segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Devolver a política às pessoas

A política apenas faz sentido se olharmos para ela e pensarmos que ela existe para as pessoas. Quando se perde esta perspectiva, quando se percebe um descrédito em crescendo em relação à política, aos políticos, às ideias políticas, quando se percebe que a política se movimenta entre quatro paredes e não entre as pessoas, algo vai mal, algo vai muito mal.
A luta por ideais, por uma sociedade melhor, por um humanismo alargado, por um mundo mais justo não pode ser encarada como pura ingenuidade e como uma coisa destituída de sentido na prossecução de uma sociedade mais avançada, mais evoluída!
Ingenuidade, sim, é pensar que meia dúzia de palavras bonitas e de gestos ocos, bem equacionados no tabuleiro de xadrez, alguma vez poderiam tocar uma Pessoa, ingenuidade, sim, é achar que a hipocrisia e o cinismo são as armas de excelência no combate pela Humanidade, ingenuidade, sim, é crer que quem nos rodeia não percebe, não intui, não alcança a verdade encerrada nos gestos inúteis que alguns erigem a actos de suma importância.
A política é das pessoas:
facto.
Esta premissa foi sendo esquecida:
facto.
A responsabilidade pertence a todos nós:
facto.
Há que devolver a política às pessoas.
Há que devolver a política às suas origens.