sábado, 9 de julho de 2016

JOGO SUJO .

Continua a paródia das sanções,
uma telenovela de muito mau gosto,
que vem emporcalhando a União Europeia,
o Conselho Europeu,o Ecofin, as corujas do Partido
Popular Europeu, os direitinhas de serviço, e muitas
outras ratazanas do esgoto da política .

Tem andado bem o Primeiro Ministro de Portugal, ao
esvaziar os balões de S.João, provenientes das centrais
da contra informação do costume .
.

PARIS JÁ ESTÁ A ARDER ?.

Será que à quarta vez é de vez?
Esperemos que sim .
Conseguimos chegar à final do Euro 2016,
e queremos ganhar .

Não vai ser fácil,
mas iremos dar tudo por tudo .

Ou vai ou racha .

Como diria um antigo seleccionador nacional,
vai ser o jogo do mata mata .

FORÇA PORTUGAL .
.

O RIGOR ALEMÃO .

Quando fui para a tropa, em Janeiro de 1968,
levei para Mafra um livro de grande folgo, para
ler nos intervalos dos exercícios militares e nos
tempos de ócio .

Conhecia bastante bem as incidências da IIª
Guerra Mundial, mas chamou -me a atenção a
parte que abordava os crimes nazis .

Tinha comprado um calhamaço sobre A Histó-
ria do IIIº Reich, em francês, e julguei que isso
me iria ajudar a passar aquele estúpido tempo
que podia ter sido usado em coisas mais úteis,
como por exemplo, ajudar a desenvolver o meu
País, lutando contra o atraso físico, psíquico e
material da nossa atrasada sociedade .

À medida que ia lendo aquelas coisas horríveis,
muitas das quais eu nem sequer ouvira falar, fui
começando a ter pesadelos e insónias, de tal modo,
que acabei por levar o livro para casa e escondê-lo
bem longe das minhas preocupações .

Algumas coisas que então li e, muitas outras de
mais tarde tive conhecimento, deixaram-me uma
certeza :
Nunca mais poderia tratar, falar, ouvir, com aquela
gente horrenda, capaz de levar a cabo tão medeo-
nhos crimes .

Como foi possível conceber um projecto de uma fá-
brica em que a matéria prima eram seres humanos e
os produtos finais, cabelo, dentes, jóias, metais, pre-
ciosos, pele humana, sebo e os despojos eram incin-
erados e usados para a construção de estradas .
.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

PEREGRINAÇÃO - 8 .

A PASTELARIA MADRID .

Vivi bastantes anos na zona do Areeiro, da Praça de 
Londres e da Alameda Afonso Henriques, tudo na
zona do Instituto Superior Técnico .
Era a parte nova da Cidade, que calcorreávamos aos
fins de semana . Parco divertimento para quem vive 
exilado na Capital e as posses são reduzidas .

Existem na área, vários jardins,
e foi junto a um deles, que dei por mais uma pastelaria,
sossegada, com pouco movimento e que tinha espla-
nada .

Um a um, lentamente, a tribo foi-se transferindo para
a Madrid . Não éramos muitos, mas era bom estudar 
em grupo, perto de casa e sem grande barulho .

O difícil foi recrutar o grande amigo, companheiro do 
Lar (e que mais tarde viria a ser meu compadre) 
o aluno mais inteligente e bondoso que encontrei na vi-
da, a acompanhar-nos nessa sala de estudo tão peculiar .

O meu compadre, o Lopes Matias, não perdia tempo a 
estudar, mas tinha todo o tempo do mundo para ir expli-
cando aos membros do clã, os cálculos complicados 
que era preciso fazer para dar conta dos problemas que
iam surgindo do decurso daquelas cadeiras chatas que
era preciso emborcar para tirar o curso .

Em nome de todos os que passaram pela Pastelaria Ma-
drid, e que ali marraram tantas tardes, aqui fica um gran-
de abraço, e o meu (nosso) obrigado .
.

NA ESTAÇÃO ERRADA .

Entro na minha fortaleza
tranco a porta com ligeireza
defendo-me com destreza
do mundo
que não entendo
da gente
que não compreendo

Aí no meu castelo
castelo de cristal
sem grades
nem seguranças de metal
eu me fecho no meu nicho
desligo ligeiro
do mundo inteiro

No meu castelo 
castelo de cristal
sem grades
nem seguranças de metal
eu vivo só
eu vivo sozinha
o meu sonho de exílio
o meu sonho de rainha 

Maria Teresa Ramos
No Expresso 
.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

OS MASTINS .

Quem não quer ser lobo,
não lhe deve vestir a pele .

Grande Alemanha .

Forte com os mais fracos,
fraca com os mais fortes .

Foram os ingleses que os travaram.
Foram os russos e os americanos que lhes quebraram
os dentes .

Mas com os judeus, ciganos, maricas e outros, são mui-
to bravos e valentes .
Dominam tudo e todos .

Já deixaram crescer os caninos .

São pastores alemães .
São lobos da Alsácia .
Cães raivosos, cães de caça, cães de luta,
bons a ferrar as presas alheias .

Os outros cães deixam-se dominar e lambem as botas aos
canídeos além Reno .
.

Provérbio .

Quando se fecha uma porta,
abre-se sempre uma janela .
.

PEREGRINAÇÃO - 7 .

A Pastelaria S. João .

Era mesmo ali, ao virar da esquina .
Confesso que o primeiro impulso que nos moveu, foram
os bolos do pequeno almoço .
Depois fomos ficando por ali, a vontade de estudar não era 
muita . Ficávamos tagarelando por tudo e por nada, mas-
tigando o tempo devagar, até que o almoço nos chamasse .

E havia a Esplanada .

E havia o salão de festas .

Quando os exames apertavam, então sim, trazíamos a pape-
lada, folhas e apontamentos, e mal tínhamos tempo de levan-
tar a cabeça .

Aos Sábados, Domingos e feriados, tínhamos que zarpar para
outras paragens, mas era bonito ver as noivas nervosas e as ma-
dames exibindo as fatiotas novas e os chapéus espampanantes .

E que dizer da bola, no salão de festas ...

Que saudades do Campeonato 
Mundial de 66 ...

O dos Magriços .

Portugal ficou fiem 3º lugar, 

mas só a batota (são os mesmos ingleses de 
hoje, que nos lixaramem toda a linha ) nos 
impediu de sermos Campeões do Mundo .

Eusébio, Coluna, José Augusto, Simões e
tantos outros .

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O EURO 2016 .

Zèquita

Estamos na Final do Euro 2016 .

Despachámos

A Islândia

A Hungria

A Áustria

A Croácia

A Polónia

e o País de Gales .

Vamos jogar a final com o vencedor do jogo

entre a França e a Alemanha .

Um beijinho dos Pais .
.


O MEU RELÓGIO .

Teria eu, os meus 16 anos .

Estudava de dia e de noite, e nos parcos intervalos, fazia
um estágio profissional numa fábrica de lanifícios .

O tempo de trabalho era determinado pelas sirénes de de-
zenas de empresas, antes da faina começar, e no fim da 
mesma .

Para chamar os trabalhadores às suas obrigações, todas 
apitavam 3 ou 4 vezes, numa chinfrineira medonha, não 
fosse o trabalho azedar .
A revolução industrial tinha começado em Portugal 

Como não tinha relógio, era o barulho ensurdecedor dos
teares que regulava o meu horário de trabalho .

Um dia, deixei de escutar o matraquear das maquinas, 
fui-me embora, em busca do almoço .

O meu pai cruzou-se comigo no caminho e deu-me uma
grandes descompustura e um par de tabefes, julgando que
eu me estava a baldar às minhas obrigações .

Reagi com grandes protestos, e tentei explicar o acontecido .

Afinal, tinha faltado a electricidade .

O meu pai desculpou-se, mas eu é que fiquei com as lam-
badas na tromba .

Foi assim que, no Natal seguinte, ganhei o meu primeiro
relógio .
.

E OS REFUGIADOS ?.

Não vemos, não ouvimos, não lemos,
Podemos ignorar .
Não vemos, não ouvimos, não lemos,
Podemos ignorar .


Não mais ouvimos falar dos milhares dos desgraçados refugiados
que atravessavam terras e mares, fugindo à morte, à guerra, á fo-
me, à desgraça, a caminho do Eldorado alemão e nórdico, em bus-
ca dos restos dos anafados países ricos no Norte da Europa . 

Onde param ?

Onde estão?

Acabaram com eles de vez ?

Andam a fazer inter rail  no Mar Egeu, ou nas praias da Turquia ?

Continuam cercados pelo arame farpado nos países Balcânicos ?

Ou já estão devidamente enquadrados em campos de detenção, por
essa Alemanha dentro ?

O que eu chorei com a foto daquela criança que deu à costa numa
praia turca, e que surgiu em todos os jornais do mundo, dias e dias
a fio . Nem dormi nessa noite . Nem eu, nem todas as cabeças bem 
pensantes, capazes de fazer o bem, sem olhar a quem .

Como é boa a caridadezinha hipócrita ...

Onde está toda essa desgraça, desencadeada não se sabe como, nem
porquê ?

Tinha-me esquecido do BREXIT, 
pois claro ...

E da ultrapassagem dos défices .

E das sanções .

E da chantagem nazi .

Um beef vale bem uma centena de criancinhas .
Desde que não sejam loirinhas e de olhitos azuis .

É a vida .
.





terça-feira, 5 de julho de 2016

A QUADRILHA DE ALI BABÁ .

Nunca fui tão longe na minha apreciação 
sobre a UE .

Nunca considerei que fosse um associação de benefi-
cência, tipo sopa dos pobres, ou a Santa Casa da Mi-
sericórdia,
mas também nunca me passou pela cabeça ( sei lá eu)
que se tratasse de uma quadrilha de malfeitores, tipo 
caverna de Ali Babá e os quarenta ladrões.

Mas, afinal, dado ao que tenho vindo a assistir nos úl-
timos anos, estava redondamente enganado .


A UE comporta-se como um organização 
criminosa,que rouba os pobres, para en-
cher os cofres dos ricos .

Trata-se de um grupo de hipócritas, gatunos e malfei-
tores .
Bem fizeram os britânicos que, diga-se de passagem, 
encheram a mula, enquanto lhes conveio e, agora  pi-
ram-se com os cofres cheios .

Muitas cambalhotas e pesadelos
deve ter agora Mário Soares , e os 
seus amigos, 
virem a descobrir como foram
ludibriados pelos povos europeus .
.

OS FOGUETES .

Deitar os foguetes
e ir a correr a apanhar as canas .

Já não corro atrás de nada , e muito menos atrás das canas .
Quando éramos putos, esfolavamo-nos todos para ver quem
chegava primeiro para apanhar as melhores canas .

Era o tempo das aventuras singelas, mas às vezes o perigo 
estava à espera . Por vezes as bombas dos foguetes não reben-
tavam, e ao pegar nelas podíamos ficar sem um dedo, ou mes-
mo sem uma mão .

Isto era mais vulgar nas terras de província, com festas qua-
se diárias para satisfazer todas as localidades e todos os san-
tos .

É apenas uma metáfora,
que se aplica aqueles que querem cavalgar em toda a sela,
serem os senhores inteligentes, que tudo sabem e tudo querem
dirigir .

Mas em muitos aspectos, gostava de ir a todas .
Depois encalhava aqui e ali .
E muitas vezes provocavam-me, só para me ouvir, e eu caía 
que nem um patinho .
Estava sempre disponível, pronto para o que desse e viesse .


Até que começaram a estalar as coisas 
nas mãos .

Por princípio bem formado, e participativo, fui vendo que o Mun-
do é, por vezes, mauzinho e vingativo, e com muita inveja à mistu-
ra .

Fui-me retraindo, como o caracol, e como o ouriço cacheiro, já não
ponho os corninhos ao sol, e sei guardar as devidas distância, para
ão me picar .

Espero que saibam ver as diferenças,
e que me respeitem,um bocadinho que seja .
.

PEREGRINAÇÃO - 6 .

Há muitos cafés de Lisboa que merecem uma referência 
ainda que muito breve, dada a sua importância na vida da
cidade :
A Brasileira do Chiado, a Nacional, a Mexicana, a Versail-
les, o Vavá, a Suprema , o Nicola, o Ritz, a Copacabana,
entre tantos outros .

Mas a Catedral os cafés 
era o Café IMPÉRIO .

Era um complexo de Cinemas, Restaurantes, Bilhares,
que também tinha Café, 
Para a época, era um lugar de luxo e majestade .

Havia uma parte do espaço,  e umas certas horas, que o café 
estava destinado aos estudantes, sobretudo a malta do IST .

O Cinema morreu de morte súbita,
deu lugar a uma Igreja, há  várias décadas, e está de boa saúde .
Recomenda-se .

Foi durante muitos anos utilizado pelo Cine Clube de Lisboa,
Integrou um cinema de filmes de qualidade e foi sede do Teatro
Estúdio de Lisboa, onde pontificaram artistas como Rogério Paulo, -
Fernando Gusmão e Carmen Dolores .

O Café foi-se degradando e chegou a estar fechado ou usado par-
cialmente .

Devo dizer que pouco estudava no Império, porque ou éramos
implacavelmente expulsos, ou então porque aproveitávamos para 
ver jogar bom bilhar .

Hoje em dia, foi restaurado,
e funciona em dois planos, uma parte continua como Restaurante
fino, e outra parte como restaurante popular .

Foi bom o meu regresso a uma das salas que mais me marcaram
durante a minha vida .
.
.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

OS TRAIDORES .

Traidores, pulhas ou idiotas .

Não, não estou a referir-me a essa gentalha do norte
da Europa, os descendentes dos Hunos, dos Teutóni-
cos, dos Boches e dos Nazis .

Não, não é desses que falo.

Isso é gente conhecida pela sua pulhice ancestral .

Estou a referir-me aos traidorzitos locais, canalha a 
soldo, que se vende por um prato de lentilhas-
O Coelho e a Maria Luís, pequenos vermes que se
movem em águas putrefactas .

Um nojo .
Quem tem ainda coragem de
 votar nestes piolhos ...
.

Non, je ne regrette rien .

Águas passadas não movem 
moinhos .

Não mais deitar água em cima do fogo .

Não mais arrombar a gruta das mil e uma 
noites .

Não mais estacar o sangue com sal da cozinha .

Não mais sorrisos que escondam a dor e a an-
gústia .

Não mais retratos que distorçam a realidade .

Não mais deixar correr o tempo, à espera do 
brinde sonhado .

Não mais risos e gargalhadas contagiantes .

Não mais engendrar planos de impossível consu-
mação .

Não mais preconceitos e embustes disfarçados .

Não mais cortinas de escuridão, tapando a luz da 
vida .

Não mais mendigar as migalhas de um afecto 
antigo .
.

domingo, 3 de julho de 2016

OS PALHAÇOS .

Não é palhaço quem quer,
Só é palhaço quem sabe .

Os palhaços são como as melancias
verdes por fora, vermelhas por dentro .

Quanta dor, quanto sofrimento de escondem, por detrás
daquela carantonha, de olhos muito grandes, nariz em 
forma de bola de pingue pongue, fato exageradamente 
trapalhão, rindo quantas vezes, de forma tonitroante .

O que iá na cabeça dos palhaços, palhaço rico, palhaço 
pobre, com aquelas piruetas desengonçadas, aquela con-
versa desajeitada e até com uma certa brejeirice à mistura .

Fazem-nos rir às gargalhadas, 
mas se observarmos mais de perto e com mais atenção,
descobriremos a tristeza e o drama espelhados no seu rosto .

Conheço, por experiência própria tal estado de espírito, e de-
cidi que não quero mais vestir a pele de palhaço, a que me fui
habituando .

Talvez que um dia, se tiver engenho e arte para tal,
possa fazer o papel de Doutores Palhaço, e ajudar a fazer 
sorrir, com amor e carinho, as crianças com graves problemas 
de saúde .

 Porque não ...



sábado, 2 de julho de 2016

LIÇÃO DE ARITMÉTICA .

Um par ímpar

Número quebrado

Triâgulo amoroso

Um quarto para as duas

Números primos

Conta dobrada

Raiz quadrada

Recta infinita

Quarto duplo para três

Capa um, capa dois

Pi Pi

Gama um, gama mil

Um a um e vão dois

Três menos um quarto 

Números na ponta da língua

O ponto e o traço

Dois vezes quatro, e vai nada 

O ponteiro entre as duas

Apontamento

É feio apontar

Três em ponta

O ponto e a ponta

Ponto por ponto

Um mais uma, e nada
.




sexta-feira, 1 de julho de 2016

THE CIVIL SERVANT .

Talvez nunca tenha escrito nada sobre o meu emprego 
de quase sempre - A Direcção Geral de Energia, ex. DG
dos Combustíveis .
Devo dizer que tal actividade se estendeu por mais de 30
anos, e não me deixa grandes saudades .

Ser funcionário público, naquela época, era ainda uma 
profissão com alguns aliciantes, desde logo o respeito 
e a responsabilidade de estar ao serviço do País .

Depois, havia a competência adquirida e exercida, desi-
gnadamen-te no que se aplicava aos técnicos superiores
do Estado  .

Um engenheiro 
era um Engenheiro .

Havia um certo brio no trabalho que fazíamos, a exemplo
do que acontecia em França ou em Inglaterra .

À medida que a Revolução se desenrolava,
e se sucediam governos atrás de governos, cuja cor polí-
tica mudava constantemente, com saneamentos à esquerda
e à direita, foi -se eclipsando o poder de Estado .

A época mais cinzenta foi ocorrendo no tempo malfadado  
de Cavaco Silva .
Tinha-se arrombado o cofre do erário público, e o dinheiro
escorria a rodos, pelas mãos da camarilha social democrata .

 The job for the boys socialista,
foi uma brincadeira de crianças, face ao pântano cava-
quista, de que falou António Guterres, quando bateu com
a porta . 

 Com a fartura, teve então lugar
o início da decadência de um País,
que tinha começado a reerguer-se .
.

NASCEU UMA ESTRELA .

Para o Mário Pedro .

Mas que pequeno País é este,
que se intromete entre as grandes potências do
futebol europeu, e é presença habitual nas meias
finais do Campeonato da Europa ...

Que miúdo é este,
nado e criado na Musgueira, que consegue trocar
os pés e as voltas, às grandes estrelas dos areópagos
internacionais do futebol ...

De seu nome Renato Sanches, com apenas 18 anos
de idade, Campeão pelo Benfica, Internacional por 9
vezes,pela Selecção A, e considerado o melhor joga-
dor pela UEFA, nos dois jogos em que participou .
.