domingo, 6 de novembro de 2011

DEDICATÓRIA .

A História contem, em si mesma, um paradoxo curioso .
As entidades oficiais, decretam o esquecimento dos
factos, até que aqueles que os viveram faleçam quase
todos, e os restantes percam a memória,

Vêm depois uns doutores, espiolhar o passado, para
ver se descobrem a verdade .
Tarefa ingrata, se não impossível .

O que acontece, é que os verdadeiros actores da Histó-
ria, ficam para sempre enterrados nas brumas do esque-
cimento.
Só ficam à mostra, marcadamente, os tiranos e os pode-
rosos, como se esses fossem heróis merecidos, que a
posteridade celebra e idolatra.
Podia agora citar imensos nomes, mas esse papel perten-
ce aos tais Historiadores.

Assim, só me resta, refazer eu próprio a História, ten-
tando esboçar algumas caricaturas dos personages que ,
por quaquer razão me impressionaram.

É aí que aparece o nosso ADAMASTOR,
apanhado distraído com as calças na mão, atrás das ninfas
apetitosas, bêbado que nem um cacho, e depois, caído num
sono profundo.

As finórias das caravelas portuguesas, apanhadas em fora
de jogo descarado, aproveitaram a ocasião, e piraram-se
para a Índia.
O caminho estava escancarado.

Não sei se as coisas se passaram desta maneira, porque eu
não estava lá. No entanto esta é uma versão interessante
do que se passou, versão de que eu gosto em particular.

Lisboa, 6 de Novembro de 2011 .
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