?
O Mário Garcia abordou, por diversas vezes, o tema no Blog DES-
CRÉDITO, como em 21 de Dezembro de 2004.
E ainda não se vê luz ao fim deste emaranhado pseudo-legal.
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Co-Incineração
João Pedro Freire acusa José Socrates de, ao continuar a defender
a solução da co-incineração para os resíduos sólidos perigosos,
revelar «falta de capacidade para o diálogo e para se aceitar a
participação cidadã. Não revela nem firmeza de principios nem
defesa do chamado interesse nacional. Revela, isso sim,
teimosia!»
João Pedro Freire acusa José Socrates de, ao continuar a defender
a solução da co-incineração para os resíduos sólidos perigosos,
revelar «falta de capacidade para o diálogo e para se aceitar a
participação cidadã. Não revela nem firmeza de principios nem
defesa do chamado interesse nacional. Revela, isso sim,
teimosia!»
Não podia estar em mais completo desacordo.
O processo da co-incineração foi conduzido, na altura pelo
Ministro do Ambiente José Sócrates, com toda a
responsabilidade, e graças à demagogia da oposição da altura, os
resíduos industriais continuam por tratar neste País.
Os verdadeiros atentados ambientais já lá estavam e lá
continuam: as cimenteiras de Souselas e do Outão, esta última
em pleno Parque Natural da Arrábida.
Quando foi nomeada a Comissão Científica independente para dar
o parecer sobre qual a melhor solução para este problema, todos
prometeram confiar na solução que seria proposta. O que,
obviamente, não aconteceu.
Ironicamente, as tranformações que as cimenteiras iriam sofrer
para que a co-incineração fosse adoptada, nomeadamente ao nível
dos filtros, iriam mesmo melhorar a qualidade ambiental do ar em
Souselas e Outão.
Mais uma vez, o medo e a ignorância, fomentados pela demagogia,
transforma-se numa espécie de obscurantismo. E os resíduos
sólidos perigosos são, em boa parte, exportados para o estrangeiro
(quem está a ganhar com este negócio?).
E, muitas vezes, a chamada participação cidadã resume-se a
meia dúzia de pessoas mobilizadas para os directos dos telejornais...
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