quarta-feira, 6 de maio de 2015

A MORTE LENTA .

Custa-me assistir ao estertor de um partido que já foi grande
e decisivo nas batalhas pela Liberdade em Portugal .

Que conduziu as bandeiras da democracia e do desenvolvimento
durante tantos anos 

Hoje tudo está mudado, para pior . 

É um partido velho, anquilosado, raquítico, que em vez de levar
transfusões de sangue novo, é sangrado constantemente, cada vez
mais fundo, até mirrar por completo .

Não se trata de sadomasoquismo barato.
É a realidade pura e dura .

O tempo passa depressa, mas não se compadece com a falta das me-
didas que urge desencadear, para reconstruir o navio naufragado e 
abandonado, como se lixo se tratasse .

A erupção de António Costa foi a última 
miragem .

Instalado o reino da vaidade e da mediocridade, como vai o navio ser
desencalhado e reposto a navegar em águas seguras .
São necessárias grandes reparações para atingir a velocidade de cru-
zeiro, afinar as máquinas, põr combustível novo,

e zarpar, 

como diria o saudoso Zeca Afonso .
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