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quarta-feira, 28 de abril de 2010

É preciso ter lata...

Vem o Tribunal de Contas todo solicito, abanando a cauda, a ladrar que o Metropolitano de Lisboa deixou de facturar 1,5 M€ porque, ó vis, deu borlas aos seus trabalhadores, filhos em idade escolar e reformados. Tendo em conta os salários astronómicos desses malandros trabalhadores, não só isto é inadmissivel, como ainda deviam pagar para trabalhar.


Já o sr. Mexia, cujo prémio de 3.6 M€ só isso dava para dois anos da medida acima repudiada, é o ai Jesus, que é gente de bem...

Quando os filhos da puta lá em cima perdem toda a vergonha, é tempo da malta cá de baixo lhes perder o respeito.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O Ano Explosivo? Ou o Ano da Explosão?


O Professor Kavaco, qual Professor Karamba veio prevenir que este 2010 pode-se transformar num ano explosivo.

Não é grande a arte adivinhatória deste Mago que não é Rei, tão somente Presidente, pois dois dígitos de desemprego, um índice de desigualdade sem igual, um défice orçamental e externo estruturalmente galopantes, uma desindustrialização continuada e um salve-se quem puder, que faz da pequena e grande corrupção, não só um modus operandi, como um modus vivendi de parte da sociedade, são bons ingredientes para um cocktail, que não sendo Molotov mas Sócrates, não deixa de ter potencial explosivo.

Mas é esta explosividade nova e/ou preocupante?
Paradoxalmente, sim e não.

Sim, porque quanto mais se enche um copo, mais perto está ele de transbordar, independentemente de desconhecermos o quanto pode ele encher. E sem dúvida que temos metido água quanto baste ao longo dos últimos 20 anos.

Mas se sabemos que a coisa é explosiva saberemos que vai haver explosão? Não.

Para passarmos do potencial ao cinético, é preciso algo mais, o detonador.

Albert Camus, na sua obra O Homem Libertado fala da diferença entre Revolta e Revolução. A primeira seria um sentimento individual, de repudio para com a sociedade, com a situação, com os agentes sociais e as suas relações de estruturação, dominação e poder. Os Portugueses genericamente estão revoltados. Com tudo, com todos e até consigo próprios. Mas a revolta, sendo individual, é em si mesmo a histórica, dado que não produz movimento social. Só quando estruturada socialmente e concitada ideologicamente pode materializar-se em Revolução.

Portanto pode Sócrates dormir descansado, tem 10 milhões de cocktails Socratov espalhados, prontos a rebentar, mas não tem ninguém que lhes chegue o lume.

Por enquanto...

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eles andam aí... Quem? Os gajos do FMI !

Volta a corja, para dar "corda" aos seus lacaios.
Como diz o Povo, os abutres apresentam-se sempre quando cheira a carniça...





E vale a pena LER...
Se ainda se lembrarem do que isso é, porra! :)

E perceber como mudam as moscas mas a m.....a é sempre a mesma...

Aqui FMI - José Mário Branco


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Portugal a Sério - 2


Desemprego 10%

Se as estatísticas tocassem a todos os grupos sociais por igual, sempre havia o consolo de enfiar uns 6 membros do governo, uns 23 deputados e uns 30 autarcas na fila para a senha do centro de (des)emprego.

Infelizmente só toca mesmo a quem trabalha(va)...

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Portugal a Sério - 1

Isto é o que está na Face Oculta... de PORTUGAL


Apanhado num blog luso


Comentário de Gavião Sadino
Data: 1 de Dezembro de 2009, 0:29

Meus amigos embora não seja este o assunto. Quero dizer-lhes que o Hotel Sheraton Algarve efectuo hoje mesmo (30/11) um despedimento colectivo encapotado com o pretexto de reestruturação e diminuição de custos. Todos os electricistas efectivos com mais de 40 anos foram despedidos.
No principio do ano começaram pelo pessoal da Copa e das limpezas (portanto os que tinham menos formação e menos informação). De seguida tentaram fazer o mesmo nos jardins e campos de golfe, só que os trabalhadores uniram-se ameaçaram fazer greve em pleno verão, com o apoio dos sindicatos e a presença da comunicação social, eles arrepiaram caminho. Mas não desistiram, a partir daí começaram a aliciar quem já está à beira da reforma prometendo a declaração para o Fundo de Desemprego aos que queiram sair.
Agora ainda foram mais subtis, alegando que iam encerrar o hotel para obras de 30 de Nov. até ao fim do ano, consumaram os objectivos que pretendiam.
Hoje deixaram o pessoal entrar ao serviço começaram a convoca-los individualmente, entregavam-lhe a carta de despedimento e eram postos imediatamente na rua. Houve um que disse que se vim para trabalhar só saio no fim do dia, dois seguranças agrediram o homem e colocaram-no fora das instalações à bruta.
O meu pai tem 64 anos, era lá técnico de frio e A.C.. Foi operado a um cancro, há ano e meio que estava com baixa, era para começar a trabalhar no dia 11 de Dez., telefonaram-lhe hoje de manhã, que comparece-se no hotel, para lhe dizerem que também está despedido.
Moral da história? Quantos trabalhadores e suas famílias é preciso lixar a vida e quanto é preciso todos nós pagar-mos com os nossos impostos, para um magnata Árabe não ver baixar os lucros, e o nosso primeiríssimo não deixar de passar as suas merecidíssimas férias num hotel de luxo no conforto da requintada Suite Diplomática, pago em €, Dólares, Dirans, ou outra qualquer moeda (sim; para pagar qualquer dinheiro serve).

Deixo a pergunta a estes “senhores” que por aqui pululam abnegados defensores do capital, se ficam felizes ao saberem que o dinheiro dos vossos impostos serve para custear estas manigâncias fraudulentas, e atirando com mais umas quantas famílias Portuguesas para o desespero?


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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Já dizia o outro: as opiniões são como...

... E quem quiser dá-la, dá-la!
E o José Reis Santos, meu camarada de blogue no Loja de Ideias, quis dá-la.

Esta é a opinião/premonição dele para o futuro
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Não o podemos levar a mal, pois não?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Grelha de Partida

Claro que em relação a estas não especificou se a sua ideia de privatizar a Caixa Geral de Depósitos fazem parte das que considera "muito adequadas aos tempos que estamos a passar"! Mas também ninguém lhe perguntou.
Já agora: Fazem? É que nos outros países (e cá também) parece que está a acontecer o contrário...
P.S. - Publicado no Loja de Ideias