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sábado, 12 de setembro de 2009

A agenda escondida de Manuela

Manuela nada diz, nada promete, só diz o que manda parar - tudo.

Nada diz por declarar não poder prometer o que não sabe se pode fazer ou não.

O que quer é um cheque em branco.

Para poder fazer o que bem lhe aprouver.

O Sócrates ao pé dela é um santo (mesmo que com pés de barro).

Afinal tivemos homem

Para que não pensem que sou um anti-Sócrates primário, assisti ao debate com a boa da Manuela. E torci pelo Sócrates. Que eu quero que ganhe o PS (ou melhor dito, que o PSD não ganhe).

E foi com satisfação que assisti ao troca gravatas (nos debates à esquerda com cor vermelha apagada e hoje de cor azul) dar uma ensaboadela a essa múmia do cavaquismo serôdio, que põe os gerontes do paleolítico PCP a parecerem tipos de ideias arejadas.

Foi uma cabazada tipo Benfica-Setúbal.

Esperemos que o Centrão que ele apoiou vote nele.
Porque a esquerda não vai falhar na esquerda.

O Voto que lhes é Utilíssimo

Como não me deslumbro nem com os amanhãs que cantam, mas também não me embalo com passados gloriosos, observo o presente que efectivamente temos tido e vamos continuar a ter pelo andar da carruagem.

Assim talvez se perceba que se vota nesta lista:

JOSÉ SOCRATES
SILVA PEREIRA
VIEIRA DA SILVA (aka BAGÃO FÉLIX)
PINA MOURA
CAMPOS E CUNHA
JAIME SILVA
JORGE COELHO
ANTÓNIO VITORINO
VITALINO CANAS
JOSÉ LELLO
JOAQUIM RAPOSO
ARMANDO VARA
MIGUEL COELHO
VÍTOR CONSTÂNCIO
e outros quejandos

Como não voto nem em Braga, nem em Coimbra, nem em Faro (e 3 em 18 não é grande consolo), e tenho a certeza que o meu voto seria utilíssimo a estes cavalheiros para continuarem a obra maravilhosa que têm levado a cabo, em ocasional conúbio com os passarões do outro lado da rua (o PSD), vou procurar quem ainda seja Socialista, mesmo que seja noutra tenda da feira.

P.S.: Apesar de também gostar de comparações entre a política e o futebol (e às vezes são tão tristemente parecidos), há uma diferença que faz toda a diferença. O futebol opera muito no lado do irracional (é-se do Benfica ou do Sporting porque sim e não se muda mais), a política deve-se ater ao racional, e mudar quando necessário, até para que os que estão errados no nosso lado sejam afastados. Caso contrário Obama nunca seria Presidente.

terça-feira, 21 de abril de 2009

A forma e o conteúdo, a visão e a estratégia

A propósito da passagem por Portugal de Don Tapscott, e das suas declarações acerca do Programa Magalhães, resolvi voltar a distinguir a forma do conteúdo.

Mais uma vez vêm do exterior os elogios ao que por "cá" se faz. Sabermos quais as vantagens comparativas e o valor acrescentado que criamos com as nossas políticas é essencial, como em qualquer empresa.

Não ponho em causa muita da visão estratégica, desgarrada ou não conforme alguns pontos de vista, do Governo de José Sócrates.

O Plano Tecnológico, que aglutina e consubstancia várias medidas importantes dos últimos 4 anos como o Magalhães, a Banda Larga nas escolas, o Simplex, as Novas Oportunidades e tantas outras de menor visibilidade mas não de menor importância, trouxe uma nova visão a toda a Administração Pública e ao país e trará resultados mais significativos no futuro do que presentemente se escrutinam.

As reformas encetadas na educação, saúde e justiça eram e são mais que urgentes, necessárias a um futuro mais risonho para muitos portugueses e para trilharmos o nosso futuro, a par ou na dianteira, com outros países.

A forma utilizada para o fazer não tem sido no entanto a mais correcta. Cheia de crispação, com avanços em sound byte, recuos e banho-maria muitas medidas importantes, necessárias e positivas passaram a ser vistas por outro prisma por parte dos necessários intervenientes a qualquer processo de mudança.

O País parece o meu Benfica, cheio de estrelas e com um plantel milionário mas sem interligação razoável, sem redes de inovação que aproveite os inovadores e essencialmente por ter feito uma aposta no médio prazo quando aos sócios ilude com curto prazo, desvirtuando as expectativas de quem quer ajudar a fazer a transição no processo de mudança.

De Sócrates só espero, como comandante deste barco, que como os navegadores lusitanos que nos tornaram timoneiros do mundo de então, que não seja só visionário mas essencialmente estratega, que ao conteúdo alie a forma mais que os números.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Bichanar à orelha

Pensaria Cavaco Silva que o bichanar à orelha dos portugueses acerca de opções governamentais, disfarçado com as criticas aos empresários, passaria despercebido?
Não creio!!

Estaria Cavaco Silva enganado no dia da semana, pensando que estava em Belém numa 5ª feira?
Não creio!!

Parece Cavaco Silva querer apontar o caminho dos temas em discussão??
Sem dúvida!!

Será a ante visão do discurso do próximo sábado, 25 de Abril?
Sem dúvida!!

Poderá parecer o recado estrategicamente combinado com mais alguém?
Talvez!!

Serviu o recado para declarar o óbito da cooperação estratégica com o Governo?
Talvez!!

Então pergunto:

Porque Cavaco Silva não se dirigiu à Assembleia da República (artº 134 d) da Constituição da RP), não convocou o Conselho de Estado (artº 145 e) da CRP) ou não se dirigiu ao país, como o fez destemperadamente em Julho passado, preferindo dirigir-se oficialmente a um Congresso e consequentemente oficiosamente ao país?
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